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Você já se deparou com a equação abaixo?

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Provavelmente sim, e muitos temem o simples fato de ter que ler uma equação química como essa. Balancear a equação? Socoooooorro!

O que muitos não sabem é que a notação utilizada nos dias de hoje é fruto de avanços na compreensão química das reações químicas (veja o trabalho de Dalton, descrito num post anterior) de que átomos se e se reagrupam agrupam para formar moléculas.

Diversas tentativas de representar isso foram tentadas, até quem em 18XX um químico conseguiu ter uma sacada genial. Seu nome é Jons Jacob Berzelius. Ele estabeleceu algumas coisas bem básicas na representação de átomos e moléculas, as quais usamos até os dias de hoje.

1.Todo elemento químico deveria passar a ser representado por uma letra maiúscula, proveniente do nome latino do elemento.

Ex.: Fósforo (Phosphoros) = P; Boro = B, Hidrogênio = H

2. Se dois elementos possuem nomes que inciam pela mesma letra, o nome do segundo elemento deve receber uma segunda letra (minúscula), retirada do nome latino do mesmo.

Ex.: Bromo = Br, Platina = Pt; Ouro (Aurum) => Au; Mercúrio (Hydrargyrum = prata líquida) => Hg

3. Em uma molécula (substância formada por vários átomos), a quantidade de átomos de um determinado elemento será representada por um sub-índice numérico logo após o símbolo do elemento.

Ex.: H2O => A molécula possui dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio.
Ex.: Na3(PO4)2 => A molécula possui 3 átomos de Na (sódio), 2 de fósforo (P) e 8 de oxigênio (O).

O resto da história do titio Berzelius eu copiei descaradamente da Wikipedia, pois está bem escrito o texto disponível por lá. 🙂

Berzelius ainda estudou medicina na Universidade de Uppsala e foi professor de medicina, farmácia e botânica no Instituto Karolinska de Estocolmo. Num período de dez anos estudou em torno de dois mil compostos químicos, descrevendo vários elementos químicos até então desconhecidos: o cério (1803), o selénio (1817) e o tório (1828). Entre muitos outros elementos, isolou pela primeira vez o silício (1823), o zircónio (1824) e o titânio (1825). Deve-se a Berzelius a estruturação da actual notação química e a introdução dos conceitos de isomeria, halogénios, ação catalítica e radical orgânico, o que faz dele, a par de John Dalton, Antoine Lavoisier e Robert Boyle, um dos fundadores da moderna Química.

O trabalho dele foi fundamental para a teoria da periodicidade química que viria mais adiante com o Sr. Mendeleiv, visto que Berzelius determinou as massas atômicas de inúmeros elementos em seu modesto laboratório. Esse trabalho ajudou a comprovar a teoria atômica de Dalton, de que os átomos de diferentes elementos possuíam características diferentes.

Se hoje conseguimos escrever uma reação química como se fosse uma equação matemática e, em cima disso, fazer os coitados dos estudantes sofrerem com intermináveis cálculos estequiométricos, é graças ao trabalho desse pioneiro.

Engana-se quem pensa que isso é pouca coisa, pois com os cálculos estequiométricos pode-se prever a quantidade de um reagente que será utilizada em um processo industrial e evitar o desperdício.

Mas, chega de blabláblá, quero apenas dizer que admiro muito esse cientista e, se possível, escrever um pouco sobre o trabalho de outros em um futuro próximo. E na próxima vez que você se deparar com uma equação química, lembre-se do Sr. Berzelius e do seu pioneiro trabalho.

Até a próxima e um abraço digital.

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