Dois malucos (Bompas & Parr) que vivem preparando comida das maneiras mais absurdas que se pode conceber, resolveram assar alguns cortes selecionados de carne em lava ardente.
Imaginem a supervelocidade com que a carne fica pronta nessa simpática fonte de calor (1.148,9ºC).
Não satisfeitos, ainda assaram espigas de milho!!!
Essa “arte” foi levada a cabo em um equipamento montado na Syracuse University pelo professor de artes Robert Wysocki e pelo professores de Ciências da Terra Jeff Karson, que mantêm o Syracuse University Lava Project.
Sem mais delongas, assistam ao vídeo do churrasco.
Em alguns casos o “descoberto” significa que ele foi sintetizado, pois muitos elementos químicos pesados são instáveis e sofrem diversos tipos de decaimentos radioativos…
Estive ontem no Campus Dom Pedrito da UNIPAMPA a convite dos Acadêmicos dos Cursos de Licenciatura em Ciências da Natureza e Licenciatura em Educação no Campo.
Agradeço a recepção e o acolhimento de todos os acadêmicos e dos professores, foi bem legal conhecê-los e logo estarei de volta para trocar mais experiências.
Como citei durante a minha fala, eu costumo deixar o material da palestra online, e aqui estou eu cumprindo a promessa.
Aos demais leitores do blog, sintam-se à vontade para baixar e usar o material.
Nesse post aqui, eu falei sobre como criar bolhas de sabão fantasmagóricas usando tinta de caneta marca-texto.
Também falei que era possível usar apenas água tônica. Pois bem, no post de hoje eu vou mostrar como se pode alguns truques legais usando a água tônica.
Pois é, essa molécula também atende pelo simpático nome IUPAC 1,4-bis[(propan-2-il)amino]-9,10-dihidroantracen-9,10-diona.
Essa molécula tem uma forte relação com a data que se aproxima, a saber, a comemoração da independência dos Estados Unidos da América (lar dos bravos, terra da liberdade, blablabla).
Lá é costume soltar muitos fogos de artifício durante o dia, tudo em nome do civismo e do amor ao país. E convém que os fogos sejam das cores da bandeira americana: azul e vermelho.
As cores dos fogos de artifício são produzidas predominantemente por sais dos íons metálicos de estrôncio e lítio (vermelho), cobre (azul) e bário (verde). Mas eles podem ainda conter substâncias orgânicas que colorem a fumaça produzida na explosão.
Dentre os compostos orgânicos utilizados está o Solvente Azul 36, ou óleo azul A, azul AP, dentre outros nomes nada comuns. A molécula é um corante derivado da antraquinona quem também é usado em resinas de poli(estireno) e em resinas acrílias, bem como em líquidos (óleos e tintas).
Ele confere à fumaça dos fogos uma coloração azulácea-violácea. Outra molécula similar, o Solvente Azul 35 tem uma n-butila ao invés de uma propila e é também usada para colorir fumaça.
Segue a fórmula do Solvente Azul 36 e, em seguida, a do Solvente Azul 35.
Galera, estou escrevendo esse post para divulgar o trabalho de um colega, o Prof Dr Jones de Andrade da UFRN.
E do que se trata o trabalho proposto pelo Prof Jones?
Simples! Dentro de uma disciplina de Físico-Química tradicional para o curso de Licenciatura em Química (edit: a turma também tinha alunos de bacharelado e de química do petróleo), o professor sugeriu aos alunos que uma parte da nota fosse obtida através do planejamento, elaboração, construção e testagem de um barco movido a motor de explosão combustão.
O barco deveria ser capaz de atravessar um laguinho artificial, que existe na reitoria da universidade, apenas com a propulsão gerada pelo motor.
Os barcos deveriam ser construídos com material caseiro, não podiam ser comprados já prontos e o relatório contendo todos os cálculos termodinâmicos dos ciclos inerentes a cada tipo de motor deveria ser feito em vídeo.
Para isso, o Prof lançou mão das TIC (sigla para Tecnologias da Informação e Comunicação), criando um canal no YOUTUBE para hospedar os relatórios em vídeo e o teste dos barcos no lago da reitoria.
Para deixar um gostinho do trabalho desenvolvido pelo professor e seus alunos, vou colocar aqui o vídeo de um barco movido a motor de combustão (ciclo de Stirling) cujo nome de batismo foi Fuleco. 🙂
Aqui o vídeo da travessia:
Aqui o vídeo do relatório, contendo todos os cálculos e detalhes técnicos:
Claro que esse não foi o único objetivo do projeto, resoluções de exercícios de Físico-Química SEM CALCULADORA e com tutoria do professor também fizeram parte das atividades da disciplina.
A ideia por trás dessa iniciativa era melhorar as habilidades matemáticas dos alunos, que normalmente chegam com dificuldades para realizar cálculos nas disciplinas de graduação. O estímulo para resolver os exercícios era, mais uma vez, uma parcela da nota total.
O legal, pelo que pude observar nos vídeos, é que os alunos lançaram mão de várias tecnologias para a elaboração dos mesmos. Como a disciplina não é de TIC, mas sim de Físico-Química, ela não se limitou a provocar a aprendizagem apenas de conteúdos teóricos, mas proporcionou também a oportunidade de explorar as TIC na elaboração de material didático digital (eu vi que usaram até screencasts ali).
E quem lê o blog ou acompanha a página no facebook sabe o quanto eu gosto de utilizar as TIC na elaboração de material didático e também para facilitar a aprendizagem.
Resta dar os parabéns ao Prof Jones e aos seus corajosos alunos que aceitaram embarcar nessa jornada.
Em um recente artigo publicado no periódico PLOS One são informados os resultados de uma pesquisa realizada com moscas-da-fruta (Drosophila melanogaster) e seis adoçantes comuns no mercado norte-estadunidense.
Dos seis adoçantes testados, um deles mostrou-se eficaz como inseticida.
Sabendo-se que o ciclo de vida da mosca vai de 45 a 60 dias de duração, os cientistas geraram (não sei o termo biológico mais adequado, então vai “geraram” mesmo) moscas em tubos contendo os tais adoçantes.
Em um tubo, contendo um dos adoçantes mais vendidos nos EUA e conhecido pelo nome comercial de Truvia, as moscas viveram por 5,8 dias (em média).
Investigações posteriores determinaram que o responsável por essa mortandade de moscas foi causada por um dos ingredientes presente no adoçante Truvia (cuja base é a Stevia) e ausente nos demais, a molécula conhecida pelo nome de eritritol.
A presença dessa substância no meio faz com que as moscas tornem-se incapazes de locomover adequadamente, ou seja, produz efeitos no sistema motor dos insetos.
O eritritol é um aditivo alimentar autorizado pelo FDA e, portanto, não apresenta riscos aos humanos (até que se prove o contrário).
Do ponto de vista químico (já que este é um blog de química), pode-se dizer sobre o eritritol:
Ah, só para constar, essa pesquisa nasceu de um projeto de feira de ciências. É legal estimular a curiosidade pelas ciências nas crianças, pois mesmo projetos simples podem produzir novos cientistas, tão necessários à nossa sociedade cada vez menos pensante.
E aí, que tal aprender a fazer umas bolas de sabão assustadoramente divertidas?
É difícil? Claaaaro que não!
Primeiro, assista ao vídeo abaixo. Depois darei a receita e algumas explicações.
Você só vai precisar da tradicional mistura composta por sabão líquido, água e xarope de glicose (o famoso Karo aqui no Brasil).
O ingrediente que torna as bolhas em bolhas-fantasma é um líquido preparado a partir de canetas marca-texto (a cor amarela é a melhor) e álcool. Ah, após soprar sua bolha, de preferência no escuro, arranje uma lâmpada de luz negra ou um led que emita radiação ultravioleta e aponte para as bolhas, você vai observar um efeito similar ao do vídeo.
Fiquem agora com a explicação (quase) científica na sequência do post.
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