Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Experimento que recria o Big Bang é posto em funcionamento hoje — 31/03/2010

Experimento que recria o Big Bang é posto em funcionamento hoje

30 anos após a construção do Large Hadron Collider – Grande Colisor de Hádrons – foi finalmente acionado.

Esse equipamento é, na verdade, um longo túnel circular subterrâneo entre a Suíça e a França, de aproximadamente 27 km de circunferência.

No LHC, os cientistas pretendem reproduzir as condições existentes apenas no momento do Big Bang, a grande explosão que ocorreu no início do universo.

Custando algo em torno de US$ 8bi, o LHC tem a possibilidade de recriar buracos negros, o que deixa alguns leigos assustados e com medo de que o equipamento venha a adiantar o fim do mundo.  🙂

Os cientistas esperam responder a algumas dúvidas a respeito da origem de tudo no universo.

No dia de hoje, 30 de Março de 2010,  dois feixes de prótons foram acelerados quase à velocidade da luz dentro do ciclotron a fim de sofrer um choque violento (7 eV – elétrons-Volt), em sentidos opostos é claro.

Com o choque, os prótons liberam energia em quantidades maciças e, assim, podem recriar as condições existentes apenas uma fração de segundo após o Big Bang.

“Vamos conseguir analisar a matéria mais profundamente do que jamais conseguimos”, disse Tara Shears, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra.

“Poderemos observar do que o universo se constituía bilionésimos de segundo depois do Big Bang”, afirmou.

E, pasmem, a maior e mais intrigante pergunta a ser respondida por esse experimento é:

 

O que é massa?

O modelo mais aceito sobre a formação da massa envolve uma partícula chamada bóson de Higgs, também conhecida como “partícula Deus”. Segundo a teoria, as partículas formam sua massa através de interações com o campo que acompanha a partícula Higgs.

E os físicos e engenheiros do LHC ainda planejam uma colisão de prótons ainda maior, para isso eles fecharão o aparelho durante o inverno europeu a fim de prepará-lo para um colisão ainda mais energética. (corrão)

A máquina foi projetada para colidir dois raios de prótons de 7eV, mas os responsáveis pelo laboratório decidiram operar a máquina a meia capacidade até o fim de 2011.

<Curiosidades Adicionais>

De acordo com  a teoria padrão, nosso Universo “saltou” para a existência como uma “singularidade” há 13,7 bilhões de anos atrás.

O que é uma sigularidade e de onde ela veio? Ninguém sabe.

Singularidades são zonas nas quais nosso conhecimento de física é desafiado ao extremo. Alguns acreditam que elas existam no núcleo de buracos negros.

Os buracos negros, por sua vez, são áreas de intensa pressão gravitacional. A pressão é tão intensa que uma quantidade finita de matéria é levada a situações de densidade infinita. Essas zonas de densidade infinita são chamadas de “singularidades”. Nosso universo começou como uma singularidade infinitamente pequena, infinitamente quente e inifinitamente densa. Coma ela surgiu? Nobody knows.

Após sua aparição inicial, ele aparentemente inflou-se (o chamado “Big Bang”), expandiu-se e resfriou-se, indo de algo muito pequeno em direção às dimensões e temperatura do nosso universo atual.

O universo continua a se expandir e resfriar até os dias de hoje, e esse é um resumo da teoria do Big Bang que o experimento de hoje pretende começar a resolver e explicar.

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Fiquem com um vídeo sobre o LHC:

 


 

FONTE:BBC e The Siasat Daily

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Science Blogs — 29/03/2010

Science Blogs

Está com o inglês afiado e quer aprender um pouco mais de ciência?

Que tal acessar o Science Blogs?

Só para citar algumas categorias do site:

  • Ciências da Vida
  • Ciências Físicas
  • Ambiente
  • Humanidades
  • Educação
  • Política
  • Cérebro e Comportamento
  • Tecnologia
  • Ciências da Informação
Catei dois vídeo interessantes de como se fabrica uma moeda de 2 Euros e disponibilizo aqui para vocês. 

O que tem de legal na tal moeda é que ela é feita de dois metais diferentes, o que deve causar um certo problema na hora de mesclar.

Se você tem problemas com o idioma bretão, que tal instalar o browser Chrome e deixar que ele faça o serviço por você? 😉

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Não fica uma brastemp, mas já ajuda.

Então tá, fiquem com essa dica de site de hoje.

Abraços digitais a todos.
Atualize nosso endereço —

Atualize nosso endereço

Andei pensando bem e resolvi criar um domínio próprio para esse blog.

A partir de hoje, ponha aí nos seus favoritos o novo endereço:

Esse é o novo domínio, acho que tem mais a ver com o nome do blog.

Então, vocês que acessam o site (pelas minhas contas deve dar umas seis pessoas, contando a minha mãe e o meu cachorro) já sabem o novo endereço.

Se vocês gostam de alguma coisa que eu posto, façam o favor de divulgar. 😉

Por enquanto era isso, até a próxima postagem.

Abraços digitais. 
Molécula do dia – Luminol — 27/03/2010

Molécula do dia – Luminol

O Luminol é uma molécula bem interessante e está em voga no noticiário dos últimos dias.

Pensando nisso, resolvi escrever algumas coisas sobre ele e fugir um pouco da linha "molécula do dia" que eu vinha escrevendo.

Essa molécula reage com a hemoglobina presente no sangue e, ao fazê-lo, produz luz. 

O fenômeno é conhecido como "QUIMILUMINESCÊNCIA", e é bem conhecido nosso, já que os vaga-lumes produzem luz através do mesmo fenômeno, embora usando moléculas diferentes.

Para exibir luminescência, o luminol deve ser primeiramente ativado com um oxidante. Comumente, uma solução de peróxido de hidrogênio (H2O2) e um hidróxido metálico aquoso são usados como ativadores. Na presença de um catalisador como o ferro presente no sangue, o peróxido decompõe-se e forma oxigênio e água.

2 H2O2 → O2 + 2 H2O  

O pessoal da Química Forense vai a uma cena de crime, borrifa uma mistura de luminol/peróxido de hidrogênio (água oxigenada)/hidróxido de sódio onde há suspeita de haver sangue derramado, apaga as luzes ou escurece o ambiente.

Se houver sangue, aparecerá uma mancha colorida e brilhante no local, a qual é registrada por fotografias de longo tempo de exposição. A luminosidade dura em torno de 30 segundos.

No processo, o luminol perde átomos de nitrogênio e hidrogênio e adquire átomos de oxigênio, os quais têm seus elétrons em estado energético excitado. A reação completa está descrita a seguir, retirei a figura da Wikipedia.

Reactions leading to the chemiluminescence of luminol.

Rapidamente, os elétrons excitados do produto da reação entre luminol e água oxigenada voltam ao estado fundamental e, ao fazê-lo, liberam fótons, os quais percebemos como a luminosidade característica do luminol.

Ele, no entanto, pode dar falsos positivos, pois o luminol pode reagir com outras substâncias. A água sanitária (solução de hipoclorito de sódio – NaClO) é uma dessas substâncias. 

Cobre ou ligas metálicas contendo cobre podem dar falsos positivos, assim como raíz forte, matéria fecal e sangue presente em urina.

Outros testes, mais específicos, devem ser usados em adição ao teste com luminol em caso de dúvidas. Outra substância quimiluminescente, conhecida como fluoresceína, é usada para confirmar a presença de sangue.

A fórmula química do luminol está descrita abaixo:

Luminol.svg

Seu nome IUPAC é 5-Amino-2,3-dihidro-1,4-ftalazinadiona.

Ele é sintetizado a partir do ácido 3-nitroftálico.
Para isso, a hidrazina é aquecida com ácido 3-naftoftálico em um solvente aquecido à ebulição, tal como o trietilenoglicol. Uma reação de condensação ocorre, com a perda de água, formando formando 5-nitroftalohidrazida. 

A redução do grupo nitro a um grupo amina com sódio ditionita produz luminol (Na2S2O4).

Luminol synthesis.png

A primeira vez em que ele foi sintetizado foi em 1902, na Alemanha. Ele recebeu o nome de luminol apenas nos anos de 1920.

Ah, e se você clicar nesse link, vai encontrar uma representação interativa da molécula. Basta clicar no desenho dela e aguardar uma nova janela carregar.


Ferrofluidos, de novo? — 26/03/2010
Mais sobre os ferrofluidos — 25/03/2010

Mais sobre os ferrofluidos

Pesquisando um pouco mais pude encontrar outra receita ainda mais fácil de fazer, essa envolve o nosso bom e velho bombril (palha de aço).

Dê uma olhadinha no vídeo a seguir, é autoexplicativo.

Basicamente, ponha fogo em um pedaço de palha de aço (com um isqueiro ou com uma bateria de 9V, por exemplo).

A palha de aço queimada deve ser ralada, a fim de sofrer magnetização. O pó fino obtido deve ser misturado com o óleo de cozinha, dessa forma o ferrofluido é produzido.

No vídeo eles ainda fazem menção a uma terceira forma de produzir o ferrofluido, mas essa forma precisa de uma areia negra que não tenho a mínima ideia do que venha a ser.

A moça do vídeo separa com um ímã as partículas pretas dessa "areia", e essas partículas são usadas para produzir ferrofluido.

FONTE: POPSci (http://www.popsci.com/diy/article/2009-09/making-ferrofluids-work-you)

A dança da água — 24/03/2010
Now Network – Tudo ao mesmo tempo, aqui e agora — 23/03/2010

Now Network – Tudo ao mesmo tempo, aqui e agora

Esse site não tem nada a ver com Química, mas ele é tão doido que eu não podia deixar de compartilhar o link com vocês.

Ele tem uma série de "relógios" que ficam funcionando o tempo todo, mostrando o tempo em várias localidades do planeta.

Além disso, tem outras espécies de contadores, que vão exibindo (acredito eu que seja em tempo real) a contagem de "coisas malucas e aparentemente não conectadas entre si".

A melhor maneira de entender é acessando o site e dando uma bisbilhotada por lá.

Eis o link:

http://now.sprint.com/nownetwork/

Boa diversão!
Molécula do dia – Ibuprofeno — 20/03/2010

Molécula do dia – Ibuprofeno

Ibuprofeno, seu nome vem da nomenclatura química ácido iso-butil-propanoico-fenólico.

É um composto não-esteroide anti-inflamatório originalmente comercializado no mercado como Nurofeno e desde então sob várias outras marcas comerciais.

É usado para o alívio de sintomas de artrite, dismenorreia primária, febre, e como um analgésico, especialmente onde existe um componente nflamatório. 

O ibuprofeno é conhecido por apresentar um efeito de espessamento do sangue, embora seja relativamente leve e de curta duração quando comparado a outras drogas com efeito similar.

História

O ibuprofeno foi desenvolvido pela divisão de pesquisa da Boots Group na década de 1960. Seu descobridos foi Stewart Adams, juntamento com os colegas John NIcholson e Colin Burrows. Sua patente foi registrada no ano de 1961. A droga foi lançada como adequada para o tratamento de artrite reumatoide no Reino Unido em 1969, e nos EUA em 1974.

Dr. Adams testou sua droga durante uma ressaca (deve ter bebido pouco, né?). Recebeu um prêmio em 1987 por sua descoberta, e a empresa para a qual ele trabalhava recebeu o Queen’s Award For Technical Achievement no mesmo ano.

Acredita-se que a droga iniba a ciclooxigenase (COX), inibindo assim a síntese da prostaglandina. 

O nome IUPAC da molécula é: ácido (RS)-2-(4-(2-metilpropil)fenil)propanoico.

Estereoquímica

Ibuprofeno, assim como outros derivados 2-arilpropionatos (incluindo cetoprofeno, flurbiprofeno, naproxeno, etc), contém um carbono quiral na posição Î±, com o potencial para diferentes efeitos biológicos na molécula de propionato. Existem dois possíveis enantiômeros para o ibuprofeno, cada enantiômero tem diferentes atividades biológicas e metabólicas. De fato, verificou-se que o (S)-(+)-ibuprofeno (d-ibuprofeno) é a forma ativa do medicamento. Assim, houve uma melhora no processo produtivo do fármaco a fim de produzir um medicamento que contivesse apenas o enantiômero ativo, culminando com o lançamento do naproxeno. No entanto, devido ao alto custo de produção de um enantiômero único, descobriu-se que existe uma enzima do tipo isomerase (2-arilpropionil-CoA epimerase) que converte o (R)-ibuprofeno à forma ativa (S)-ibuprofeno. Assim, muitas formulações de ibuprofeno são vendidas como misturas racêmicas.

Nomes comerciais

Advil, Brufen, Dorival, Espidifen (Espanha), Herron Blue, Panafen, Motrin, Nuprin, Burana, IbuHEXAL, Ibusal e Ibumax (Finlândia), Dolormin ou Nurofen (Alemanha), Ipren ou Ibumetin (Dinamarca e Suécia), Ibuprom (Polônia), Fenpaed ou Nurofen (Irlanda) e (Reino Unido), Moment (Itália), Ibux (Noruega), Ibalgin (República Tcheca), Bupuren (Coreia do Sul), Alivium, AdvilDalsy (Brasil), Neofen (Croácia), Nurofen (Turquia), Algofren (Grécia) e Eve (Japão))


Fonte: World of Molecules (Ibuprofen)

Proton Don – Jogo de Tabela Periodica —

Proton Don – Jogo de Tabela Periodica

Encontrei esse joguinho e gostei, é simples e auxilia no aprendizado da tabela periodica.

Chama-se “Proton Don”, e tem um simpático ratinho como apresentador das atividades.

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É possível jogar de duas maneiras:

1. O nome do elemento é fornecido e você tem que clicar na posição que ele ocupa na tabela periodica;

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2. Um símbolo químico é fornecido e você tem que escrever o nome correto dele (em inglês, é facim, facim).

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Cada uma dessas duas atividades conta com três níveis de dificuldade:

Most Common Elements (fácil), Common Elements (médio) e All Elements (difícil).

Visite o site do jogo e divirta-se por alguns minutos, tenho certeza que você aprenderá finalmente onde fica cada elemento, e ainda pode aproveitar para memorizar os nomes deles em inglês. 😛

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