Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

200 anos do nascimento de Robert Bunsen — 31/03/2011

200 anos do nascimento de Robert Bunsen

 

Hoje fui fazer uma rápida consulta ao Google e me deparei com um doodle especial (doodle são aquelas firulas que a Google faz com o seu logotipo).

Segundo a Wikipedia, Robert Wilhelm Eberhard Bunsen nasceu em 30 de março de 1811 em Göttingen (mas pode ter nascido dia 31, também).
Faleceu em 16 de agosto de 1899.

Ele era um Químico alemão responsável por diversas descobertas e técnicas de laboratório, mas não foi o pai do queimador que leva o seu nome (os famosos bicos de Bunsen).

Como assim?

Bom, ele aperfeiçoou o equipamento em conjunto com seu assistente Peter Desaga, ambos trabalhavam no laboratório de Gustav Kirchhoff investigando emissões de luz em gases de diversas substâncias.

Bunsen inventou, também, um espectroscópio, que permitiu a ele e a Kirchhoff descobrir o elemento químico Hélio. Um dia, eles apontaram o sensor desse equipamento para um feixe de luz solar, o equipamento registrou uma série de linhas espectrais que não batiam com nenhum elemento químico conhecido até então. Logo, eles fizeram a suposição de que estavam perante um novo elemento.

Como o tal elemento foi descoberto no Sol, nada mais natural do que batizá-lo com o nome grego desse astro “heliós”.

 Só para dar uma explicação simplista, cada elemento químico emite uma série de comprimentos de onda ao ser aquecidos em uma chama.

Bunsen usava a chama do queimador que leva o seu nome para excitar átomos de um determinado elemento, depois ele capturava a luz emitida por ele com o seu espectroscópio e decompunha a luz colorida em diversos componentes (chamados de raias espectrais).

Cada elemento emite apenas um conjunto limitado de raias espectrais, e nenhum elemento repete as raias de outro.
A soma de todas as raias dá o que chamamos de “cor”.

Assim, uma amostra de sódio vai emitir uma luz amarela, uma amostra de cobre vai emitir uma luz verde, uma amostra de potássio uma bela cor lilás, e por aí vai.

Esse é o princípio que permite a criação dos belos fogos de artifício, sabiam?

Bom, o post é só para comemorar o aniversário desse brilhante cientista e eu já me estendi demais.

Aproveitem bem o dia!

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Tutoriais do Symyx Draw 3.3 em vídeo —

Tutoriais do Symyx Draw 3.3 em vídeo

Pessoal, recentemente uma estudante do curso no qual eu trabalho fez um trabalho de conclusão cujo tema foi o software Symyx Draw.

Ela elaborou um manual em língua portuguesa e uma série de vídeo-tutoriais no formato de screencast.

Imagem

O trabalho que ela fez está em fase de publicação, mas já adianto a quem tiver interesse que o material está disponível no site recém-criado http://symyxtutorial.posterous.com .

Aguardamos sua visita e seus comentários.
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Molécula do dia – Botulina

A princípio, botulina não é uma molécula que a gente possa sair por aí chamando de “molécula”, isso porque ela é uma proteína e é muito maior do que nós químicos costumamos chamar por esse nome.

Uma proteína é um agregado de vááááários aminoácidos ligados entre si por uma ligação pepítidica (ligação Carbono-Nitorgênio).

As proteínas costumam apresentar quatro tipos de estrutura, veja na figura abaixo:

A estrutura primária diz respeito à sequência de aminoácidos que compõem a proteína, a secundária diz respeito ao tipo de disposição espacial da sequência de aminoácidos (pode ser alfa-hélice ou folha-beta), a terciária diz respeito ao enrolamento das fitas no espaço (digamos que isso é a forma externa da proteína) e a quaternária diz respeito ao arranjo de uma ou mais unidades protéicas que se associam para formar algo bem complexo.

Dei essas explicações iniciais para que vocês entendam porque a botulina não tem um nome químico mais rigoroso. 

Ela é uma toxina altamente altamente perigosa, proveniente da bactéria Clostridium Botulinum, sob condições ideais (10ºC e ausência de oxigênio) ela se reproduz e libera seis tipos diferentes da toxina, sendo a forma A a mais eficaz e duradoura.

O que eu vou escrever na sequência merece um <Dr. Chatoff mode on>. Se você quiser continuar a ler, clique no link a seguir.

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A lixeira mais profunda do mundo

Como estimular as pessoas a jogar o lixo dentro da lixeira?

É simples, transformando algo chato em uma tarefa divertida.

É o que o vídeo abaixo mostra. 

Os caras instalaram um sistema de detecção de movimento na lixeira, o qual dispara um som de objeto caindo (tipo aqueles que aparecem em desenhos do papa-léguas) quando algo é atirado para dentro da mesma.

O resultado? Em um único dia, o pessoal do sistema de limpeza conseguiu coletar 72 kg de lixo que poderia muito bem ter sido jogado no chão do parque.

(Isso representa 42kg a mais do que eles costumam retirar de uma lixeira dessas.)

Legal, né? Bem que podiam instalar algo assim aqui pela Terra Brasilis, se bem que por aqui iam colocar fogo ou roubar o sistema de som em dois toques. 😦

 

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