Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Biografia – Geber — 25/06/2015

Biografia – Geber

Por Digichem

L0016510 Portrait of Geber Credit: Wellcome Library, London. Wellcome Images images@wellcome.ac.uk http://wellcomeimages.org Portrait of Geber Engraving Basilica chymica, continens, philosophicam . . . desciptionem Oswald Croll Published: 1609 Copyrighted work available under Creative Commons Attribution only licence CC BY 4.0 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
 

 

Voltando à série de postagens históricas, falarei hoje de um personagem muito importante:

Geber, o sistematizador do conhecimento (al)químico no mundo árabe (e que influenciou grandemente a alquimia ocidental).

 

CAP8-Geber – 770

Biografia – Avicena — 07/06/2015

Biografia – Avicena

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Seguindo com as nossas biografias (mas fazendo um breve retorno às origens), conheceremos um pouco mais sobre esse pensador aristotélico árabe que tanto contribuiu para o uso das substâncias químicas para tratar doenças, o notável Avicena.

 

CAP9-Avicena – 980-1037

Biografia – Louis Pasteur — 25/05/2015
Biografia – Alessandro Volta — 17/05/2015
Biografia – Joseph Black — 13/05/2015

Biografia – Joseph Black

Black_JosephCar@s leitor@s do blog, nesse período letivo eu estou com um projeto de contar a história da Química através da biografia de pensadores e/ou cientistas que deram alguma contribuição para o desenvolvimento dessa ciência.

São textos curtos (de 1 a 5 páginas) que tentam contar o essencial da vida do cientista em questão. Sempre que possível, as fontes utilizadas são livros publicados por editoras confiáveis, mas não está descartada a possibilidade de usar fontes da web (desde que devidamente citadas as fontes).

Estou fazendo esse trabalho no âmbito de uma disciplina de graduação. A maior parte do trabalho ficou a cargo dos alunos (estamos seguindo uma forma simplificada de sala de aula invertida).

No entanto, para não deixá-los desamparados, eu estou fazendo algumas biografias também.

Por enquanto, eu vou publicar apenas os textos que eu escrevi. Mais adiante pretendo compartilhar o livro eletrônico que nós estamos elaborando em conjunto.

Por hoje, vou compartilhar com vocês a biografia de Joseph Black. Novos textos serão postados à medida que eu os produzir.

CAP13 – Joseph Black

Google homenageia Erwin Schrödinger com um doodle — 12/08/2013

Google homenageia Erwin Schrödinger com um doodle

Quem entrar no site http://google.com hoje (dia 12 de agosto de 2013) vai se deparar com o Doodle abaixo:

Imagem

Pra quem não sabe, Schrödinger é um dos pais da Mecânica Quântica (não, não é aquela coisa que pseudo-intelectuais como Jô Soares gostam de ficar arrotando na TV).

Ele, dentre outras coisas, deduziu matematicamente a equação de ondas, a qual permite estabelecer uma relação entre a energia de um sistema (pode ser uma molécula, por exemplo) e as ondas eletromagnéticas que o representam.

Nascido em Viena no ano de 1887, filho de um industrial e sua esposa anglo-austríaca, ele foi educado em casa quando criança e foi estudar física teórica na Universidade de Viena antes mesmo de prestar serviço militar voluntário, quando retornou à academia mais tarde para estudar física experimental.

Durante a primeira guerra mundial (blergh) ele interrompeu seus estudos antes que pudesse ser mandado de volta a Viena (em 1917) para ensinar em um curso de Meteologia.

Entretanto, tivemos que esperar até 1930 para que ele mudasse para sempre a face da física, foi quando ele produziu uma série de artigos no curto período de seis meses na área de física teórica.

Por volta de 1925, como professor de física na Universidade de Zurique e tirando férias nos Alpes, Schrödinger formulou uma equação de ondas que dava de forma acurada os níveis de energia de átomos. Ele formou, então, as bases do trabalho que o levaria a receber o prêmio Nobel de Física em 1933.

Nos anos subsequentes, ele repetidamente criticou as interpretações convencionais da mecânica quântica usando o paradoxo bem conhecido do “Gato de Schrödinger”. (por isso o gatinho no Doodle publicado pela Google hoje)

Esse experimento mental foi desenvolvido para ilustrar o que ele via como problema em torno da aplicação da clássica “interpretação de Copenhagen” da mecânica quântica aos objetos do cotidiano.

Outros trabalhos seus focaram-se em diferentes campos da Física, incluindo mecânica estatística, termodinâmica e teoria das cores.

No ano de 1944 ele escreveu um livro “What Is Life?”, no qual ele se voltou aos problemas da genética, dando um olhar mais próximo ao fenômeno da vida do ponto de vista da Física.

Ele faleceu em Viena em Janeiro de 1961 de tuberculose que afetou-o durante toda a sua vida. Foi enterrado na vila austríaca de Alpbach.

FONTE

Biografia de Louis Pasteur — 27/11/2012
200 anos do nascimento de Robert Bunsen — 31/03/2011

200 anos do nascimento de Robert Bunsen

 

Hoje fui fazer uma rápida consulta ao Google e me deparei com um doodle especial (doodle são aquelas firulas que a Google faz com o seu logotipo).

Segundo a Wikipedia, Robert Wilhelm Eberhard Bunsen nasceu em 30 de março de 1811 em Göttingen (mas pode ter nascido dia 31, também).
Faleceu em 16 de agosto de 1899.

Ele era um Químico alemão responsável por diversas descobertas e técnicas de laboratório, mas não foi o pai do queimador que leva o seu nome (os famosos bicos de Bunsen).

Como assim?

Bom, ele aperfeiçoou o equipamento em conjunto com seu assistente Peter Desaga, ambos trabalhavam no laboratório de Gustav Kirchhoff investigando emissões de luz em gases de diversas substâncias.

Bunsen inventou, também, um espectroscópio, que permitiu a ele e a Kirchhoff descobrir o elemento químico Hélio. Um dia, eles apontaram o sensor desse equipamento para um feixe de luz solar, o equipamento registrou uma série de linhas espectrais que não batiam com nenhum elemento químico conhecido até então. Logo, eles fizeram a suposição de que estavam perante um novo elemento.

Como o tal elemento foi descoberto no Sol, nada mais natural do que batizá-lo com o nome grego desse astro “heliós”.

 Só para dar uma explicação simplista, cada elemento químico emite uma série de comprimentos de onda ao ser aquecidos em uma chama.

Bunsen usava a chama do queimador que leva o seu nome para excitar átomos de um determinado elemento, depois ele capturava a luz emitida por ele com o seu espectroscópio e decompunha a luz colorida em diversos componentes (chamados de raias espectrais).

Cada elemento emite apenas um conjunto limitado de raias espectrais, e nenhum elemento repete as raias de outro.
A soma de todas as raias dá o que chamamos de “cor”.

Assim, uma amostra de sódio vai emitir uma luz amarela, uma amostra de cobre vai emitir uma luz verde, uma amostra de potássio uma bela cor lilás, e por aí vai.

Esse é o princípio que permite a criação dos belos fogos de artifício, sabiam?

Bom, o post é só para comemorar o aniversário desse brilhante cientista e eu já me estendi demais.

Aproveitem bem o dia!

Princípios de Química – Parte III: Átomos são como planetas? — 12/05/2010

Princípios de Química – Parte III: Átomos são como planetas?

Resolvi tirar a preguiça do corpo e escrever um pouco mais sobre as descobertas que fundamentaram a ciência moderna.

Claro que eu vou continuar falando sem grandes pretensões, a minha ideia é informar sem esquecer o aspecto lúdico que a ciência pode ter. E, sempre que possível, vou lançar mão de recursos online para fazer isso.

O último post que escrevi fazia uma indagação: “Átomos são como pudins?”

Pelo menos foi a conclusão a que chegou o Sr. Thomson.

Agora, vamos conversar um pouco mais sobre os desenvolvimentos que levaram os cientistas ao modelo planetário.

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Baeyer, o grande benfeitor das calças jeans — 25/02/2010

Baeyer, o grande benfeitor das calças jeans

No post anterior (clica aqui) eu falei do Bayer fundador da indústria química alemã que leva o seu sobrenome e associei ao cara que causou uma revolução na química orgânica.

Parece que eu me enganei um pouquinho, os dois caras foram importantes para a ciência, mas são pessoas diferentes.

O Bayer que fundou a companhia que inventou a aspirina é o Friedrich Bayer. O Bayer sobre o qual eu gostaria de falar nesse post é o Sr. Johann Friedrich Wilhelm Adolf von Baeyer.

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O nosso amigo conseguiu fazer a síntese de uma substância conhecida por azul índigo, ou indigo blue para os mais íntimos. Essa substância causou uma revolução na indústria química da época, pois até então o azul índigo só poderis ser obtido a partir da planta que só existia na Índia e, portanto, precisava ser importada.

Essa planta fornecia um corante natural, extremamente desejado pelas tecelagens da época, que produzia um azul muito intenso e admirado pelos consumidores de fios e tecidos tingidos.

O azul índigo era tão importante para as pessoas que foi um dos motivos que impulsionou o povo português a buscar novas rotas comerciais que permitissem chegar às Índias contornando o continente africano. Vasco da Gama foi um desses navegadores, e um dos que logrou sucesso.

Mas, voltando ao Sr. Bayer, ele descreveu a planta que produzia o azul índigo, obteve corantes a base de ftaleína, investigou poliacetilenos, sais de oxônio, compostos nitrosilados e derivados do ácido úrico. Também descobriu o ácido barbitúrico (que mais tarde daria origem a medicamentos psiquiátricos). Ele foi o primeiro químico a propor uma fórmula correta para o indol (uma substância ótima como adubo mas que tem um cheiro extremamente nauseante para nós humanos, visto que é uma das substâncias presente nas fezes).

Bayer também criou teorias de ligações químicas, auxiliando na compreensão das ligações triplas e nos compostos carbônicos cíclicos de aneis tensionados.

O Sr. Bayer descobriu em 1871 como sintetizar a fenolftaléina (quem já teve aulas experimentais de química conhece bem esse indicador, que de incolor passa a um rosa muito intenso em meio básico). Ele descobriu no mesmo ano como obter a fluoresceína, um composto químico que reage à luz e produz luz fluorescente (quem usa lentes de contato rígidas e faz revisão regularmente sempre recebe umas gotinhas dessa substância nos olhos e fica com o maior olhão de vampiro o/).

Em 1872 ele experimentou misturar fenol e formaldeído, quase antecipando a descoberta do polímero baquelite do Sr. Leo Baekeland.

Em 1881 a Royal Society of London agraciou-o com a medalha Davy pelo seu trabalho com o o azul índigo.

Em 1905 ele foi agraciado com o Prêmio Nobel de Química em reconhecimento aos seus serviços prestados para o avanço da Química Orgânica e da Indústria Química.

E se você usa uma bela calça jeans com aquela linda cor azul, não se esqueça de agradecer ao Sr. Bayer pelo seu trabalho pioneiro. Antes dele, era preciso colher muitos quilogramas de folhas da planta para poder tingir algumas peças de tecido.

FONTE (parcial): Wikipedia
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