Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Timelapse: mudança de fase do gelo para água líquida (só uma desculpa para desejar feliz 2018) — 31/12/2017

Timelapse: mudança de fase do gelo para água líquida (só uma desculpa para desejar feliz 2018)

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Pessoal, passei rapidão aqui pra desejar um feliz 2018 a tod@s que frequentam o meu blog.

Esse ano fiz bastante coisa nova em termos de uso de tecnologias para o ensino (e não só de Química).

O blog teve lá suas atualizações, embora inconstantes.

Falha minha, que trabalhei demais e tive que deixar um pouco de lado o blog.

Agradeço imensamente a vocês que passam por aqui pra dar uma olhada rapidinha nas postagens.

Desejo que o ano de 2018 seja pleno de realizações.

E, é claro, peço que continuem conosco porque pretendo postar muita coisa nova no ano que está chegando.

Para não fazer uma postagem sem nenhum conteúdo químico, vou postar um timelapse que tem tudo a ver com a temática “Festas de fim de ano”. (Veja meu experimento anterior com timelapse aqui.)

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Detalhes técnicos após o link…. Continuar lendo

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Criação de timelapse com Raspberry Pi + PiCamera — 15/07/2017

Criação de timelapse com Raspberry Pi + PiCamera

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Férias, que legal!

(Sim, eu estou legalmente de férias! #tofeliz)

É tempo de postar algumas coisas legais no blog.

Como venho há um tempo explorando as possibilidades do Rapsberry Pi, criei esse post para compartilhar minha mais recente experiência com esse fantástico computador (na falta de termo melhor).

Provocado (em um sentido positivo) pelo meu colega Luis (http://tabelaperiodica.org), resolvi testar as capacidades do RPi3 no quesito “aquisição de imagens” (vulgo fotografia digital), usando uma garrafa de água mineral gaseificada.

Meu objetivo era capturar as bolhas de dióxido de carbono escapando da garrafa semi-aberta.

Eis o vídeo gerado. Na sequência do post, explicações técnicas sobre a montagem do sistema de captura de imagens.

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Publicação e divulgação de ciência pela internet — 20/10/2016

Publicação e divulgação de ciência pela internet

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Mais uma vez venho aqui no blog postar um material apresentado em sala de aula com o intuito de compartilhar o que aprendi nas minhas “andanças” virtuais pela Web.

O tema de hoje é Divulgação Científica na Internet, um tema que abordamos na disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação I do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências do qual faço parte.

Fiquem com a apresentação e muito obrigado pela audiência.

 

Explorando o mundo das moléculas com o Minecraft — 04/11/2015

Explorando o mundo das moléculas com o Minecraft

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Minecraft é um jogo multiplataforma estilo sandbox (caixa de areia), o que significa que você pode jogar do jeito que quiser e construir uma enormidade de coisas usando os mais diferentes tipos de blocos.

Você pode sair à caça de blocos de diamante, ou de ouro, ou de ferro, ou de carvão, ou de pedra, dá pra perder um dia aqui falando dos tipos de blocos disponíveis.

Ou você pode simplesmente criar vacas para extrair o couro e a carne delas.

Ah, você pode decidir construir um castelo todo de vidro. As possibilidades são ilimitadas.

Seu criador, Notch, vendeu o jogo para a Microsoft em 2014 por US$ 2,65 Bilhões (devido ao enorme sucesso desse software Indie).

Existem quatro modos de jogo: Criativo, Sobrevivência, Hardcore e Aventura.

No modo sobrevivência, você inicia o jogo apenas com a roupa do corpo e tem que procurar ou construir abrigo antes que a noite caia.

À noite, seres terríveis e monstruosos surgem e tentam matar você a todo custo.

Claro, um buraco escavado no chão ou na montanha e coberto por terra ou pedra serve para passar as primeiras noites até que você consiga construir tochas, espadas, picaretas, pás, baús, portas e janelas.

Se um monstro te matar, você reinicia em uma parte aleatória do mundo apenas com a roupa do corpo.

No modo Hardcore, você tem apenas uma vida e não é possível mudar a dificuldade do jogo, ele estará sempre na dificuldade máxima.

E é no modo criativo que vamos focar o post de hoje.

No criativo você tem todos os blocos existentes no jogo à sua disposição em quantidade infinita.

Você pode voar e empilhar blocos de cores diferentes a fim de formar padrões variados.

E é aí que entra o tema prometido no título da postagem: moléculas

Pesquisadores da Universidade de Hull (Reino Unido) construíram no Minecraft um ambiente em que pode-se aprender o básico de Bioquímica.

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Indo desde os aminoácidos essenciais, passando pela ligação peptídica, estruturas primárias, secundárias (alfa-hélice e folhas-beta) e terciárias de algumas biomoléculas selecionadas (mioglobina, hemoglobina, aquaporina, colágeno e algumas enzimas importantes).

Para poder usufruir dessa pouco convencional aula de química é preciso ter uma versão licenciada de Minecraft (atualmente ela custa US$ 26,95).

Depois, você vai ao site do projeto MolCraft e baixa um arquivo compactado contendo os arquivos necessários para explorar o mundo das biomoléculas no Minecraft.

Em seguida, descompacte esse arquivo compactado e mova-o para a pasta onde o Minecraft salva seus jogos (no Windows fica em C:\Users\<nome-do-usuário>\AppDataRoaming\.minecraft\saves).

Logo, é só abrir o Minecraft e escolher o mundo selecionado (MolCraft).

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Eu fiz um screencast pra mostrar um pouco como funciona e o que podemos ver no MolCraft.

 

Referências: [1], [2], [3]

P.S.:Existe um servidor de MolCraft, mas esse eu ainda não testei e deixo para uma possível postagem futura.

Let it go, let it go. E o castelo da Elsa (não) desmoronou… — 31/10/2015

Let it go, let it go. E o castelo da Elsa (não) desmoronou…

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Título estranho para um post em um blog de Química, não?

Pois é, mas faz muito sentido. Vocês verão logo em seguida.

Quem tem uma filha em casa sabe que o filme Frozen é uma febre, uma mania.

As meninas adoram cantar as músicas do filme, adoram se vestir como a personagem principal (Elsa de Arendele) e adoram todos os brinquedos relacionados que o comércio oferece.

Em suma, tudo que diz respeito ao tal filme interessa às meninas.

E eu vou usar esse filme para ensinar um pouco de físico-química.

Para continuar lendo, clique no link a seguir e siga meu raciocínio (e um pouco da história de Frozen):

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É possível cozinhar uma salsicha a 180ºC em uma panela sem tampa? — 11/03/2015

É possível cozinhar uma salsicha a 180ºC em uma panela sem tampa?

Por: Digichem

Assistindo a um programa na TV aberta no domingo, me deparei com uma matéria na qual uma profissional do ramo da nutrição dava dicas de como preparar um bom cachorro-quente. Essa senhora recomendava que a salsicha a ser utilizada na preparação do mesmo fosse adicionada à água previamente aquecida a 180ºC.

O problema é que ela estava usando uma panela convencional sem tampa. E aí eu me lembrei que a água entra em ebulição a 100,0ºC à pressão de 1 atmosfera (que é igual a 101,325 kPa ou 1,01325 bar). Como essa panela continha água convencional e estava aberta (ou seja, não era uma panela de pressão), eu me perguntei o quão absurda era essa alegada temperatura de 180ºC necessária para ferver a simpática salsicha (ou vina, como diriam os amigos paranaenses).

Fiz até uma postagem sobre isso no meu perfil pessoal do facebook e obtive incríveis 121 curtidas e uma série de comentários divertidos dos meus amigos químicos e não químicos. Na minha postagem eu disse que essa afirmação da nutricionista doeu direto no meu “diagrama de fases da água”.

Alguns entenderam, outros ficaram literalmente “boiando” sem entender a brincadeira.

 

Quer entender mais? Então clique no link a seguir e continue lendo a postagem:

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Como os metais alcalinos explodem? — 25/02/2015
Proposta de ensino de termodinâmica mediada por TIC — 02/10/2014

Proposta de ensino de termodinâmica mediada por TIC

Apresentação oral de uma parte desse projeto de ensino realizado no ano de 2013 e que continuo a desenvolver na instituição em que eu trabalho atualmente.

Proposta de ensino de Termodinâmica mediada por Tecnologias

Esse trabalho será postado na hora marcada para eu fazer a apresentação no 34º EDEQ.

Palestra: Atividades com TIC para o ensino de química e ciências — 16/07/2014

Palestra: Atividades com TIC para o ensino de química e ciências

Estive ontem no Campus Dom Pedrito da UNIPAMPA a convite dos Acadêmicos dos Cursos de Licenciatura em Ciências da Natureza e Licenciatura em Educação no Campo.

Agradeço a recepção e o acolhimento de todos os acadêmicos e dos professores, foi bem legal conhecê-los e logo estarei de volta para trocar mais experiências.

Como citei durante a minha fala, eu costumo deixar o material da palestra online, e aqui estou eu cumprindo a promessa.

Aos demais leitores do blog, sintam-se à vontade para baixar e usar o material.

Abraços digitais!

 

Regata Termodinâmica – uma proposta de ensino de Físico-Química através de projetos — 17/06/2014

Regata Termodinâmica – uma proposta de ensino de Físico-Química através de projetos

Galera, estou escrevendo esse post para divulgar o trabalho de um colega, o Prof Dr Jones de Andrade da UFRN.

E do que se trata o trabalho proposto pelo Prof Jones?

Simples! Dentro de uma disciplina de Físico-Química tradicional para o curso de Licenciatura em Química (edit: a turma também tinha alunos de bacharelado e de química do petróleo), o professor sugeriu aos alunos que uma parte da nota fosse obtida através do planejamento, elaboração, construção e testagem de um barco movido a motor de explosão combustão.

O barco deveria ser capaz de atravessar um laguinho artificial, que existe na reitoria da universidade, apenas com a propulsão gerada pelo motor.

Os barcos deveriam ser construídos com material caseiro, não podiam ser comprados já prontos e o relatório contendo todos os cálculos termodinâmicos dos ciclos inerentes a cada tipo de motor deveria ser feito em vídeo.

Para isso, o Prof lançou mão das TIC (sigla para Tecnologias da Informação e Comunicação), criando um canal no YOUTUBE para hospedar os relatórios em vídeo e o teste dos barcos no lago da reitoria.

É esse canal que eu quero divulgar aqui, o REGATA TERMODINÂMICA.

Para deixar um gostinho do trabalho desenvolvido pelo professor e seus alunos, vou colocar aqui o vídeo de um barco movido a motor de combustão (ciclo de Stirling) cujo nome de batismo foi Fuleco. 🙂

Aqui o vídeo da travessia:

Aqui o vídeo do relatório, contendo todos os cálculos e detalhes técnicos:

Claro que esse não foi o único objetivo do projeto, resoluções de exercícios de Físico-Química SEM CALCULADORA e com tutoria do professor também fizeram parte das atividades da disciplina.

A ideia por trás dessa iniciativa era melhorar as habilidades matemáticas dos alunos, que normalmente chegam com dificuldades para realizar cálculos nas disciplinas de graduação. O estímulo para resolver os exercícios era, mais uma vez, uma parcela da nota total.

O legal, pelo que pude observar nos vídeos, é que os alunos lançaram mão de várias tecnologias para a elaboração dos mesmos. Como a disciplina não é de TIC, mas sim de Físico-Química, ela não se limitou a provocar a aprendizagem apenas de conteúdos teóricos, mas proporcionou também a oportunidade de explorar as TIC na elaboração de material didático digital (eu vi que usaram até screencasts ali).

E quem lê o blog ou acompanha a página no facebook sabe o quanto eu gosto de utilizar as TIC na elaboração de material didático e também para facilitar a aprendizagem.

Resta dar os parabéns ao Prof Jones e aos seus corajosos alunos que aceitaram embarcar nessa jornada.

Live long and prosper! \/

 

 

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