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Queridos leitores, essa semana vamos discutir um assunto que está em voga mas que recebe pouca atenção dos nossos governantes (e eu estou falando em nível global).

É o tal do aquecimento global. E o que isso tem a ver conosco?

Quer saber mais? Então, clique no link e continue lendo…

No momento em que consumimos desenfreadamente e não nos preocupamos com o custo energético da cadeia produtiva e nem nos preocupamos com o descarte dos resíduos e dos produtos tornados obsoletos após um certo tempo de uso, nós estamos sendo responsáveis pelo aquecimento global.

E nós ouvimos pessoas falando que o aquecimento global não tem nada a ver conosco, que é um mecanismo natural do planeta e que ele vai acontecer façamos nós alguma coisa para preveni-lo ou não. Pode até ser um fenômeno natural, mas não se pode simplesmente descartar a possibilidade de haver uma participação ativa dos humanos nesse processo.

Ok, o fato é que geramos gases que são liberados na atmosfera, esses gases podem ou não contribuir para aumentar o efeito estufa (que é outro fenômeno que precisaria de um post mais detalhado para ser descrito – e será, apenas aguardem) ou para a diminuição da espessura da camada de ozônio que nos protege dos raios ultravioleta.

O fato é que, de uma forma ou de outra, o aquecimento global é uma realidade, eles está ocorrendo e a natureza nos envia recados nada sutis.

Vou compartilhar com vocês alguns vídeos que tratam de um problema sério e que tende a se agravar com o prosseguimento do aumento gradual da temperatura média do planeta:

A LIBERAÇÃO DE METANO QUE ATUALMENTE ESTÁ PRESO NO PERMAFROST!

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Antes de mostrar os vídeos, queria explicar em poucas palavras o que é permafrost.

É a camada de gelo que recobre as regiões polares e arredores (como a Sibéria, por exemplo).

Essa camada não se derrete nunca, ou pelo menos não deveria se derreter, e por isso é chamada assim (na sigla em inglês: perma = permanente, frost = congelado).

Com o aquecimento global, essa camada de gelo está se derretendo e, dentre outras coisas, está permitindo que gás metano congelado (ou dissolvido na água) sob o permafrost seja liberado para a atmosfera.

E, como não poderia deixar de ser, o metano liberado passa a compor a nossa atmosfera e, dentro de um incrível círculo vicioso, intensificar o efeito estufa e contribuir para o aquecimento global.

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A plataforma do ártico siberiano possui uma espessura de aproximadamente 53 metros, o que é muito pouca espessura para manter todo o metano congelado armazenado. Quanto mais a capa de gelo derreter, mais metano congelado também derrete e se mistura com a água líquida. Essa água líquida pode entrar em contato com as correntes de vento e ser liberada para a atmosfera.

Atualmente, possuímos algo em torno de 5 Giga Toneladas de Metano na atmosfera. O metano sob o ártico siberiano é estimado em torno de algumas centenas de Giga Toneladas. Qualquer fração que escape para a atmosfera é preocupante, e isso está acontecendo gradativamente mais rápido com o aquecimento global (que muitos teimam em negar).

Bom, chega de enrolação e de lamúrias em tom apocalíptico. Deixo os vídeos com vocês para análise e formação de opinião.

Vídeo 1: pessoas brincando de atear fogo no metano superficial em algum ponto da Sibéria

Vídeo 2: A Dra Natalia Shakhova, da Academia Russa de Ciências e membro do Arctic Research Center fala sobre os riscos que corremos

Vídeo 3: Exploding Methane Gas Bubbles – Earth: The Power of the Planet – BBC (sem legendas, infelizmente)

A ideia para esse post saiu DAQUI.

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