A princípio, botulina não é uma molécula que a gente possa sair por aí chamando de “molécula”, isso porque ela é uma proteína e é muito maior do que nós químicos costumamos chamar por esse nome.
Uma proteína é um agregado de vááááários aminoácidos ligados entre si por uma ligação pepítidica (ligação Carbono-Nitorgênio).
As proteínas costumam apresentar quatro tipos de estrutura, veja na figura abaixo:
A estrutura primária diz respeito à sequência de aminoácidos que compõem a proteína, a secundária diz respeito ao tipo de disposição espacial da sequência de aminoácidos (pode ser alfa-hélice ou folha-beta), a terciária diz respeito ao enrolamento das fitas no espaço (digamos que isso é a forma externa da proteína) e a quaternária diz respeito ao arranjo de uma ou mais unidades protéicas que se associam para formar algo bem complexo.
Dei essas explicações iniciais para que vocês entendam porque a botulina não tem um nome químico mais rigoroso.
Ela é uma toxina altamente altamente perigosa, proveniente da bactéria Clostridium Botulinum, sob condições ideais (10ºC e ausência de oxigênio) ela se reproduz e libera seis tipos diferentes da toxina, sendo a forma A a mais eficaz e duradoura.
O que eu vou escrever na sequência merece um <Dr. Chatoff mode on>. Se você quiser continuar a ler, clique no link a seguir.
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