Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Molécula do dia – d-tubocurarina — 27/02/2013

Molécula do dia – d-tubocurarina

A d-tubocurarina é um alcaloide. Foi isolada em 1945 por J.D. Dutcher a partir da casca de uma planta trepadeira cujo nome científico é Chondrodendron tomentosum.
 A d-tubocurarina é o ingrediente ativo do curare, um veneno usado por índios para envenenar pontas de flechas que, ao atingir uma presa, deixam-nas completamente paralisadas.

Já foi utilizado como relaxante de músculos esqueletais em associação com anestésicos, mas atualmente ele foi substituído por drogas mais seguras.

Curiosidade:

 No livro de Ian Flemming “From Russia with Love”, a personagem Rosa Klebb envenena James Bond com tetrodoxina. Em outro livro “O satânico Dr No”, Bond é curado de um envenenamento pelo curare, veneno do qual a simpática molécula de hoje é o componente principal.

Mais aspectos químicos e biológicos, na sequência do post.
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Chondrodendron tomentosum é uma planta da família Menispermaceae, nativa do Brasil, Bolívia, Peru, Guiana, Equador, Panamá e Colômbia. Trata-se de uma trepadeira de crescimento rápido e podendo alcançar alturas de até 30 metros.

taxonomia da planta:

Domínio: Eukaryota

Reino: Plantae

Sub-reino: Viridaeplantae

Filo: Tracheophyta 

Sub-filo: Euphyllophytina

Infrafilo: Radiatopses 

Classe: Spermatopsida 

Sub-classe: Ranunculidae 

Superorder: Ranunculanae 

Ordem: Ranunculales 

Família: Menispermaceae 

Tribo: Pachygoneae 

Gênero: Chondrodendron 

Nome botânico: – Chondrodendron tomentosum 

aspectos químicos:

 Quando usada medicinalmente, apresenta-se sob a forma de cloridrato pentahidrato.

fórmula química:

C37H42Cl2N2O6.5H2O

fórmula estrutural plana:

 Nome sistemático (IUPAC): 6,6′-dimetoxi-2,2,2′,2′-tetrametiltubocuraran-2,2′-diium-7′,12′-diol

Massa molar: 624.765 g/mol

 E era isso, por hoje chega!
FONTES: 12 e 3
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Novo endereço do blog — 25/02/2013

Novo endereço do blog

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Caros leitor@s do blog Diário de um Químico Digital, um bom dia.

Com o fechamento dos serviços do posterous, plataforma onde esse singelo e despretensioso blog está hospedado, fez-se necessário buscar uma nova plataforma de blogagem e de hospedagem para o site.

Pois bem, essa nova casa é no WordPress. Não sei se vamos permanecer lá, mas o fato é que ali consegui salvar todo o trabalho desenvolvido por mim desde dezembro de 2009.

A partir de agora, vocês poderão acessar o meu blog pelo endereço já bem conhecido de todos (http://diariodeumquimicodigital.com), endereço o qual não me arrependo de ter escolhido pelo fato de dizer muito sobre mim e sobre minha caminhada profissional.

No entanto, tenho ciência de que é um endereço muito comprido e difícil de digitar sem erros.

Por essa razão, escolhi um novo endereço para o blog. Embora o endereço antigo permaneça até que todos os visitantes e mecanismos de pesquisa se adaptem, o blog poderá ser acessado através do http://digichem.org.

Então, já sabem, basta apontar seus navegadores para http://digichem.org e continuar a me acompanhar nessa fantástica jornada pela Química Digital "y otras cositas más".

Obrigado pela audiência nesses 3 anos de blog! 
Experimento MacGyver do dia – vela de manteiga — 23/02/2013

Experimento MacGyver do dia – vela de manteiga

É isso aí, manteiga, aquela mesma de passar no pão.

Criatividade é algo, né?

Na falta de uma vela de sebo ou de parafina e usando apenas um tablete de manteiga, um palito de churrasco e um guardanapo de limpar a boca, dá para construir uma vela que pode durar até 4 horas.

Explicando o procedimento experimental:

  • Corte o tablete de manteiga;
  • com a ajuda do palito de churrasco, faça um furo até o fundo do tablete de manteiga;
  • corte um pedaço de guardanapo de papel e enrole-o como se fosse um pavio;
  • dobre em dois o “pavio” de papel formando um “V”;
  • o “V” formado deve ser desigual, pois ele será enfiado no buraco do tablete de manteiga e uma parte deve ficar para fora da manteiga;
  • enfie o pavio na manteiga com o auxílio do palito;
  • esfregue na manteiga a parte do pavio que ficou para fora;
  • acenda o pavio com um palito de fósforo ou isqueiro;
  • coloque a vela em um frasco de vidro para que a chama seja estável.

Boa diversão na próxima queda no fornecimento de energia elétrica! 

 

Lançado o edital da Especialização em Ensino de Ciências e Matemática da UFFS — 21/02/2013

Lançado o edital da Especialização em Ensino de Ciências e Matemática da UFFS

E este que vos fala vai ministrar a disciplina de “Ensino de Ciências mediado por Tecnologias Digitais”.

Quem for do Rio Grande do Sul e/ou imediações, pense em dar uma passadinha lá por Cerro Largo para se inscrever. 😉

Na verdade, quem for de qualquer parte do Brasil também está convidado! o/

Serão todos acolhidos de braços abertos.

Flyer Pos Ciencias Matematica 2013 by Márcio Marques Martins

Mais documentos na sequência do post!

Continue lendo

A reação de uma bola de níquel, extremamente quente, em um cubo de gelo — 20/02/2013

A reação de uma bola de níquel, extremamente quente, em um cubo de gelo

Os dois vídeos abaixo mostram uma esfera de níquel sendo aquecido ao rubro com o auxílio de um maçarico.

Após o aquecimento, a esfera é resfriada bruscamente em um bloco de gelo.

O primeiro vídeo fez tanto sucesso que em apenas 4 dias já teve mais de 3 milhões de visualizações no youtube.

No segundo vídeo, ele colocou a esfera de níquel em um recipiente com água para ver o que acontecia.

Vamos usar um pouco de físico-química para entender o fenômeno?

Consultando as fontes internéticas de dados, constatei que as capacidades caloríficas do gelo e do níquel são:

Capacidade calorífica molar do gelo (Cp): 38.09 J·mol−1·K−1[fonte]

Capacidade calorífica molar do níquel: 26.07 J·mol−1·K−1[fonte]

Não são fontes rigorosas, mas servem para o que eu quero falar.

Capacidade calorífica molar refere-se à quantide de energia (em Joule) que um mol da substância em questão deve absrover para que sua temperatura seja elevada em um Kelvin ( ΔT = 1K ou 1ºC).

Veja que a água necessita absorver 38,09 J enquanto que o níquel necessita apenas 26,07 J para ter a mesma variação de temperatura.

Em termos simples, digamos que o níquel fica quente muito mais rápido que a água (desculpem pela falta de rigor científico na minha explicação).

Maaaaas, entretanto, contudo e todavia, isso significa que o níquel também resfria mais rápido que a água.

Isso porque, para ele apresentar uma variação de temperatura negativa (ΔT = -1K ou -1ºC) ele precisa perder apenas 26,07 J para cada mol de níquel, em contraste com a água que necessita livrar-se de 38,09 J por mol de substância.

Como um mol de água (18,0 g) é muito mais leve que um mol de níquel (58,7 g), a esfera do vídeo deve conter uma quantidade bem menor de mols do que a quantidade de mols de água no bloco de gelo.

Resultado? A quantidade de energia térmica a ser liberada pela esfera de níquel é inferior à quantidade de energia térmica que o gelo poderia absorver.

 

Alterações no blog — 18/02/2013

Alterações no blog

Caros leitores do Diário de um Químico Digital, devido à recente notícia de que o posterous vai encerrar suas atividades em 30 de abril de 2013 e devido ao fato de que o blog está hospedado na plataforma de blogagem posterous, gostaria de avisar que o blog passará nos próximos dias por uma série de mudanças de layout e de hospedagem.

Caso alterações visuais no blog aconteçam, não entrem em pânico, são procedimentos experimentais necessários ao processo de migração.

Agradeço a todos por acompanhar o meu blog e aproveito para informar que em breve teremos mais notícias sobre esse assunto.

Como produzir gelo seco em casa —

Como produzir gelo seco em casa

Extintor_co2Extintor-co2

Ingredientes:

  • 1 fronha ou um saco de pano
  • 1 extintor de incêndio de gás carbônico (para incêndios classe B e C)

Modo de fazer:

Simplesmente coloque a mangueira do extintor dentro da fronha ou saco e acione o extintor.

Ou assista ao vídeo abaixo para entender melhor o processo:

A passagem do gás carbônico do estado gasoso para o sólido neste experimento pode ser explicado com base no efeito Joule-Thomson.

Como o gás está sendo expelido de dentro do cilindro do extintor de incêndio a uma velocidade muito alta e com uma grande variação de pressão, considera-se que ele está realizando uma expansão livre  (irreversível, sem troca de calor e sem produção de trabalho).

Nesse caso, a energia interna (ou total) permanece constante.

Quando o gás expande-se, a distância média entre as moléculas aumenta e, consequentemente, as forças de atração passam a superar as forças de repulsão (as de repulsão têm um alcance bem menor que as de atração).

Com a expansão, ocorre um aumento na energia potencial. Só que a energia interna nesse caso permanece constante e, para que a energia potencial aumente, é necessário que a energia cinética diminua a fim de manter a energia total (ou interna) inalterada.

A temperatura está intimamente ligada à energia cinética média do sistema, e como ela diminui para respeitar a conservação de energia, significa que a temperatura média do sistema também diminui.

 

Vi o vídeo aqui ó!

 

NOTA: Recomenda-se adquirir um extintor que se destine apenas a essa finalidade.

O uso de extintores de uso comum (da escola, do condomínio, da universidade, do clube, etc) pode acarretar em falhas de segurança gravíssima. Se você usar um extintor de um dos locais anteriormente citados e não realizar a recarga do mesmo, você pode estar deixando a área que ele deveria proteger vulnerável m em casos de incêndios reais. 

Como colocar a mão no nitrogênio líquido e não sofrer queimaduras – Efeito Leidenfrost — 15/02/2013

Como colocar a mão no nitrogênio líquido e não sofrer queimaduras – Efeito Leidenfrost

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Calma, não estou querendo matar ninguém e nem recomendando que façam o experimento caso tenham acesso a qualquer quantidade de nitrogênio líquido.

Até porque, nitrogênio líquido é uma substância que se encontra a uma temperatura de -196ºC e qualquer manuseio incorreto pode levar ao congelamento instantâneo da parte do corpo em contato com ele.

Acho que ninguém aqui quer uma coisa como essa acontecendo consigo, não é?

Vamos assistir primeiro a um vídeo no qual um maluco mete a mão no nitrogênio líquido e sai intacto da experiência.

Vamos a uma curta explicação?

Tudo pode ser devidamente explicado com base no efeito Leidenfrost.

Ele ocorre quando um líquido encontra uma superfície muito mais quente do que ele.

Se você jogar gotas de água a temperatura ambiente em uma frigideira extremamente aquecida, o que vai ocorrer é que as gotas vão “correr” pela frigideira (sartén, para os amigos hispano hablantes) por algum tempo antes de sofrer vaporização completa.

Isso porque as gotas normalmente assumem uma configuração esférica (possui a meljor relação área superficial/volume) e a parte da gota que toca na superfície quente forma uma espécie de concavidade.

320px-leidenfrost_droplet

Essa concavidade fica preenchida com uma camada de ar/vapor d’água que atua como isolante térmico, retardando dessa forma a evaporação imediata da gota.

O que o maluco do vídeo faz é justamente isso, ele mergulha a mão ligeiramente úmida dentro de um frasco de Dewar contendo nitrogênio líquido.

A mão é a superfície extremamente quente (ela deve estar em torno de 37ºC, o que é muito mais quente que os -196ºC do nitrogênio).

A umidade na mão e o efeito Leidenfrost garantem que a mão permaneça intacta por algum tempo.

Claro que o maluco do vídeo deixa a mão por pouco tempo mergulhada, pois não dá para dar chance ao azar.

E aí, gostaram da explicação?

Então logo volto com mais vídeos incríveis mostrando as maravilhas da ciência.

Aprenda a criar uma conta no Prezi e crie sua primeira apresentação lá — 14/02/2013

Aprenda a criar uma conta no Prezi e crie sua primeira apresentação lá

Prezi-logo_0

Preparei dois tutoriais em formato screencast para os leitores do blog.

O prezi, para quem não sabe, é uma ferramenta da Web 2.0 muito interessante.

Já publiquei algum material sobre ele anteriormente aqui no blog.

Você pode clicar nos links a seguir para visuaklizar o material.

LINK1, LINK2, LINK3, LINK4, LINK5

Com o Prezi, é possível criar apresentações hipermidiáticas (contendo vídeos, áudios, imagens, textos, hipertextos, etc).

Ele adiciona aos tradicionais slides do Powerpoint uma nova dimensão, a profundidade.

Você pode esconder um enorme texto dentro de uma imagem, o texto só ficará visível a olho nu se você quiser.

Ao colocar os elementos da sua apresentação no Prezi, é possível fazer zoom in (aproximação) ou zoom out (afastamento) e criar belos efeitos visuais.

Além disso, nada mais daquela chatice de ficar passando um slide após o outro sempre da mesma forma.

Inverta o sentido de leitura de um texto e o Prezi fará um movimento de câmera estonteante para deixá-lo legível para a sua audiência.

Dá para fazer muitas coisas e, justamente por isso, ele assusta uma pessoa que esteja entrando em contato com ele pela primeira vez.

Então, o truque que vou propor é o seguinte:

Usando uma apresentação em formato PPT (powerpoint), vamos criar nossa primeira apresentação no Prezi,

Chega de enrolação, eis os meus dois tutoriais:

Nanotecnologia a favor da limpeza — 10/02/2013

Nanotecnologia a favor da limpeza

Antes de eu sair por aí falando qualquer coisa, assista ao vídeo abaixo:

A cobertura Ultra-Ever Dry é uma cobertura superhidrofóbica (avessa à água) e oleofóbica (avessa à gorduras e óleos) que repelirá praticamente qualquer líquido.

Usa uma nanotecnologia prioprietária (não espere que eles revelem o segredo tão cedo) para cobrir qualquer objeto e criar uma barreira na sua superfície.

Essa barreira repela água, óleo e outros líquidos como nenhuma outra proteção que você já tenha visto antes.

De acordo com o MeioBit (que publicou antes de mim porque eles não sofrem de preguiça crônica), pela bagatela de US$ 150,00 você compra os dois ingredientes que, ao serem misturados, permitem produzir material suficiente para cobrir 4 m² de área.

E por “área”, entenda que graças à adesão e resistência à abrasão dessa bruxaria que é o Ultra Ever Dry, é possível cobrir todos os tipos de superfície (ou pelo menos é o que eles querem que a gente acredite).

Mais informações, no site do fabricante.

 

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