Não é nenhum mistério que os metais alcalinos são extremamente reativos e explodem após um breve contato com a água.
Eu mesmo já escrevi sobre isso aqui.
Quer saber com maiores detalhes essa explicação?
Então, clique no link e continue lendo:
Não é nenhum mistério que os metais alcalinos são extremamente reativos e explodem após um breve contato com a água.
Eu mesmo já escrevi sobre isso aqui.
Quer saber com maiores detalhes essa explicação?
Então, clique no link e continue lendo:
Estava eu lendo tranquilamente o meu feed de notícias quando me deparo com a agradável sugestão de complemento para o Chrome (sim, aquele navegador que consome toda a memória do seu computador).
Trata-se do Speech Recognition, que após ser instalado no seu navegador requer apenas mais uma simples etapa de configuração: Vá até o seu Google Docs e acesse o menu Complementos > Speech Recognition > Start.
Após isso, uma janela lateral abre no lado esquerdo e você seleciona o seu idioma e o dialeto (no nosso caso, o dialeto brasileiro).
É só começar a falar e ele vai reconhecendo as palavras. Diga-se de passagem que funciona muito bem. Fiz um teste usando um palavreado químico e ele errou poucas palavras. Falando coisas comuns, ele praticamente não errou. A única coisa ruim é que pontuação não pode ser acessada via voz, tem que usar o teclado pra adicionar vírgulas e pontos. Para quem está com preguiça de digitar ou precisa transcrever gravações intermináveis, é uma economia de tempo enorme. 😉 Abraços a tod@s e até a próxima postagem.
Tensão superficial, um fenômeno de superfície que muita gente conhece mas não sabe nem pronunciar o nome direito.
Antes de tentar explicar em palavras simples, vamos assistir ao vídeo (que é a desculpa para escrever esse post) abaixo:
Ele foi filmado por pesquisadores do Departamento de Química & Bioquímica da Arizona State University.
O objetivo deles era desenvolver métodos mais eficientes para cortar e separar proteínas de fluidos biológicos.
No vídeo, os pesquisadores usaram uma superfície hidrofóbica de Teflon e uma faca com uma superfície super-hidrofóbica para realizar o feito.
Aqui tem outro vídeo dos mesmos autores mostrando uma tentativa de bisseccionar (só queria uma desculpa pra usar uma palavra bonita) outra gota de água, só que usando uma faca comum.
Surgem agora algumas questões que precisam de respostas:
1) Do que é feita essa faca Ginsu que corta até água?
2) O que é “hidrofobia”?
3) Por quê uma faca corta e outra não?
4) Onde é que entra essa tal de “tensão superficial” na jogada?
Tá, mas e esse negócio de “cortar água”? Que raio é isso?
2) O que é hidrofobia?
Bom, esse termo é composto das raízes gregas hydro = água e fobos = aversão, medo. A tradução seria “aversão à água”.
A faca especial usada no vídeo é altamente avessa à água, tanto que quando entra em contato com ela faz com que a gota (ou suas metades) seja repelida.
3) Por quê uma faca corta e outra não?
Ora, porque a outra faca não tem uma superfície tratada para se tornar hidrofóbica. Imagine que a faca que corta foi recoberta com uma fina camada de gordura animal. Você já viu água e gordura se misturarem?
Claro que não, a gordura é hidrofóbica e, portanto, repele a água.
4) E o que a “tensão superficial” do título desse post tem a ver com tudo isso?
Simples. A tensão superficial é uma coisa que se observa em todos os líquidos.
Para entender melhor o que é esse fenômeno, vamos pensar em uma gota de água sobre uma superfície toda engordurada.
A gota de água tem aversão à gordura da superfície e, portanto, tende a entrar o mínimo possível em contato com a superfície engordurada.
Dessa forma, a gota vai assumir uma forma o mais próxima possível da forma esférica.
Se eu quiser que a gota de água se espalhe melhor sobre a superfície gordurosa e forme um filme líquido, eu precisarei exercer uma força para espalhar melhor essa gota.
(Na imagem, a gota da direita está sobre uma superfície engordurada ou hidrofóbica e não a molha. Na esquerda, temos água sobre uma superfície hidrofílica, e a molha completamente.)
Existem líquidos que exigirão uma força maior para que esse espalhamento aconteça, outros líquidos exigirão uma força menor.
Essa força a ser exercida dividida pelo comprimento que se quer dar ao filme líquido será chamado de tensão superficial.
Um líquido com uma elevada tensão superficial indica que para aumentar minimamente o tamanho do filme líquido será necessário exercer uma força elevada sobre ele.
E qual a origem da tensão superficial?
Bem, todas as substâncias possuem moléculas que interagem entre si.
O fato é que as moléculas que ficam no interior do líquido sentem essas forças de forma mais ou menos parecida em todas as direções (isso se chama de isotropia).
As moléculas que ficam na superfície do líquido ficam no que chamamos de interface. Na interface, as moléculas da fase líquida não possuem moléculas acima dela (a não ser umas poucas que estão na fase gasosa).
Essa “ausência” de moléculas faz com que as moléculas da interface sofram uma espécie de desequilíbrio de forças. As moléculas da interface vão interagir apenas com moléculas “abaixo” delas, fazendo com que o somatório de forças aponte para o interior do líquido (bulk).
De forma bem simples, as moléculas da interface ficam mais coesas entre si e macroscopicamente (a olho nú) é como se elas formassem uma película.
E é essa “película” que as facas mostradas no vídeo se dedicam a “cortar”.
A faca que consegue cortar a gota possui uma superfície extremamente hidrofóbica e consegue “romper” essa “película” formada pela coesão das moléculas de água da superfície.
O sucesso da faca em separar a gota em duas está no fato de que sua lâmina foi preparada de tal forma que quando a água toca na lâmina, ao invés de se espalhar e molhar a superfície metálica da mesma ela forma uma película coesa e não molha a faca.
Pelo contrário, o líquido faz o máximo possível para não se espalhar sobre a lâmina da faca, como se fugisse do contato com a lâmina.
Como o operador da faca está exercendo uma força (descomunal para a pobre gotinha de água, snif), à medida que a lâmina desce em direção à superfície de Teflon a gota vai efetivamente sendo separada em duas.
Se você quiser ler outros artigos sobre esse tema, sugiro que cliquem AQUI, AQUI, AQUI e AQUI (ufa).
Por: Márcio Martins
Peraí, você tá vendo a imagem acima e pensou que entrou no blog errado?
Isso aqui não é um blog de Química, Ciências e o escambau? O que que tem a ver um personagem de ficção com a temática desse blog?
Ora, muita coisa. Eu quero falar sobre o novo tipo de ligação química recentemente confirmada (e não descoberta, porque ela já foi prevista há uns 30 anos atrás).
E esse novo tipo de ligação química tem uma grande relação com a explicação dada para as propriedades fantásticas do escudo do Capitão América.
Quer saber mais? Então, clique no link e continue lendo essa postagem:
Queridos leitores, essa semana vamos discutir um assunto que está em voga mas que recebe pouca atenção dos nossos governantes (e eu estou falando em nível global).
É o tal do aquecimento global. E o que isso tem a ver conosco?
Quer saber mais? Então, clique no link e continue lendo…
SPOILER ALERT!!!!!!!!!!!!!!!!
É! 🙂
Assista ao vídeo abaixo e tenha um bom final de semana.
P.S.:Não tentem fazer em casa! 🙂
P.S.2: No Brasil, soltar fogos de artifício e/ou explosivos na água para fins de pesca é crime e, portanto, proibido!
por Andy Dufloth
Ahh, Florença, Toscana, Itália…

Paisagens, vinhos, queijos, vinhos, sol, vinhos, arquitetura, vinhos, arte, vinhos, livros do Dan Brown, vinhos, literatura, vinhos, pintura, vinhos, escultura, vinhos, ciência, vinhos, culinária, vinhos…
Eu já falei dos vinh… Espera, Ciência???
Sim, Ciência, e MUITA Ciência… E muitos dos professores de História tem esquecido de dar a merecida ênfase a isso. Apesar de mencionarem, e muito, a cidade, e principalmente a famosíssima Famiglia Médici [1, 2]. Bom, é hora de sanar isso. Porque Florença (Ahh, Florença…) nunca esqueceu de suas raízes, e tem feito um ótimo trabalho em preservar e mostrar a Ciência (a sua e dos demais!) para as novas gerações.
Mas, antes de conhecermos a árvore de hoje, temos que conhecer a semente!
obs.: Este artigo versará mais sobre a história da própria Florença e os Médici, e como ambas se relacionam com os cientistas e museus da cidade, do que sobre os próprios museus e personalidades da Ciência. Os próprios museus, suas exibições, e os próprios cientistas e seus feitos são temas de artigos futuros: logo, este é um artigo introdutório e de apresentação!
Hoje é dia 31 de dezembro de 2014. Daqui a algumas poucas horas estaremos todos comemorando a passagem para o ano de 2015 aqui no Brasil. E como é tradicional em vários países, muitos de nós estourarão uma champagne (ou espumante) para comemorar a entrada do novo ano. Que tal aprender um pouco mais sobre a química dessa bebida tão popular?
Pessoal, compartilho com vocês uma pequena retrospectiva que o WordPress gerou para o meu blog.
Antes de mais nada, queria agradecer pelas visitas e comentários nesses 5 anos de vida do meu humilde site.
Não sei se vocês notaram, mas a partir desse mês de dezembro de 2014, o blog passou a contar com um colaborador (contratado a peso de ouro, diga-se de passagem).
Ele assinará as postagens na categoria EDITORIAL com o nome de Andrew McVern Dufloth e vai sempre trazer artigos com uma visão crítica da Química e das ciências.
Ah, e é claro que o nome do blog passa a fazer um pouco menos de sentido com dois autores. 🙂
Você pode conferir a postagem de estreia desse meu amigo AQUI. Tenho certeza que vocês apreciarão os temas abordados pelo colega Andrew.
Agora, chega de enrolação, vamos às estatísticas de 2014.
por Andy Dufloth
Alguns dias atrás, saiu uma notícia na mídia[1] baseada num artigo científico publicado na área médica[2]. Como é “padrão-quase-clichê” com qualquer coisa envolvendo Ciência ou Educação, a manchete da notícia seria:
Nesse caso ocorreu ambos: era Educação em Ciência Médica. E, obviamente, a manchete nem chamou a atenção (pelo menos não a minha): “Cientistas descobrem o que acontece com a gordura quando você perde peso”.[1]
obs.: Vamos ignorar a diferença entre “peso” e “massa” no título, porque isso é café pequeno perto do todo!
Primeiro ponto importante: O (1º) erro cometido envolve a “Lei da Conservação das Massas”, estabelecida pelo francês Antoine Lavoisier em 1774 (só 240 anos atrás). Nem se discute, é matéria de segundo grau ao nível do clichê: “Nada se Perde, Nada se Ganha, Tudo se Transforma”.[3] Lembrou, não é? Bem, a pesquisa em questão basicamente apontou que literalmente nenhum dos médicos sabia Química de segundo grau. (Mais precisamente: num grupo de entrevistados composto de 50 médicos, 50 nutricionistas e 50 personal-trainers, apenas menos de 10% dos nutricionistas respondeu corretamente!)
Mas até aqui, onde entra o Incrível Hulk? Entra no momento em que tu vê a resposta de mais 60% dos médicos e nutricionistas (e mais de 50% dos personal-trainers) de para onde iria a massa perdida em academia: seria (perdida) na forma de energia ou calor.
PAREM AS MÁQUINAS!
Perdida? Na forma de energia OU calor?
Bom, Física de 8ª (ou 9ª) série (ou ano): “Calor” é “uma forma de energia em trânsito”. Discutir essa equivalência mais a fundo é algo muito interessante, fundamental no desenvolvimento da Ciência e de praticamente todo o nosso entendimento pós Século XVIII do Universo, mas fica para outro dia, em outro artigo.
Mas é matéria do primeiro grau (ou mesmo ensino fundamental!): e parcela significativa dos médicos e nutricionistas, a pesquisa demonstrou, não sabia (2º erro).
Adendo: “Caloria” nada mais é do que uma unidade de medida de energia, assim como o “Joule” (unidade internacional), o “BTU” (unidade do sistema britânico, abençoadamente caindo no ostracismo!), entre outras. NÃO, NÃO é uma unidade de energia que serve apenas pra medir “calor”! Dizer isso seria o equivalente de dizer:
Nada impede, como o leitor bem sabe, que se meça a própria casa em metros ou centímetros: só vai mudar o “número”, a “grandeza” que antecede a unidade.
Até aqui tudo bem, mas o mais interessante é que, se nós não podemos perder ou ganhar matéria ou energia, nós podemos transformá-las; e, principalmente, intertransformá-las uma na outra. Como é? Sim, o nome disso é Química e Física Nuclear, Relatividade Específica.
Basicamente, os médicos (e nutricionistas e personal-trainers) que deram essa resposta não apenas erraram um (3º!) assunto que é matéria do segundo grau (ou ensino secundário: Sim, olhe nos seus livros de química: geralmente do segundo, por vezes do terceiro ano, a última matéria!), como erraram algo que é tão clichê que atualmente é só a equação mais conhecida do planeta:
E = mc²
Mas estou divagando. Vamos ver o real impacto do “errinho” simples de tantos médicos?
Para termos uma comparação:
Parece muito… Mas não é! Nenhuma reação nuclear conhecida permite a total interconversão de massa em energia (felizmente). Na verdade, muito da corrida armamentista girou justamente ao redor de “melhorar” a “eficiência” dessa interconversão. Pra colocar claramente os números: Na “Little Boy”, dos 64,1 kg de urânio enriquecido que geraram de 54 à 75 TJ de energia… apenas de 600 à 860 miligramas de massa foram convertidas em energia! O resto dos 64,1 kg de urânio enriquecido apenas resultaram nos outros produtos da reação de fissão nuclear![5]


Essa “massa” que foi convertida em energia na verdade estava desde o início associada à forças nucleares que garantem a coesão dos prótons e nêutrons. Quando tu “quebra” (divide) certos núcleos grandes específicos em núcleos menores, menos dessa energia é necessária para manter coesos os novos núcleos, e portanto ela é “liberada” (com a redução da massa a que ela equivalia) em outras formas de energia, principalmente na forma de calor e de diferentes formas de radiação!
Conseguir os 100% de conversão de massa em energia é algo digno dos motores de dobra espacial de Star Trek, onde se faz a reação de matéria com antimatéria. Em suma: basicamente a resposta dada implica que tudo o que precisamos pra construir a USS Enterprise NCC-1701-* e “ir onde ninguém jamais esteve” seria uma… mera academia (e não toda aquela função de reagir deutério com antideutério)!
Ou seja… Sabe aquele “quilinho a mais” que você vai pra queimar na academia? Pois é, mais da metade da classe médica achava que era convertido em, apenas, usando a simples equação de Einstein, 90.000.000.000.000.000J, ou míseros 90.000 TJ: mais da METADE da energia liberada na maior detonação nuclear da HISTÓRIA, ou 1.400 bombas de Hiroshima ou 1.000 de Nagasaki! Mais do que digno de um “Cala a boca, Magda”!


Resumo da ópera: era óbvio, ao limite do absurdo, e com conhecimentos de ensino secundário, que não era assim que as coisas aconteciam. Pelo menos não no mundo real: nas HQs, seriados, desenhos animados e filmes da Marvel, como diria Tony Stark no primeiro filme dos Vingadores, “Nós temos um Hulk”!
Onde afinal entra o Hulk? Bom, sinopse ultra-resumida[7] para quem esteve vivendo como eremita numa caverna escura no meio da floresta pelos últimos… 50 anos? Dr. Buce Banner, Físico, acaba em um acidente se tornando uma versão pós-Relativística de “O Médico e o Monstro”[8] após contaminação severa com radiação gama (para quem não acompanhou, uma fonte de ENERGIA). Nisso, ele ganha a habilidade de se transformar num “monstro-herói”, o Incrível Hulk, que tem uma força, tamanho e MASSA muito superiores as do próprio Dr. Banner (e passa o resto da vida tentando encontrar uma cura, terminando os episódios com uma música triste que marcou época pra quem viu o seriado[9]). Como estamos falando de transformação de massa em energia e vice-versa, estamos falando de Relatividade Específica, estamos falando de E=mc². Isso é bastante discutido neste vídeo do canal Nerdologia, onde eles comparam sob a óptica da Ciência especificamente a super-força de três personagens.[10]
Encerrando: segundo muitos médicos, emagrecimento em academia segundo a explicação deles causaria:
E depois eu tenho que ver atriz global virar colunista de jornal de grande tiragem no país se perguntando por que que os filhos dela precisam, coitados, estudar Química no colégio! Pra quem esqueceu, só olhar a referência[11].
Respondendo a essa coluna (a qual eu voltarei várias vezes, não se preocupem): pra ser um profissional (neste caso, um médico) digno do nome, e não um que possa passar vergonha na frente de uma criança ou adolescente que o corrija no exercício da sua profissão (no caso, numa consulta médica) num assunto básico que ele viu (ou deveria ter visto) no colégio. Isso deveria ser motivo mais do que suficiente.
[1] “Cientistas descobrem o que acontece com a gordura quando você perde peso” (http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/cientistas-descobrem-que-acontece-com-gordura-quando-voce-perde-peso-14849191)
[2] Meerman, R., Brown, A. J. BMJ 2014; 349 (http://dx.doi.org/10.1136/bmj.g7257)
[3] Antoine Lavoisier (http://en.wikipedia.org/wiki/Antoine_Lavoisier)
[4] “Eficiência” energética de armamentos nucleares (http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_weapon_yield)
[5] Little Boy (http://en.wikipedia.org/wiki/Little_Boy)
[6] Fat Man (http://en.wikipedia.org/wiki/Fat_Man)
[7] Dr. Banner e o Incrível Hulk (http://marvel.wikia.com/Hulk_%28Robert_Bruce_Banner%29)
[8] “O Médico e o Monstro”, de Robert Stevenson (http://en.wikipedia.org/wiki/Strange_Case_of_Dr_Jekyll_and_Mr_Hyde)
[9] “The Lonely Man”, de Joe Harnell (vulgo “música do Hulk”: https://www.youtube.com/watch?v=vns3ruSbUrY)
[10] Episódio do canal Nerdologia (https://www.youtube.com/watch?v=rUuPl5YNpE8)
[11] “Química, pra que te quero” (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/denisefraga/2014/08/1494462-quimica-pra-que-te-quero.shtml)
Comentários