Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Nova reação bombástica do momento – Coca-cola + Cloreto de Cálcio — 26/04/2013

Nova reação bombástica do momento – Coca-cola + Cloreto de Cálcio

Ontem eu estava vasculhando a net em busca de postagens interessantes para o blog e me deparei com uma no blog do Samurai LOL.

Eis os dois vídeos que encontrei no site deles.

Vídeo 1:

Vídeo 2:

E o anúncio diz que a reação é entre coca-cola e cloro.

OK, podemos dizer que é isso, mas é uma informação incompleta.

Qual a reação que acontece nos dois vídeos?

Após algumas rápidas pesquisas, detectei a seguinte reação:

CaCl2(s) + H3PO4(aq) –> Ca3(PO4)2(aq) + HCl(g) + CALOR

A Coca-Cola contém quantidades apreciáveis de ácido fosfórico a fim de manter o pH em uma faixa constante (tampão).

Acontece que o pessoal do vídeo adiciona o tal cloreto de cálcio, usado na limpeza e desinfecção de águas (principalmente de piscinas) a um recipiente com a bebida nº 1 do Tio Sam.

O que se segue é uma reação exotérmica (que libera calor) e produz gás clorídrico (ou ácido clorídrico misturado com a forma gasosa dele).

Eu desconfio que a reação produza também gás cloro (Cl2).

Bom, o fato é que esse gás produzido está em uma temperatura elevada e, juntando-se a ele temos o dióxido de carbono e o açúcar do refrigerante) e em alguns segundos ocorre uma expansão gasosa irreversível.

Quando confinamos substâncias que reagem entre si com produção de calor e de gases, a tendência é que aconteça uma explosão.

E é justamente o que vemos no segundo vídeo, uma garrafa PET é vítima do poder explosivo e destrutivo da reação entre o cloreto de cálcio e a coca da boa.

Não preciso nem dizer que vocês não devem realizar essa reação em locais fechados, né? Os gases formados são muito tóxicos e corrosivos e podem causar a morte por asfixia em quem resolver respirá-los.

Então, se você achou o experimento legal, NUNCA REPRODUZA-O EM UMA SALA FECHADA.

Vá para um pátio bem amplo, um campo, ou qualquer lugar que possa sugar os vapores tóxicos gerados.

Ah, e mantenha crianças e animais domésticos afastados do local do experimento.

Tudo pelo bem da ciência.

Ah, como bônus, um terceiro vídeo monstrando o experimento pra vocês.

Experimento MacGyver do dia – vela de manteiga — 23/02/2013

Experimento MacGyver do dia – vela de manteiga

É isso aí, manteiga, aquela mesma de passar no pão.

Criatividade é algo, né?

Na falta de uma vela de sebo ou de parafina e usando apenas um tablete de manteiga, um palito de churrasco e um guardanapo de limpar a boca, dá para construir uma vela que pode durar até 4 horas.

Explicando o procedimento experimental:

  • Corte o tablete de manteiga;
  • com a ajuda do palito de churrasco, faça um furo até o fundo do tablete de manteiga;
  • corte um pedaço de guardanapo de papel e enrole-o como se fosse um pavio;
  • dobre em dois o “pavio” de papel formando um “V”;
  • o “V” formado deve ser desigual, pois ele será enfiado no buraco do tablete de manteiga e uma parte deve ficar para fora da manteiga;
  • enfie o pavio na manteiga com o auxílio do palito;
  • esfregue na manteiga a parte do pavio que ficou para fora;
  • acenda o pavio com um palito de fósforo ou isqueiro;
  • coloque a vela em um frasco de vidro para que a chama seja estável.

Boa diversão na próxima queda no fornecimento de energia elétrica! 

 

Como produzir gelo seco em casa — 18/02/2013

Como produzir gelo seco em casa

Extintor_co2Extintor-co2

Ingredientes:

  • 1 fronha ou um saco de pano
  • 1 extintor de incêndio de gás carbônico (para incêndios classe B e C)

Modo de fazer:

Simplesmente coloque a mangueira do extintor dentro da fronha ou saco e acione o extintor.

Ou assista ao vídeo abaixo para entender melhor o processo:

A passagem do gás carbônico do estado gasoso para o sólido neste experimento pode ser explicado com base no efeito Joule-Thomson.

Como o gás está sendo expelido de dentro do cilindro do extintor de incêndio a uma velocidade muito alta e com uma grande variação de pressão, considera-se que ele está realizando uma expansão livre  (irreversível, sem troca de calor e sem produção de trabalho).

Nesse caso, a energia interna (ou total) permanece constante.

Quando o gás expande-se, a distância média entre as moléculas aumenta e, consequentemente, as forças de atração passam a superar as forças de repulsão (as de repulsão têm um alcance bem menor que as de atração).

Com a expansão, ocorre um aumento na energia potencial. Só que a energia interna nesse caso permanece constante e, para que a energia potencial aumente, é necessário que a energia cinética diminua a fim de manter a energia total (ou interna) inalterada.

A temperatura está intimamente ligada à energia cinética média do sistema, e como ela diminui para respeitar a conservação de energia, significa que a temperatura média do sistema também diminui.

 

Vi o vídeo aqui ó!

 

NOTA: Recomenda-se adquirir um extintor que se destine apenas a essa finalidade.

O uso de extintores de uso comum (da escola, do condomínio, da universidade, do clube, etc) pode acarretar em falhas de segurança gravíssima. Se você usar um extintor de um dos locais anteriormente citados e não realizar a recarga do mesmo, você pode estar deixando a área que ele deveria proteger vulnerável m em casos de incêndios reais. 

Experimento da bolha de sabão gigante — 06/02/2013

Experimento da bolha de sabão gigante

O usuário do youtube brusspup tem um canal muito interessante, no qual exibe vídeos de experimentos variados.

Vão desde ilusões de ótica (recomendo que assistam, são muito bons) até experimentos científicos divertidos.

O experimento que apresento abaixo é muito bonito e simples de realizar (se você tiver acesso a algumas pedras de gelo seco – gás carbônico no estado sólido, para os íntimos).

Em uma tigela, ele coloca o gelo seco e água. Isso faz com que o dióxido de carbono (ou gás carbônico) mude para o estado gasoso velozmente.

Em outro pote, ele faz uma mistura de água, detergente líquido e glicerina .

Com um pedaço de tecido molhado na solução de sabão, uma película é formada na vasilha em que o gás carbônico está sendo exalado.

Lentamente, a pressão gasosa no interior da película de sabão vai aumentando e uma bolha de sabão se forma.

Graças ao fenômeno da tensão superficial (potencializado pela glicerina presente na solução saponácea), a bolha de sabão é mais resistente que o normal e a bolha consegue crescer bastante antes que ocorra o rompimento.

O resultado? Diversão sem fim para crianças de todas as idades (dos 0 aos 90 anos, para ser mais exato).

O domador de macarrões — 06/11/2012

O domador de macarrões

Incrível o que eletricidade estática, alguns pedaços de macarrão seco e um pouco de criatividade podem fazer. 😉

Bolhas de sabão eletrizadas — 05/10/2012

Bolhas de sabão eletrizadas

Uma bolha de sabão é soprada sobre uma folha de acetato (a famosa "transparência", usada nos antigos retroprojetores).

Então, um balão que foi carregado eletricamente por atrito é aproximado da bolha.

É bem interessante ver a bolha se deformar na direção do balão.

A segunda parte do experimento é muito mais interessante.

Uma segunda bolha é soprada por dentro da primeira.

O balão eletricamente carregado é novamente aproximado das bolhas.

A bolha externa (maior) deforma-se da mesma maneira. A bolha interna (menor) sequer se move.

Qual a razão disso?

Ora, a superfície da bolha é uma excelente aproximação de uma casca esférica com cargas elétricas simetricamente distribuídas. 

Graças à Física (Lei de Gauss), sabemos que essa distribuição esfericamente simétrica de cargas gera um campo elétrico nulo no interior da casca.

E é o que podemos comprovar ao observar que a bolha interna não sofre nenhuma atração pelas cargas elétricas do balão atritado.

Eu nunca tinha pensado nisso, mas é um excelente experimento para explicar a gaiola de Faraday, a não ser que eu esteja muito enganado.

O poder de uma expansão irreversível — 24/09/2012

O poder de uma expansão irreversível

O Professor resolveu demonstrar conceitos como calor e trabalho de uma forma bem prática.

O que ele fez?

Pegou um frasco de nitrogênio líquido, colocou em uma garrafa PET e fechou bem a tampa. (maluco, só pode ser)

Largou a garrafa em uma cesta de lixo e tocou 1500 bolinhas de ping-pong (não, eu não escrevo pingue-pongue, isso é coisa de hipster)

O nitrogênio líquido não aguenta muito tempo como líquido na temperatura ambiente. Ele absorve calor da vizinhança e se transforma rapidamente em gás.

Todo gás ocupa muito espaço, geralmente a variação de volume do estado líquido para o gasoso é muito grande.

Agora, imagine esse gás tentando se expandir dentro de uma inocente garrafa plástica!

Imaginou? Pois é, ela não vai ter espaço.

Como se trata de uma garrafa plástica, ela vai se deformar sob ação do gás em expansão.

Até que a coitada explode e permite ao gás se expandir livremente.

A grande sacada do professor do vídeo foi colocar as1500 bolinhas de ping-pong no caminho do gás em expansão.

Resultado? Um show que os alunos dele jamais vão esquecer!

 

Aula de química explosiva — 12/07/2012

Aula de química explosiva

É, definitivamente, eese é o meu tipo preferido de aula de Química.

O legal é que o professor só se afasta um pouquinho quando algo realmente explosivo vai acontecer.

É como o pessoal da internet costuma dizer: And not a single fuck was given that day!

Vi o vídeo no 9GAG.

 

A dança da naftalina — 26/12/2011

A dança da naftalina

Minha equipe do PIBID/CAPES/UNIFRA/Química criou esse vídeo que posto na sequência.

Ficou tão legal que resolvi fazer propaganda do trabalho da galera que trabalha comigo na Escola Estadual de Ensino Médio Dr Walter Jobim (Santa Maria).

Quem quiser entender um pouco como funciona a dança da naftalina, veja esses dois posts antigos do meu blog: 

É mais ou menos o mesmo princípio.

O vinagre e o bicarbonato de sódio reagem e gás carbônico é produzido.

O gás carbônico fica dissolvido na água e aglutina-se na superfície rugosa e porosa da naftalina.

Quando uma quantidade apreciável de gás prendeu-se à superfície da naftalina, sua densidade diminui o suficiente para que ela suba até a superfície da água.

Ao chegar na superfície da água e entrar em contato com a atmosfera, as bolhas de gás desprendem-se e a naftalina experimenta um aumento na sua densidade, o que faz com que ela volte ao fundo.

Essa “dança”, esse subir e descer vai acontecer enquanto houver gás dissolvido na água.

Ah, aproveitem para conhecer o blog do PIBID/UNIFRA.

Afinal, já que me dá trabalho mantê-lo, vamos divulgar, né?

 

Faça sua própria pedra alienígena de Marte — 24/12/2011

Faça sua própria pedra alienígena de Marte

Antes de mais nada, assista ao impressionante vídeo abaixo:

Quer saber do que se trata?

Então, continue lendo na sequência do post.

Continuar lendo