Sou Bacharel em Química (UFRGS), Licenciado em Química (ULBRA) e Doutor em Química Teórica (UFRGS). Atuei na UFPel, UNIFRA, UFFS e atualmente na UNIPAMPA Campus Bagé. Sou professor de Físico-Química, TIC e otras cositas más! Atuei no Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (UNIFRA - Santa Maria). Atuei em programas de Pós-Graduação Stricto Sensu. Atualmente faço parte do Programa de Pós-Graduaçãao em Ensino de Ciências (Mestrado Profissiional) e no Programa de Mestrado Acadêmico em Ensino, ambos da UNIPAMPA Campus Bagé. Sou blogueiro amador, embora esteja brincando disso desde 2008. Curto muito tecnologias digitais, principalmente se elas puderem ser aplicadas ao ensino.
Vi no "Ensino de Química", que por sua vez viu no "Pontociência" e agora compartilho com vocês esse experimento bem legal.
Se for realizado corretamente, você verá uma gota de mercúrio pulsar como um coração.
Material:
Uma gota de mercúrio (Hg – pode ser comprado em casas de materiais dentários);
Ácido Sulfúrico 6,0 mol/L (H2SO4);
Solução aquosa de dicromato de potássio – K2Cr2O7 0,1- mol/L (cuidado, altamente oxidante);
Vidro de relógio ou placa de Petri;
Conta-gotas;
Alfinete de fralda ou clip;
Suporte Universal com agarrador.
Não preciso dizer que mercúrio é volátil e tóxico, deve-se manuseá-lo com luvas e em local arejado.
O ácido sulfúrico pode provocar queimaduras, use luvas de borracha ao utilizá-lo.
A solução de dicromato é oxidante e tóxica, deve-se evitar tocá-la diretamente com as mãos e deve-se evitar descartá-la na pia.
Pode-se guardar a solução para uso em experimentos que simulam os bafômetros;
Experimental:
Resultados: (copiado na cara dura do pontociência)
A solução de ácido sulfúrico com dicromato de potássio promove a oxidação do mercúrio (perda de elétrons).
A partir daí quando se encosta a agulha, que é de ferro, na gota de mercúrio, os elétrons saem do ferro e passam para o mercúrio.
(O ferro possui potencial de redução maior que o do mercúrio, isso é explicado pela eletroquímica.)
Esta mudança entre oxidação e redução gera uma alteração na tensão superficial do mercúrio, e o resultado é um movimento rítmico causado pelo contato do mercúrio com o ferro.
Os íons cromato (CrO
42-) oxidam o mercúrio a mercúrio(II), estes íons de mercúrio(II) formam com os íons sulfato uma película insolúvel passando então a sulfato de mercúrio (HgSO4), esta película de sulfato de mercúrio, ou seja mercúrio com carga positiva, causa uma diminuição na tensão superficial fazendo com que a gota de mercúrio se torne achatada. A reação que representa este fato é a seguinte:
Quando o ferro encosta na parte positiva do mercúrio, ocorre uma transferência de elétrons do ferro para o mercúrio, reduzindo-o a mercúrio ”zero”, através da seguinte reação:
Fe(s) + HgSO4(s)à Fe2+(aq) + SO42-(aq) + Hg(l)
Esta transferência de elétrons causa outra mudança na tensão superficial do mercúrio, fazendo com que ele fique mais coeso, o que leva o mercúrio a se afastar do ferro levando a uma nova oxidação, achatando a gota mais uma vez e permitindo que a gota encoste novamente no ferro gerando um ciclo repetitivo.
E, bem, era isso para o momento. Eu gostei bastante desse experimento, acho até que vou realizá-lo em sala de aula com os meus alunos.
Vi esse vídeo em um blog enquanto vagava em busca de assuntos para um post.
Trata-se de uma máquina desenvolvida para a BMW, composta por 714 esferas presas a cabos muito finos, cada esfera é controlada por um motor independente.
Ao acionar o comando do equipamento, cada esfera assume uma posição no espaço e formando uma escultura tridimensional.
Assista ao vídeo para entender melhor.
P.S.: Eu sei que não tem nada a ver com Química, mas eu achei legal e válido postar aqui.
30 anos após a construção do Large Hadron Collider – Grande Colisor de Hádrons – foi finalmente acionado.
Esse equipamento é, na verdade, um longo túnel circular subterrâneo entre a Suíça e a França, de aproximadamente 27 km de circunferência.
No LHC, os cientistas pretendem reproduzir as condições existentes apenas no momento do Big Bang, a grande explosão que ocorreu no início do universo.
Custando algo em torno de US$ 8bi, o LHC tem a possibilidade de recriar buracos negros, o que deixa alguns leigos assustados e com medo de que o equipamento venha a adiantar o fim do mundo. 🙂
Os cientistas esperam responder a algumas dúvidas a respeito da origem de tudo no universo.
No dia de hoje, 30 de Março de 2010, dois feixes de prótons foram acelerados quase à velocidade da luz dentro do ciclotron a fim de sofrer um choque violento (7 eV – elétrons-Volt), em sentidos opostos é claro.
Com o choque, os prótons liberam energia em quantidades maciças e, assim, podem recriar as condições existentes apenas uma fração de segundo após o Big Bang.
“Vamos conseguir analisar a matéria mais profundamente do que jamais conseguimos”, disse Tara Shears, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra.
“Poderemos observar do que o universo se constituía bilionésimos de segundo depois do Big Bang”, afirmou.
E, pasmem, a maior e mais intrigante pergunta a ser respondida por esse experimento é:
O que é massa?
O modelo mais aceito sobre a formação da massa envolve uma partícula chamada bóson de Higgs, também conhecida como “partícula Deus”. Segundo a teoria, as partículas formam sua massa através de interações com o campo que acompanha a partícula Higgs.
E os físicos e engenheiros do LHC ainda planejam uma colisão de prótons ainda maior, para isso eles fecharão o aparelho durante o inverno europeu a fim de prepará-lo para um colisão ainda mais energética. (corrão)
A máquina foi projetada para colidir dois raios de prótons de 7eV, mas os responsáveis pelo laboratório decidiram operar a máquina a meia capacidade até o fim de 2011.
<Curiosidades Adicionais>
De acordo com a teoria padrão, nosso Universo “saltou” para a existência como uma “singularidade” há 13,7 bilhões de anos atrás.
O que é uma sigularidade e de onde ela veio? Ninguém sabe.
Singularidades são zonas nas quais nosso conhecimento de física é desafiado ao extremo. Alguns acreditam que elas existam no núcleo de buracos negros.
Os buracos negros, por sua vez, são áreas de intensa pressão gravitacional. A pressão é tão intensa que uma quantidade finita de matéria é levada a situações de densidade infinita. Essas zonas de densidade infinita são chamadas de “singularidades”. Nosso universo começou como uma singularidade infinitamente pequena, infinitamente quente e inifinitamente densa. Coma ela surgiu? Nobody knows.
Após sua aparição inicial, ele aparentemente inflou-se (o chamado “Big Bang”), expandiu-se e resfriou-se, indo de algo muito pequeno em direção às dimensões e temperatura do nosso universo atual.
O universo continua a se expandir e resfriar até os dias de hoje, e esse é um resumo da teoria do Big Bang que o experimento de hoje pretende começar a resolver e explicar.
O Luminol é uma molécula bem interessante e está em voga no noticiário dos últimos dias.
Pensando nisso, resolvi escrever algumas coisas sobre ele e fugir um pouco da linha "molécula do dia" que eu vinha escrevendo.
Essa molécula reage com a hemoglobina presente no sangue e, ao fazê-lo, produz luz.
O fenômeno é conhecido como "QUIMILUMINESCÊNCIA", e é bem conhecido nosso, já que os vaga-lumes produzem luz através do mesmo fenômeno, embora usando moléculas diferentes.
Para exibir luminescência, o luminol deve ser primeiramente ativado com um oxidante. Comumente, uma solução de peróxido de hidrogênio (H2O2) e um hidróxido metálico aquoso são usados como ativadores. Na presença de um catalisador como o ferro presente no sangue, o peróxido decompõe-se e forma oxigênio e água.
2 H2O2 → O2 + 2 H2O
O pessoal da Química Forense vai a uma cena de crime, borrifa uma mistura de luminol/peróxido de hidrogênio (água oxigenada)/hidróxido de sódio onde há suspeita de haver sangue derramado, apaga as luzes ou escurece o ambiente.
Se houver sangue, aparecerá uma mancha colorida e brilhante no local, a qual é registrada por fotografias de longo tempo de exposição. A luminosidade dura em torno de 30 segundos.
No processo, o luminol perde átomos de nitrogênio e hidrogênio e adquire átomos de oxigênio, os quais têm seus elétrons em estado energético excitado. A reação completa está descrita a seguir, retirei a figura da Wikipedia.
Rapidamente, os elétrons excitados do produto da reação entre luminol e água oxigenada voltam ao estado fundamental e, ao fazê-lo, liberam fótons, os quais percebemos como a luminosidade característica do luminol.
Ele, no entanto, pode dar falsos positivos, pois o luminol pode reagir com outras substâncias. A água sanitária (solução de hipoclorito de sódio – NaClO) é uma dessas substâncias.
Cobre ou ligas metálicas contendo cobre podem dar falsos positivos, assim como raíz forte, matéria fecal e sangue presente em urina.
Outros testes, mais específicos, devem ser usados em adição ao teste com luminol em caso de dúvidas. Outra substância quimiluminescente, conhecida como fluoresceína, é usada para confirmar a presença de sangue.
A fórmula química do luminol está descrita abaixo:
Seu nome IUPAC é 5-Amino-2,3-dihidro-1,4-ftalazinadiona.
Ele é sintetizado a partir do ácido 3-nitroftálico.
Para isso, a hidrazina é aquecida com ácido 3-naftoftálico em um solvente aquecido à ebulição, tal como o trietilenoglicol. Uma reação de condensação ocorre, com a perda de água, formando formando 5-nitroftalohidrazida.
A redução do grupo nitro a um grupo amina com sódio ditionita produz luminol (Na2S2O4).
A primeira vez em que ele foi sintetizado foi em 1902, na Alemanha. Ele recebeu o nome de luminol apenas nos anos de 1920.
Ah, e se você clicar nesse link, vai encontrar uma representação interativa da molécula. Basta clicar no desenho dela e aguardar uma nova janela carregar.
Pesquisando um pouco mais pude encontrar outra receita ainda mais fácil de fazer, essa envolve o nosso bom e velho bombril (palha de aço).
Dê uma olhadinha no vídeo a seguir, é autoexplicativo.
Basicamente, ponha fogo em um pedaço de palha de aço (com um isqueiro ou com uma bateria de 9V, por exemplo).
A palha de aço queimada deve ser ralada, a fim de sofrer magnetização. O pó fino obtido deve ser misturado com o óleo de cozinha, dessa forma o ferrofluido é produzido.
No vídeo eles ainda fazem menção a uma terceira forma de produzir o ferrofluido, mas essa forma precisa de uma areia negra que não tenho a mínima ideia do que venha a ser.
Esse site não tem nada a ver com Química, mas ele é tão doido que eu não podia deixar de compartilhar o link com vocês.
Ele tem uma série de "relógios" que ficam funcionando o tempo todo, mostrando o tempo em várias localidades do planeta.
Além disso, tem outras espécies de contadores, que vão exibindo (acredito eu que seja em tempo real) a contagem de "coisas malucas e aparentemente não conectadas entre si".
A melhor maneira de entender é acessando o site e dando uma bisbilhotada por lá.
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