Hoje, dia 03/05/2016 às 16h, eu ministrei uma palestra sobre ficção científica para os acadêmicos do curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) na cidade de Bagé – RS.
Como prometido aos presentes, eis o material da apresentação.
Em breve, lançarei uma versão em áudio e outra em vídeo da palestra para o público do blog.
No semestre letivo passado (2015-2), ministrei uma disciplina de História da Ciência para o pessoal do Mestrado em Ensino de Ciências da minha Universidade.
Uma das tarefas que os mestrandos realizaram coletivamente foi a criação de uma linha do tempo (timeline), a qual eu exibirei na sequência (e após a linha do tempo, falarei sobre a ferramenta utilizada).
O vídeo a seguir é resultado de um projeto que desenvolvo na disciplina de Físico-Química III todos os semestres.
O objetivo é estimular os estudantes matriculados a desenvolver material didático digital com materiais simples e com recursos de preferência gratuitos ou que eles já possuem.
Esse video em particular ficou muito bem feito, as alunas autoras do mesmo fizeram um trabalho muito bonito e com bom conteúdo científico.
Dando início à série de postagens que pretendo fazer sobre o Raspberry Pi, hoje vou começar a mostrar os testes realizados com alguns aplicativos voltados à Química (e, de preferência ao Ensino de química).
Vou deixar o vídeo para quem tiver mais pressa e, logo após, algumas explicações e detalhes técnicos.
Como prometido, leia os detalhes na sequência do post:
Já faz um tempinho que eu venho experimentando com essa placa chamada Raspberry Pi.
Ela foi criada com fins educacionais na Inglaterra, com o intuito de estimular estudantes a desenvolver habilidades computacionais (programação, montagem de protótipos, robótica, etc).
Não quero fazer uma longa exposição da história da Raspberry Pi, isso você pode ler nos links por mim selecionados [1] e [2], mas eu quero mostrar para vocês o que eu consegui fazer com um pouco de paciência e com a ajuda de alguns módulos comprados aqui e ali a um custo bem baixo.
Para saber mais sobre a minha experiência, leia logo abaixo os detalhes do projeto Frankenstein:
Continuando a nossa série (nem eu sabia que tinha virado uma) de postagens sobre “o que acontece”, hoje vou mostrar um vídeo do canal The Backyard Scientist que mostra vários experimentos envolvendo alumínio líquido (700ºC) e duas substâncias muito frias: gelo seco e nitrogênio líquido.
Destaque para os experimentos com gelo seco (-78ºC), pois os demais envolvendo nitrogênio líquido (-196ºC) são (a meu ver) meio sem graça.
Antes de tudo, o vídeo (pule direto para 1 min 5 s):
Note que quando o carinha derrama o alumínio líquido sobre o bloco de gelo seco, parece que o líquido demora um certo tempo para solidificar.
E note que ele parece “flutuar” sobre o gelo seco.
Isso porque a enorme diferença de temperatura entre os dois materiais produz quase que instantaneamente uma camada de dióxido de carbono gasoso CO2 que age como um isolante térmico e “protege” por algum tempo o bloco de gelo seco (que é CO2 no estado sólido).
Esse é o famoso Efeito Leidenfrost (o qual já mereceu um post aqui no blog).
Aos 2 min 18 s o autor do vídeo coloca um lingote cilíndrico de alumínio aquecido sobre o bloco e algo interessante acontece.
O cilindro, como era de se esperar, “derrete” a parte do bloco e cria um “buraco” com o seu formato.
O surpreendente é que nesse processo ele emite sons “musicais” (parece um pequeno carrilhão).
Isso ocorre porque com o resfriamento pode estar acontecendo contração na estrutura cristalina do alumínio (os átomos do metal se rearranjam e assumem um ordenamento melhor).
Aos 2 min e 34 s ele verte um pouco de alumínio líquido sobre o buraco formado pelo bloco de alumínio aquecido.
Eu achei interessante ver em câmera lenta o alumínio líquido se comportando como lava, ponto final. 🙂
Pulando para 4 min e 13 s, ele finalmente derrama alumínio líquido sobre um frasco (DE VIDRO) contendo o nitrogênio líquido.
A troca de calor entre os dois materiais é tão intensa e tão rápida que é preciso rever o vídeo em câmera lenta.
Nada muito surpreendente, a não ser que o nitrogênio líquido entra em ebulição turbulenta e a rápida expansão deste para a forma gasosa (aliada à troca de calor) provoca uma rachadura quase instantânea no vidro.
Finalizando, aos 5 min e 18 s ele inverte a ordem. Derrama nitrogênio líquido sobre alumínio derretido.
Essa parte é só legalzinha, pois o alumínio está contido em um vasilhame e apenas troca calor com o nitrogênio líquido, provocando uma ebulição em massa do líquido. Vale a pena pelo prazer de jogar nitrogênio líquido fora. 🙂
Minecraft é um jogo multiplataforma estilo sandbox (caixa de areia), o que significa que você pode jogar do jeito que quiser e construir uma enormidade de coisas usando os mais diferentes tipos de blocos.
Você pode sair à caça de blocos de diamante, ou de ouro, ou de ferro, ou de carvão, ou de pedra, dá pra perder um dia aqui falando dos tipos de blocos disponíveis.
Ou você pode simplesmente criar vacas para extrair o couro e a carne delas.
Ah, você pode decidir construir um castelo todo de vidro. As possibilidades são ilimitadas.
Seu criador, Notch, vendeu o jogo para a Microsoft em 2014 por US$ 2,65 Bilhões (devido ao enorme sucesso desse software Indie).
Existem quatro modos de jogo: Criativo, Sobrevivência, Hardcore e Aventura.
No modo sobrevivência, você inicia o jogo apenas com a roupa do corpo e tem que procurar ou construir abrigo antes que a noite caia.
À noite, seres terríveis e monstruosos surgem e tentam matar você a todo custo.
Claro, um buraco escavado no chão ou na montanha e coberto por terra ou pedra serve para passar as primeiras noites até que você consiga construir tochas, espadas, picaretas, pás, baús, portas e janelas.
Se um monstro te matar, você reinicia em uma parte aleatória do mundo apenas com a roupa do corpo.
No modo Hardcore, você tem apenas uma vida e não é possível mudar a dificuldade do jogo, ele estará sempre na dificuldade máxima.
E é no modo criativo que vamos focar o post de hoje.
No criativo você tem todos os blocos existentes no jogo à sua disposição em quantidade infinita.
Você pode voar e empilhar blocos de cores diferentes a fim de formar padrões variados.
E é aí que entra o tema prometido no título da postagem: moléculas
Pesquisadores da Universidade de Hull (Reino Unido) construíram no Minecraft um ambiente em que pode-se aprender o básico de Bioquímica.
Indo desde os aminoácidos essenciais, passando pela ligação peptídica, estruturas primárias, secundárias (alfa-hélice e folhas-beta) e terciárias de algumas biomoléculas selecionadas (mioglobina, hemoglobina, aquaporina, colágeno e algumas enzimas importantes).
Para poder usufruir dessa pouco convencional aula de química é preciso ter uma versão licenciada de Minecraft (atualmente ela custa US$ 26,95).
Em seguida, descompacte esse arquivo compactado e mova-o para a pasta onde o Minecraft salva seus jogos (no Windows fica em C:\Users\<nome-do-usuário>\AppDataRoaming\.minecraft\saves).
Logo, é só abrir o Minecraft e escolher o mundo selecionado (MolCraft).
Eu fiz um screencast pra mostrar um pouco como funciona e o que podemos ver no MolCraft.
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