Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Uma reconstrução em escala do sistema solar que ocupa 7 milhas de deserto — 22/09/2015

Uma reconstrução em escala do sistema solar que ocupa 7 milhas de deserto

Semana passada andou rolando um vídeo mostrando os bastidores da construção de uma gigantesca maquete de sistema solar construída por dois caras (Alex Gorosh e Wylie Overstreet) no Deserto Black Rock (estado de Nevada – USA).

A ideia surgiu porque as representações mais comuns mostram os planetas desproporcionalmente grandes em relação às órbitas que eles descrevem em torno do Sol.

Sem mais delongas, dá pra dizer que a representação deles ficou fantástica.

DICA: Não esqueça de ativar as legendas do vídeo.

FONTE

IMAGEM

100,000 Estrelas – Visualize a Via Láctea direto no seu browser — 24/04/2014

100,000 Estrelas – Visualize a Via Láctea direto no seu browser

 via lactea

Esse site criado pelo pessoal da empresa Google é fantástico.

sol

Ele apresenta uma simulação interativa da nossa galáxia, contendo a localização de aproximadamente 100.000 estrelas.

100000 stars

É possível até mesmo fazer uma ‘tour’ guiada pela Via Láctea.

Ah, nosso sistema solar está lá representado, com direito a animações do Sol e tudo o mais.

sist solar

Dê uma passadinha em http://workshop.chromeexperiments.com/stars/ e divirta-se com o nosso Cosmos.

(E aproveite para ver nossa postagem sobre a série Cosmos estrelada por Neil de Grasse Tyson).

Cosmos – Episódio 01 – Neil de Grasse Tyson — 27/03/2014

Cosmos – Episódio 01 – Neil de Grasse Tyson

Quando criança eu assisti à série original com o Carl Sagan e, posso dizer com boa dose de certeza, que é por isso que escolhi a profissão a que hoje me dedico. Por causa de Carl Sagan eu decidi seguir uma carreira na área das ciências (no meu caso, Química).

Recentemente, o astrofísico Neil de Grasse Tyson substituiu o insubstituível Sagan no reboot da série Cosmos pelo canal norte-estadunidense Fox.

Disponibilizo para os leitores do blog uma versão legendada em língua portuguesa do primeiro episódio da série.

 

EDIT: A FOX está derrubando todas as cópias do vídeo. Fiquem com esse da série original enquanto não localizo uma forma de deixar aqui uma versão definitiva.

EDIT 2: Aqui você pode baixar o arquivo e assistir offline.

 

Espectro do hidrogênio é transformado em música — 25/06/2013

Espectro do hidrogênio é transformado em música

As linhas espectrais de aborção/missão do átomo de hidrogênio (veja a figura abaixo) foram copiadas em uma planilha e suas respectivas frequências em Hertz foram divididas centenas de vezes.

500px-Hydrogen_spectrum.svg

Após, as frequências foram diminuídas em várias oitavas para criar ondas sonoras com frequências audíveis por seres humanos.

As frequências originais utilizadas dizem respeito às regiões do ultravioleta (como limite superior) e do infravermelho próximo (como limite inferior), essa faixa cobre em torno de 5 oitavas musicais (veja a figura 2, abaixo). A região central corresponde ao espectro da luz visível do espectro eletromagnético.

Voicing Fig 2

Então, essas frequências foram introduzidas em um software musical que suporta avaliação de expressões matemáticas e uma onda sonora sinoidal foi gerada para cada uma das frequências com uma amplitude proporcional à intensidade das linhas espectrais.

As frequências das linhas espectrais do hidrogênio podem ser associadas com o mesmo princípio das “frequências de Solfeggio” e a música a 528 Hz com a ideia de que ondas sonoras ressoam no corpo para proporcional diferentes estados de consciência (relaxante, geralmente).

Ah. o vídeo diz respeito ao trânsito de Vênus entre a Terra e o Sol em 2012. (Cortesia do Goddard Space Flight Center)

E as TICs ajudaram a descobrir um novo planeta — 17/10/2012

E as TICs ajudaram a descobrir um novo planeta

Eu estava me enrolando para escrever esse post, mas finalmente tomei coragem para fazê-lo.,

Estava eu hoje a tarde lendo algumas notícias e me deparei com essa aqui no site do yahoo

29e

 Reprodução da notícia na íntegra –>

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou nesta segunda-feira a descoberta de um planeta que tem o céu iluminado por quatro sóis, o primeiro sistema estelar deste tipo identificado até hoje.

O planeta, batizado PH1, situado a cerca de 5.000 anos-luz da Terra (um ano-luz corresponde a 9,461 trilhões de quilômetros), está em órbita de dois sóis, e duas estrelas giram em torno destes.

Segundo os astrônomos, apenas seis planetas são conhecidos até hoje por ficarem em órbita em torno de dois sóis sem outra estrela distante orbitando seu sistema solar.

Esse sistema planetário circumbinário duplo foi inicialmente descoberto por dois astrônomos amadores americanos, Kian Jek e Robert Gagliano, que utilizaram o site Planethunters.org.

Astrônomos profissionais americanos e britânicos realizaram em seguida observações e medições com os telescópios Keck, situados no monte Mauna Kea, no Havaí.

“Os planetas circumbinários representam o que há de mais extremo na formação planetária”, afirma Meg Schwamb, uma pesquisadora da Universidade de Yale (Connecticut, nordeste), principal autor desta pesquisa apresentada na conferência anual da divisão de Planetologia da American Astronomical Society reunida em Reno, Nevada (oeste dos Estados Unidos).

“A descoberta de tais sistemas estelares nos obriga a repensar como esses planetas podem se formar e evoluir em um ambiente como este”, acrescenta ela em um comunicado.

Esta descoberta foi publicada online no site arXiv.org e foi submetida a publicação no Astrophysical Journal.

O PH1, um planeta gasoso gigante do mesmo tamanho de Netuno e com cerca de seis vezes o da Terra, orbita em torno das duas primeiras estrelas, de uma massa respectivamente de 1,5 e 0,41 vez o do nosso sol, em 138 dias.

As duas outras estrelas fazem parte desse sistema planetário a uma distância de cerca de mil vezes a que separa a Terra do Sol.

O site Planethunters.org foi criado em 2010 para estimular os astrônomos amadores a identificarem exoplanetas –planetas situados fora do nosso sistema solar– com os dados coletados pelo telescópio espacial americano Kepler.

Lançado em março de 2009, o Kepler tem como objetivo pesquisar exoplanetas semelhantes à Terra em órbita em torno de outras estrelas.

Fim da reprodução da notícia…

Maaaaaaaassssss, o que tewm de legal na notícia?

Vamos analisar detidamente as partes do texto que eu propositalmente colori.

1) … dois astrônomos amadores americanos, Kian Jek e Robert Gagliano, que utilizaram o site Planethunters.org.

Os caras usaram um SITE para descobrir um planeta que tem como vizinhos QUATRO sóis. (Isaac Asimov dá um IpI, IPI HURRA na tumba.)

Planethunters1

O http://planethunters.org coleta exibe aleatoriamente dados enviados pelo telescópio Kepler em um gráfico relativamente simples de ser analisado.

Briefing-browse

O site estimula os usuários a analisar a luminosidade de uma estrela ao longo do tempo. Se a luminosidade decair bruscamente em um intervalo regular de tempo, é porque algum corpo celeste grande (um planeta, por exemplo) pode estar passando na frente dele.

Vamos continuar a análise…

2) Astrônomos profissionais americanos e britânicos realizaram em seguida observações e medições com os telescópios Keck, situados no monte Mauna Kea, no Havaí.

Não só os caras se valeram de um site para descobrir o planeta, mas a comunidade científica deu crédito ao trabalho dos dois.

Que confiança na análise de dois amadores que usaram um site para fazer essa descoberta, né?

Se fosse aqui no Brasil, ainda acusariam os dois amadores de tentarem obter publicidade gratuita e acusariam os cientistas de desperdiçar o dinheiro público com bobagens. Sem contar que o povão liga que nem doido em véspera de eliminação no BBB…

3) Esta descoberta foi publicada online no site http://arXiv.org e foi submetida a publicação no Astrophysical Journal.

Tá, eles publicaram os resultados em um repositório aberto de versões eletrônicas de livros, artigos e brochuras com algo em torno de 791.922 documentos nas áreas de física, Matemática, Ciências da Computação, Biologia Quantitativa, Finanças e Estatística.

(Não sei se jpa convenci vocês que o caminho percorrido pelos astrônomos amadores tem tudo a ver com o uso das tecnologias, mas eu fiquei super-empolgado com essa história e vou continuar minha verborragia.)

O http://arxiv.org é mantido pela Cornell University, só para constar.

 

Após tudo isso, o artigo foi submetido a um periódico de grande impacto na área de astronomia, só isso. 😉

E já que eu estou viajando na maionese nesse post longo, vou aproveitar para dizer o porquê de ter citado Isaac Asimov antes:

Ele escreveu um livro chamado “O Cair da Noite“, eu co-autoria com Robert Silverberg, que falava de um planeta hipotético que orbitava SEIS sóis e que nunca experimentava a escuridão. No entanto, um grupo de astrônomos prevê que os seis sóis se alinhariam e uma até então desconhecida lua bloquearia a luz dos sóis, fazendo com que a escuridão se instalasse por algumas horas nesse mundo hipotético.
Uma suposta ordem secreta dizia poder prever o dia e hora desse grande eclipse total dos sóis, e aí começa o embate entre ciência e religião, fazendo com que a história prenda o leitor facilmente. o/ 

O romance em si é muito bom, eu recomendo a leitura a quem gosta do gênero de ficção científica, principalmente porque o pano de fundo científico ajuda os autores a contar uma história que tem tudo a ver com o momento pelo qual passamos atualmente: o cada vez mais acirrado embate entre ciência e religião.

Como sóis possuem grande massa, grande também é a atração gravitacional que eles exercem sobre um mísero planetinha.

Agora, imaginem um mundo como o PH1, que orbita quatro sóis!.

Coitado, deve viver sendo constatemente puxado e empurrado, deformado e coisas e tal devido à grande influências gravitacional desses sóis.

Eu acho bem improvável que mundos como esses sustentem vida similar à terráquea, o que é muito triste para um fã de Asimov como eu, que nunca vai poder ver o mundo de “O cair da noite” ser descoberto de fato.

Ademais, parabéns aos dois descobridores do novo planeta e aos ideaçizadores do planethunters, ambos prestaram um grande serviço à ciência (e aos amantes da TICs, como eu o/).

 

 

Rock Star e a Origem do Metaaaaaaallll ,,,/ — 04/10/2012

Rock Star e a Origem do Metaaaaaaallll ,,,/

Esse vídeo procura facilitar ensino de Astronomia e Química, deixa de lado os personagens clássicos da física como Aristarco, Galileu Galilei e Isaac Newton para dar lugar a um jovem guitarrista que quer entender como surgiu o ferro que existe no seu sangue e também nas cordas da sua guitarra. Desenvolvido dentro das comemorações do Ano Internacional da Química, o trabalho é uma colaboração entre o IAG e a Universidade Federal do ABC. É Ilustrado por Marlon Tenório.

Encontrei no excelente Dia a Dia Educação.

Sondas da NASA captam a Terra “cantando”. Ouça aqui — 25/09/2012

Sondas da NASA captam a Terra “cantando”. Ouça aqui

A Terra sabe cantar. Ou quase isso. Os dois satélites Radiation Belt Storm Probe (RBSP) da NASA, lançados no dia 30 de agosto deste ano, conseguiram captar e gravar ondas de rádio audíveis emitidas pela magnetosfera da Terra. São silvos e assobios que formam o que os cientistas chamam de “coro” ou “coro do amanhecer” (o som é captado melhor pela manhã).

E o que causa isso? As ondas audíveis são emitidas por partículas energéticas de dentro da magnetosfera, o nome dado à região que envolve qualquer planeta ou lua que tenha um campo magnético, como a Terra. Essas partículas afetam – e são afetadas – pelos cintos de radiaçãoque cercam o planeta, e essa interação cria os barulhos únicos.

As sondas da agência espacial gravaram cinco ocorrências diferentes no dia 5 de setembro, mas no vídeo elas são apresentadas como uma só, sem cortes. Ficou curioso? Escute no vídeo abaixo o som:

Post kibado da Revista Superinteressante.

 

14 bilhões de anos de evolução cósmica — 21/08/2012

14 bilhões de anos de evolução cósmica

 

Os astrofísicos criaram a mais realista simulação computacional da evolução douniverso até o presente momento, começando pelo Big Bang até os dias atuais — compreendendo uma faixa de tempo de algo em torno de 14 bilhões de anos — em alta resolução.

Criada por uma equipe do Harvard-Smithsonian Centre for Astrophysics (CfA) em colaboração com pesquisadores do Heidelberg Institute for Theoretical Studies (HITS), o software Arepo proporciona um detalhado conjunto de imagens de diferentes galáxias no universolocal usando uma técnica conhecida como “moving mesh”.

Ao contrário dos simuladores de modelos anteriores, tais como o código Gadget, omodelo hidrodinâmico Arepo replica aformação gasosa que se seguiu au Big Bang usando uma grade virtual flexível que tinha a capacidade de mover-se para ajustar-se aos movimentos do gás, das estrelas, matéria escura e energia escura que compõem o espaço — é como um modelo virtual da teia cósmica, apta a dobrar e flexionar para suportar a matéria e os corpos celestiais que ajudam a construir o universo. Simuladores antigos, ao invés disso, usavam uma grade mais cúbica, mais fixa.

“Nós pegamos todas as vantagens dos códigos anteriores e removemos as desvantagens,” explicou Volker Springel, o astrofísico do HITS que construiu o software. Springel, um expert em formação de galáxias que ajudou a construir a “Millenum Simulation” para traçar a evolução de 10 bilhões de partículas, usou o supercomputador Odyssey de Harvard para rodar a simulação. Seus 1024 núcleos de processadores permitiram ao grupo comprimir 14 bilhões de anos de história cósmica no espaço de alguns poucos meses.

Os resultados são galáxias espirais como a Via Láctea e Andromeda que realmente aparecem como galáxias espirais — não as galáxias em forma de gota das simulações precedentes — gerados a partir de dados de entrada que remontam aos momentos posteriores ao Big Bang, retratando assim uma evolução cósmica dramática (veja o vídeo acima para ter umaideia dessa evolução a partir de4 bilhões de anos após o Big Bang). 

“We took all the advantages of previous codes and removed the disadvantages,” explained , the HITS astrophysicist who built the software. Springel, an expert in galaxy formation who helped build the Millennium Simulation to trace the evolution of 10 billion particles, used Harvard’s Odyssey supercomputer to run the simulation. Its 1,024 processor cores allowed the team to compress 14 billion years worth of cosmic history in the space of a few months.

“Achamos que o Arepo levou a taxas significativamente maiores de formação de galáxias em halos massivos e a mais discos gasosos extendidos em galáxias, o que também caracteriza uma morfologia mais fina e sutil do que suas contrapartes,” a equipe afirma em um paper no qual descreve a tecnologia.

Embora o feito seja impressionante — a asrofísica do CfA Debora Sijacki compara as melhoras nas simulações de alta resolução em relação aos modelos prévios àquelas melhoras obtidas com o Telescópio Gigante de Magellan (de 24,5 m de abertura) sobre todos os outros tekescópios — a equipe busca gerar simulações de áreas ainda maiores do universo. Se isso for atingido, a equipe terá criado não apenas a mais realista, mas a maior simulação do universo até então realizada.

FONTE via Physics by Valmis

Foto impressionante do trânsito de Vênus — 06/06/2012
O espaço em que vivemos — 17/04/2012
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