aula 9.doc
Olá pessoal, ando meio sumido aqui do blog mas não esqueci dos meus fiéis leitores (eu acredito que devam existir alguns, hehehehe).
Ando mexendo com novos softwares para ensino de ciências e hoje gostaria de compartilhar com vocês algumas das minhas experiências.
Vocês já ouviram falar de “linguagens de programação educacionais”?
Não? Pois é, a linguagem de programação clássica dessa categoria de TIC é a LOGO.
Criada em 1967 pelo matemático Seymour Papert em co-autoria com  Wally Feurzeig.
Por ter trabalhado com Jean Piaget, a proposta da linguagem Logo é essencialmente construtivista.
Através de comandos simples, o usuário ordena a uma simpática tartaruga que se mova pela tela.
Por se tratar de uma linguagem interpretada, a tartaruguinha executa os comandos do usuário logo após ele ter terminado de digitar o mesmo.
O LOGO foi usado com bastante sucesso na investigação dos mecanismos mentais envolvidos na aprendizagem de crianças, mas também teve seu uso com jovens e até mesmo adultos.
O LOGO foi muito usado também no Brasil, sempre com o intuito de ensinar/investigar processos de aprendizagem.
Essa linguagem foi tão bem sucedida que teve diversos “filhos”.
É sobre uma das linguagens derivadas do LOGO original que eu vou falar nesse post.
Trata-se do NetLogoO NetLogo é um ambiente de modelagem programável multi-agente criado por Uri Wilensky
Ele tem sido usado por milhares de alunos, professores e pesquisadores ao redor do mundo e pode ser baixado gratuitamente a partir do site http:ccl.northwestern.edu/netlogo
Obviamente que o que mais me agrada no NetLogo é o aspecto de linguagem de programação. Mas não é esse o aspecto da linguagem que eu vou exaltar na postagem.
O NetLogo possui uma extensa biblioteca de modelos prontos, os quais vão desde áreas como a Biologia, passando por Química e Física, mas com bons modelos para ensino de Artes, Ciências da Computação, Economia, Geociências, etc.
Se você quiser, não precisa nem se aventurar a aprender a programar (embora seja isso o que mais me atraiu ao NetLogo), basta abrir a biblioteca de modelos e sair usando os modelos que ele oferece para fazer simulações com objetivo didático.
Assim sendo, vou compartilhar com vocês uma proposta de aula que fiz aos meus alunos:
Usar um modelo de disseminação do vírus HIV da biblioteca do NetLogo e usar os resultados para promover uma discussão sobre os impactos dos hábitos sexuais na propagação da síndrome da imunodeficiência adquirida.
No documento que vou anexar a seguir estão mais detalhes sobre o modelo. Não levem tanto a sério os resultados obtidos, pois o modelo (como todo modelo) é uma simplificação da realidade. Ele não leva em conta a transmissão do HIV por contato com agulhas contaminadas, por transmissão de mãe para filho durante o parto, por transfusão de sangue, etc. Ele considera apenas a transmissão por contato sexual.
É possível alterar o número médio de parceiros que um indivíduo pode ter, os hábitos de uso de preservativo, a probabilidade dos indivíduos realizarem testes para detectar a presença do vírus, o tempo em que as pessoas se mantém em um relacionamento, etc.
Acredito que a proposta foi bem aproveitada pelos meus alunos, pois eu os vi discutindo bastante durante a aula e eles compartilharam argumentos bem interessantes comigo.
Logo volto com novas propostas de softwares. Obrigado a todos!
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