A “molécula” de hoje é conhecida pelo nome lanolina, seu nome deriva do Latim: lana = lã e oleum = óleo.


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Ela também é chamada de Adeps Lanae, cera da lã, gordura da lã, gordura anidro da lã ou graxa da lã. É uma substância graxa amarela secretada pela glândulas sebáceas de diversos animais produtores de lã.

A maior parte da lanolina usada pelos humanos vem das criações domésticas de ovelhas. é quimicamente semelhante à cera, pode ser usada para proteger a pele ou simplesmente como agente impermeabilizante, e é às vezes usada em protetores labiais e em produtos para polimento de sapatos.

Nas ovelhas, a lanolina auxilia o animal a manter seu pelo livre de água. Certas raças de ovelha produzem grandes quantidades de lanolina, e a extração pode ser feita simplesmente espremendo a lã tosada entre rolos compressores. Normalmente, a lanolina é removida da lã quando ela é processada para a confecção de têxteis, tais como fios e feltros.

Um pouco de Química

 

Químicamente, a lanolina é uma cera, que é uma mistura de ésteres ou ácidos graxos com massa molecular elevada. Existem mais de 180 diferentes ácidos graxos e de 80 álcoois identificados na composição da lanolina.

Seu ponto de fusão está em torno de 40°C. Ela é insolúvel em água mas forma emulsões estáveis com ela.

Usos

Também é usada em produtos anti-corrosivos, passando por cosméticos e lubrificantes. Alguns marinheiros usam a lanolina para criar superfícies escorregadias em seus propulsores e motores de popa a fim de que as cracas não façam morada ali (êta bichinhos grudentos).
 
 

Suas propriedades hidrofóbicas fazem-na um ingrediente valioso na fabricação de graxas lubrificantes onde a corrosão seria um problema, particularmente em aço inoxidável, o qual se torna menos vulnerável à corrosão quando protegido do oxigênio.

Lanolinas de grau médico são usadas na forma de creme para suavizar a pele, já que é hipoalergênica e bacteriostática. Nessa forma é usada por mães em fase de amamentação para aliviar dores nos mamilos e, também, para evitar rachaduras causadas pela amamentação.

Além disso, é usada no tratamento de lábios rachados, em assaduras de bebês, pele seca e com coceiras, calos, incisões menores, queimaduras leves e abrasões. Muitas variedades de cremes de barbear contém lanolina.

Como base de pomadas, é facilmente absorvida pela pele, facilitando a absorção de produtos químicos contidos na mistura. Alguns tradições médicas populares usam lanolina no nariz, em pequenas quantidades, para tratar resfriados.

No entanto, é necessário tomar cuidado ao usar lanolina impura, pois corre-se o risco de surgir uma bela reação alérgica em pessoas sensíveis. 

A lanolina é usada, algumas vezes, como material de partida na produção de colecalciferol (vitamina D3).

(3β,5Z,7E)-9,10-secocolesta-5,7,10(19)-trien-3-ol (Vitamina D3)

A forma anidra é também usada como lubrificante de instrumentos musicais de sopro.

O uso de lanolina em vestes de lã torna-as impermeáveis à água, como em fraldas de pano, por exemplo.

Na produção de couro

Para proteger o couro do processo de degradação natural, pode-se tratá-lo com agentes de curtimento natural para criar um produto durável a partir de uma fonte orgânica.

A lanolina é um ingrediente largamente usado em “licores de gordura”, os quais são aplicados após o curtimento a fim de amaciar o couro.

Esse processo agressivo filtra a maior parte dos lipídios animais que o couro necessita para permanecer macio e flexível. A umidade e o balanço natural de gorduras precisa ser restaurado após o curtimento para fazer com que o couro fique forte e resiliente.

Como um umidificante natural e protetor da pele, a natureza desenvolveu a cera da lã para amaciar e proteger a pele. Como resultado, a lanolina é amplamente usada como emoliente na indústria do couro.

A lanolina é também um ingrediente-chave no tratamento do couro e em produtos de limpeza (tais como sabões para lavagem de celas e arreios).

A lanolina é usada em produtos para:

  • tratamento e processamento de couro curtido
  • em óleos emolientes para tratamento de couro envelhecido
  • em produtos para polimento de sapatos, como emulsificante e intensificador de brilho
  • em produtos têxteis, como um emoliente que dá um acabamento suave.

Outros usos industriais

  • Em tintas, pinturas e vernizes em spray:
    • como agente dispersante, deixa a cobertura da tinta mais homogênea
    • previne agregação e precipitação de pigmentos, pois melhora o manuseio das tintas
    • como um agente de diminuição do tempo de secagem
    • como um inibidor de penetração para tintas
    • para conferir e controlar a fluidez.
  • Em ceras de polimento e abrasivos:
  • Como um condicionador e papel:
    • melhorador de maciez do papel
    • confere resistência a vapores a embalagens de instrumentos cirúrgicos que necessitam de esterilização
  • Em cremes industriais de limpeza de mãos e em loções como um agente de super-engorduramento a fim de minimizar o efeito de desidratação dos detergentes.
  • Em agentes de limpeza de óleo derramado (aqueles que costumam vazar de petroleiros no mar). Os sabões lanolínicos apresentam uma alta capacidade de ligar-se ao óleo derramado.
  • Em produtos de concreto à prova d’água.
  • Em numerosas outras aplicações, tais como colas para aviação, em ceras para cintos de transporte, graxas especiais, pastas para lubrificação de juntas e de vulcanização, etc.    

Produção

A lanolina crua constitui aproximadamente 5-25% em peso da lã recém-tosqueada. A lã de uma ovelha pode produzir em torno de 250-350 mL de graxa recuperável. A lanolina é extraída por lavagem da lã com água quente com um detergente especial de lavagem para remoção da sujeira, da graxa da lã e dos sais produzidos pelo suor da ovelha. A graxa da lã é continuamente removida durante esse processo de lavagem por centrifugação, os quais concentram a graxa em uma substância de aparência cerosa que funde a aproximadamente 38°C.

FONTE, FONTE2

 

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