Som capturado em alta-fidelidade.

Uma década atrás, o professor de Física estadunidense John Cramer lançou um arquivo de áudio onde o som teorizado da “explosão” que teria formado o nosso universo era demonstrado.

Agora, armado com novos dados da sonda cosmológica Planck — de um observatório espacial europeu — Cramer lançou um remix (e ele nem é funkeiro).

Trata-se de um notável áudio que representa uma atualização no seu arquivo de som original.

“Em geral, não existem sons no espaço, isso porque não existe ar para para vibrar”, disse o Prof Cramer à agência QMI.

(Ele é professor emérito da Universidade de Washington)

Ele relembra a velha citação de Hollywood “no espaço, ninguém pode ouvir você gritar”, mas adiciona: “O Big Bang é uma exceção a essa regra, porque o meio que permeava o universo nos primeiros 100.000 anos ou mais era mais denso que a atmosfera terrestre”.

Ele traçou as ondas de compressão — “como ondas em uma piscina ou o soar de uma campainha” — movendo-se através desse meio que permeava o universo primitivo e ressonava nele.

“As ondas de som iniciais deixaram uma impressão digital nas microondas cósmicas (da radiação de fundo) na forma de variações de temperatura”, ele explica.

“Se você estivesse lá então, você poderia ouvir algo como um som engarrafado, mas as frequências presentes então poderiam ser muito mais baixas que as da simulação”.

O áudio tornou-se um sucesso entre os cientistas.

Todos os crétidos vão para o Prof Cramer pela gravação. Os créditos para as imagens vão para a Agência Espacial Europeia.

Vi no Yahoo.

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