94 elementos químicos podem ser encontrados na natureza, cada um deles desempenha um papel na vida humana, muito embora esse papel seja desconhecido por nós para alguns elementos.
Um novo projeto pretende desvendar a importância dos 94 elementos naturais na vida humana, com um vídeo para cada elemento.
Álcool isopropílico 70% (pode ser adquirido em farmácias)
Cuspe (saliva, se é que você me entende)
Procedimento Experimental:
Misture uma colher de sopa de sal de cozinha a 500 mL de água;
Mexa a mistura até que o sal dissolva completamente;
Transfira 3 colheres de sopa da solução salgada para um copo limpo
Faça um bochecho com a solução por cerca de 1 minuto;
Cuspa o resultado do seu bocheco de volta para o copo, suas células estarão nessa solução.
Adicione uma gota de detergente líquido à solução salina (aquela cheia de baba) e misture gentilmente SEM FORMAR ESPUMA!
Em um terceiro copo, misture 100 mL de álcool isopropílico com 3 gotas de corante alimentício;
Vire o conteúdo do copo contendo o álcool isopropílico no copo contendo suas células de tal forma que o álcool (colorido) forme uma camada na parte superior.
Aguarde por volta de 2 min e 30 s ou até que grumos e fios brancos se formem no fundo do copo.
Insira o bastão usado para agitar e remova-o suavemente, o fio branco que sairá junto com ele é formado pelo seu DNA.
Se você quiser, dá para fazer com banana ou outras frutas, desde que estejam bem esmagadas e que possam ser misturadas com os ingredientes acima mencionados.
<Dr Chatoff mode on>
O sal misturado à água serve para aumentar a pressão osmótica da solução e causar uma diferença de pressão entre os fluidos da sua saliva e os fluidos dentro das células da bocheca. Como a solução é mais concentrada, ela vai forçar o transporte de água do interior para o exterior das células (elas murcharão). Esse murchamento, aliado ao movimento mecânico promovido pelo bochecho vai fazer com que as células superficiais e desprendam e se misturem à solução salina.
As células “murchas” encontram as moléculas de detergente e, nesse processo, as paredes celulares (lipofílicas) serão dissolvidas pela cadeia carbônica do detergente e ficarão próximas do rompimento (facilitado pela retirada de água da célula por efeito osmótico).
O álcool isopropílico é um auxiliar importante no rompimento das células, pois também ajuda a dissolver as cadeias apolares das paredes celulares.
Após terem suas paredes celulares rompidas, as células liberam o material genético na solução salina. O DNA sofrerá uma coagulação, o que confere a aparência grumosa e esbranquiçada exibida no vídeo.
O corante só tem a função de servir de contraste entre a solução e o DNA.
Pessoal, peço que visualizem essa obra de arte dinâmica que é o vídeo divulgado pela NASA.
Trata-se de uma explosão solar capturada no dia 6 de Março de 2012.
Mais precisamente, a explosão solar X5.4 foi capturada pelo Solar Dyanamics Observatory (SDO) nos comprimentos de onda de 171 e 131 angstrom.
Uma das facetas mais dramáticas é a forma como toda a superfície do sol parece ondular com a força da erupção.
Este movimento vem de algo chamado ondas EIT – esse nome é devido ao fato de elas terem sido descobertas com o telescópio Extreme Ultraviolet Imaging Telescope (EIT) no Observatório Solar Heliosférico (SDO).
Como o SDO captura imagens a cada 12 segundos, ele foi capaz de mapear a evolução completa dessas ondas e de confirmar que elas podem viajar de um lado ao outro do Sol.
As ondas se movem a um milhão de milhas por hora, propagando-se de um lado ao outro do Sol em mais ou menos uma hora.
O filme mostra duas ondas distintas. A primeira parece se espalhar em todas as direções, a segunda é mais estreita, movendo-se em direção sudeste.
Tais ondas são associadas com, e talves desencadeiem, rápidas ejeções coronais em massa, então é provável que cada uma esteja conectada a uma de duas emissões de massa coronais que aconteceram em 6 de Março.
Daí fui pesquisar o link original e compartilho a tradução agora com vocês:
Notícia publicada no dia 24 de Fevereiro de 2012
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Pesquisadores australianos desenvolveram um modelo para resolver a origem dos nanodiamantes meteóricos, um quebra-cabeças cosmológico antigo. Seu trabalho pode também ter um impacto sobre um processo importante no planeta Terra: sintetizar diamantes artificiais.
Até recentemente, investigar a vida do universo em seus estágio iniciais era possível apenas através de espectroscopia. Pela observação da radiações antigas provenientes do espaço, os astrônomos podem efetivamente olhar para trás na história. Isso mudou no final dos anos 1980 quando nanodiamantes (minúsculas partículas de diamente de menos de 2 nm de tamanho obtidas a partir de meteoritos) mostraram conter isótopos nãp usuais de gases nobres que indicavam suas origens fora do nosso sistema solar.
‘Essas amostras foram realmente importantes porque foi a primeira vez que nós pudemos dizer “Isso realmente veio de fora do nosso sistema solar,”‘ disse Rhonda Stroud, que estuda nanodiamantes meteóricos no US Naval Research Laboratory em Washington.
Entretanto, desde a sua descoberta, os nanodiamentes têm confundido mais do que esclarecido, com a aparentemente conflitante evidência a respeito da sua idade e origem frustrar todas as tentativas de desenvolver um modelo realista para a formação dos nanodiamantes que se encaixe em todos os dados. Agora, Nigel Marks da Universidade Curtin em Perth, Australia, e seus colegas propuseram um novo modelo para a formação dos nanodiamantes, os quais eles acreditam oferecer a solução mais simples e óbvia.
Na figura, à medida que as “cebolas” colidem com a superfície, elas se transformarm em diamantes.
O modelo de Marks é baseado na colisão de “cebolas” de carbono – camadas concêntricas de moléculas de fulereno que podem ocorrer naturalmente no espaço. “Cebolas de carbono estão absolutamente em todos os lugares,” diz Marks, “em qualquer lugar que exista vapor de carbono, ele se resfria espontaneamente para formar essas estruturas concêntricas de cebola. O telescópio Spitzer tem mostrado que o espaço está cheio de fulerenos e eu ficaria tremendamente surpreso se ele não estivesse cheio dessas cebolas também. De fato, cebolas são mais fáceis de formar.” E à medida que elas se formam, as cebolas encapsulam outras espécies, fornecendo uma “explicação elegante para como os isótopos terminam capturados dentro dessas estruturas”. Quando essas cebolas colidem umas com as outras, ou com outros materiais, na velocidade adequada, a força do impacto faz com que ocorra uma transição de fase para a forma diamante.
Mark tropeçou na sua descoberta enquanto conduzia simulações computacionais para investigar anomalias estruturais em uma cobertura fina de carbono. “Nós rodamos muitas, muitas simulações,” disse Marks” e em boa parte dos casos nós observamos que se formou diamante. Nós descobrimos que esse grande enigma existia na astrofísica e quando nós procuramos as condições em nossas simulações, elas eram exatamente as encontradas no espaço.” Marks sugere que as condições ordinárias poderiam permitir a formação de nanodiamantes antes e durante a formação do nosso sistema solar, resolvendo a confusão relativa à evidência de idade dos nanodiamantes.
Rhonda Stroud diz que o modelo de Marks é bastante convincente mas pode não ser a única explicação. “Eu suspeito que existirão múltiplas origens, múltiplas populações de nanodiamantes e uma vez que nós possamos medi-las individualmente, nós estaremos aptos a distinguir os diamantes de diferentes origens”.
Stroud também nota que a identificação inequívoca da idade e origem de nanodiamantes específicos requerirá técnicas analíticas potentes que estão apenas começando a se tornar dispo níveis.
“O processo de transformação das cebolas de carbono por choque é bastante realista,” confirma Sasha Verchovsky da Open University, Reino Unido, que também trabalha nos cálculos do fenômeno dos nanodiamantes. “Será interessante fazer esse experimento para produzir nanodiamentes a partir de cebolas de carbono.”
Para Marks, a verificação experimental desse modelo e suas implicações para a ciência dos materiais são o aspecto mais interessante do seu trabalho. “Nós queremos agora criar aparatos que contenham apenas cebolas de carbono e então controlas suas colisões com superfícies,” diz ele. “O que será a peça fundamental de evidência … nós estamos aptos a fazer coisas que nós normalmente não fazemos com carbono … e se funcionar, nós teremos uma nova forma de produzir diamante.”
Referências
N Marks, M Lattemann and D McKenzie, Phys. Rev. Lett., 2012, 108, DOI:10.1103/PhysRevLett.108.075503
Bônus: vídeo com uma animação da simulação computacional
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