Nessa minha já não tão curta vida de professor, uma constante é a questão “emprego”.

Lá estou eu dando aula de qualquer coisa e sempre tem algum aluno que me pergunta o que ele pode fazer depois que se formar. Ora, nós Químicos temos muitas opções profissionais após a formatura.

Um Químico pode se tornar professor do ensino básico, caso curse uma licenciatura. Quanto a essa opção, existem várias escolas de ensino privado espalhadas pelo país, geralmente com salários bem atrativos. Dada a escassez de professores de ciências exatas em nosso país, essa é uma opção profissional cada vez mais atrativa (e lucrativa).

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“Ah, mas eu estou interessado em trabalhar em uma área técnica”! É uma frase que costumo ouvir bastante dos meus alunos.

OK, independente do fato de você cursar uma licenciatura em química, um bacharelado, uma química tecnológica ou até uma das muitas engenharias relacionadas à química, sempre existe a opção de trabalhar na área de análises químicas /ou controle de qualidade.

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E olha que estou falando de análises químicas de forma genérica, pois cada tipo de indústria necessita de analistas para suas necessidades específicas. Dado o tamanho do parque industrial instalado em nosso país, posso dizer que existem muitas opções de empregos no Brasil na área de Química.

Claro que um profissional de nível superior como os que eu citei acima não são os únicos que podem concorrer a esse tipo de vaga, temos que considerar os técnicos em química de nível médio e os tecnólogos de nível superior, todos aptos a ocupar tais vagas. A diferença entre os técnicos e os demais, é que geralmente os de nível superior assumem postos de chefia (com suas respectivas compensações financeiras).

Existem outras opções? Claaaaaaro! Após se formar, você pode optar por prestar exames de seleção para os diversos programas de mestrado e/ou doutorado que existem no nosso país. O tipo de profissional egresso desses programas varia, mas em geral os mestres e doutores formados dessa maneira estão habilitados a concorrer às inúmeras vagas de trabalho tanto do mercado acadêmico público quanto do privado. Aliás, o que eu falei antes para professores do ensino básico se aplica também a professores do ensino superior, geralmente as compensações financeiras são maiores no setor privado.

Dado que nossa profissão é regulamentada, basta fazer inscrição no Conselho Regional de Química da região onde você vai exercer sua profissão, levar seu histórico escolar e seu diploma para obter o registro e receber uma carteira de identidade profissional. Professores do ensino básico ou do ensino superior federal não necessitam se afiliar nos CRQ’s porque os conselhos estaduais/federais de educação validam os diplomas para o exercício da docência.

Bom, não pretendo esgotar o assunto, até porque ele dá muito pano pra manga. O importante é estar sempre de olho nas oportunidades de estágio, pois muitas delas acabam encaminhando o estudante para um futuro emprego na mesma empresa onde ocorre o estágio. E, o mais importante, o negócio é ficar de olho em tudo que é site, jornal, pombo-correio, sinal de fumaça que liste oportunidades de emprego. Os mais atentos costumam ser recompensados. 🙂

Voltaremos a qualquer momento com mais dicas. Abraços digitais!

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