Continuando a série [1] de postagens de vídeos de experimentos de Físico-Química criados pelos meus alunos, hoje vamos ver um belíssimo uso do fenômeno da capilaridade (e da tensão superficial).
O vídeo foi elaborado pelas acadêmicas de Engenharia Química Maele Santos, Nathiely Pereira e pela acadêmica de Química Jenifer Malaguez.
Como parte do projeto semestral da disciplina de Físico-Química III, todos os estudantes matriculados na disciplina devem se organizar em grupos para produzir um vídeo sobre um experimento simples que aborde conceitos dessa componente curricular.
Assim sendo, apresento a seguir o vídeo sobre superfícies hidrofóbicas (filmado e editado pelas acadêmica de Eng. Química Fernanda Muniz de Oliveira, Pâmela Paz e Rafaela Fagundes).
Sem mais delongas, eis o vídeo:
À medida que eu for organizando os vídeos eles serão postados aqui.
Enquanto isso, aproveita e dá uma passadinha no canal de vídeos só com experimentos de Físico-Química FQTICS.
Quem assistiu o Fantástico de ontem deve ter se emocionado com o trabalho de mestrado de um rapaz portador de necessidades especiais que, a despeito de todas as dificuldades, defendeu mestrado na área de informática educativa.
O link para a matéria no site do G1 você encontra aqui.
Portador de atrofia muscular espinhal e com sérias restrições de movimento, ele criou um teclado virtual que pode ser usado através de um mouse e ajuda em muito a digitar textos de forma mais simples e funcional.
O MouseKey é, segundo seu autor, um “Teclado Virtual Silábico-Alfabético, que possui letras e padrões silábicos em torno de cada letra. Foi elaborado com o objetivo de possibilitar a escrita de pessoas com dificuldades motoras, através do computador. Com o mouse ou outro equipamento, o usuário seleciona as famílias de letras para formar as palavras. Isso diminui o número de movimentos e esforços necessários para escrever.”
Se você quer conhecer o resultado do trabalho do Claudio Luciano Dusik, acesse a página que contém um resumo da dissertação de mestrado e um link para baixar o programa desenvolvido por ele.
1 extintor de incêndio de gás carbônico (para incêndios classe B e C)
Modo de fazer:
Simplesmente coloque a mangueira do extintor dentro da fronha ou saco e acione o extintor.
Ou assista ao vídeo abaixo para entender melhor o processo:
A passagem do gás carbônico do estado gasoso para o sólido neste experimento pode ser explicado com base no efeito Joule-Thomson.
Como o gás está sendo expelido de dentro do cilindro do extintor de incêndio a uma velocidade muito alta e com uma grande variação de pressão, considera-se que ele está realizando uma expansão livre (irreversível, sem troca de calor e sem produção de trabalho).
Nesse caso, a energia interna (ou total) permanece constante.
Quando o gás expande-se, a distância média entre as moléculas aumenta e, consequentemente, as forças de atração passam a superar as forças de repulsão (as de repulsão têm um alcance bem menor que as de atração).
Com a expansão, ocorre um aumento na energia potencial. Só que a energia interna nesse caso permanece constante e, para que a energia potencial aumente, é necessário que a energia cinética diminua a fim de manter a energia total (ou interna) inalterada.
A temperatura está intimamente ligada à energia cinética média do sistema, e como ela diminui para respeitar a conservação de energia, significa que a temperatura média do sistema também diminui.
NOTA: Recomenda-se adquirir um extintor que se destine apenas a essa finalidade.
O uso de extintores de uso comum (da escola, do condomínio, da universidade, do clube, etc) pode acarretar em falhas de segurança gravíssima. Se você usar um extintor de um dos locais anteriormente citados e não realizar a recarga do mesmo, você pode estar deixando a área que ele deveria proteger vulnerável m em casos de incêndios reais.
Calma, não estou querendo matar ninguém e nem recomendando que façam o experimento caso tenham acesso a qualquer quantidade de nitrogênio líquido.
Até porque, nitrogênio líquido é uma substância que se encontra a uma temperatura de -196ºC e qualquer manuseio incorreto pode levar ao congelamento instantâneo da parte do corpo em contato com ele.
Acho que ninguém aqui quer uma coisa como essa acontecendo consigo, não é?
Vamos assistir primeiro a um vídeo no qual um maluco mete a mão no nitrogênio líquido e sai intacto da experiência.
Vamos a uma curta explicação?
Tudo pode ser devidamente explicado com base no efeito Leidenfrost.
Ele ocorre quando um líquido encontra uma superfície muito mais quente do que ele.
Se você jogar gotas de água a temperatura ambiente em uma frigideira extremamente aquecida, o que vai ocorrer é que as gotas vão “correr” pela frigideira (sartén, para os amigos hispano hablantes) por algum tempo antes de sofrer vaporização completa.
Isso porque as gotas normalmente assumem uma configuração esférica (possui a meljor relação área superficial/volume) e a parte da gota que toca na superfície quente forma uma espécie de concavidade.
Essa concavidade fica preenchida com uma camada de ar/vapor d’água que atua como isolante térmico, retardando dessa forma a evaporação imediata da gota.
O que o maluco do vídeo faz é justamente isso, ele mergulha a mão ligeiramente úmida dentro de um frasco de Dewar contendo nitrogênio líquido.
A mão é a superfície extremamente quente (ela deve estar em torno de 37ºC, o que é muito mais quente que os -196ºC do nitrogênio).
A umidade na mão e o efeito Leidenfrost garantem que a mão permaneça intacta por algum tempo.
Claro que o maluco do vídeo deixa a mão por pouco tempo mergulhada, pois não dá para dar chance ao azar.
E aí, gostaram da explicação?
Então logo volto com mais vídeos incríveis mostrando as maravilhas da ciência.
O usuário do youtube brusspup tem um canal muito interessante, no qual exibe vídeos de experimentos variados.
Vão desde ilusões de ótica (recomendo que assistam, são muito bons) até experimentos científicos divertidos.
O experimento que apresento abaixo é muito bonito e simples de realizar (se você tiver acesso a algumas pedras de gelo seco – gás carbônico no estado sólido, para os íntimos).
Em uma tigela, ele coloca o gelo seco e água. Isso faz com que o dióxido de carbono (ou gás carbônico) mude para o estado gasoso velozmente.
Em outro pote, ele faz uma mistura de água, detergente líquido e glicerina .
Com um pedaço de tecido molhado na solução de sabão, uma película é formada na vasilha em que o gás carbônico está sendo exalado.
Lentamente, a pressão gasosa no interior da película de sabão vai aumentando e uma bolha de sabão se forma.
Graças ao fenômeno da tensão superficial (potencializado pela glicerina presente na solução saponácea), a bolha de sabão é mais resistente que o normal e a bolha consegue crescer bastante antes que ocorra o rompimento.
O resultado? Diversão sem fim para crianças de todas as idades (dos 0 aos 90 anos, para ser mais exato).
Você que precisa fazer um trabalho escolar ou acadêmico impactante, que tal dar uma olhada nesse material que eu criei?
O Issuu.com é um site que venho usando com sucesso já há algum tempo, sempre com resultados muito bons.
Para fazer um livro lá, basta possuir um documento em PDF.
No tutorial eu tento mostrar como criar um PDF, como criar uma conta no Issuu.com, mostro como criar seu livro nesse serviço e, finalmente, mostro como pode-se postá-lo no posterous.com.
Comentários