Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Água em contato com superfícies hidrofóbicas apresenta comportamentos estranhos — 27/07/2014

Água em contato com superfícies hidrofóbicas apresenta comportamentos estranhos

O vídeo não está aí para explicar nada sobre o comportamento estranho da água em superfícies super-hidrofóbicas.

O comportamento dela é tão diferente e fora do senso comum que vale a pena assistir ao vídeo apenas por deleite.

Para mais postagens relacionadas ao tema, clique AQUI ou AQUI (ah, clica nos dois).

FONTE

Descubra em que país cada elemento químico foi descoberto — 16/07/2014

Descubra em que país cada elemento químico foi descoberto

Em alguns casos o “descoberto” significa que ele foi sintetizado, pois muitos elementos químicos pesados são instáveis e sofrem diversos tipos de decaimentos radioativos…

tabela periódica mundi

Vi no Google Science Fair (via Revista Info no Facebook).

Palestra: Atividades com TIC para o ensino de química e ciências —

Palestra: Atividades com TIC para o ensino de química e ciências

Estive ontem no Campus Dom Pedrito da UNIPAMPA a convite dos Acadêmicos dos Cursos de Licenciatura em Ciências da Natureza e Licenciatura em Educação no Campo.

Agradeço a recepção e o acolhimento de todos os acadêmicos e dos professores, foi bem legal conhecê-los e logo estarei de volta para trocar mais experiências.

Como citei durante a minha fala, eu costumo deixar o material da palestra online, e aqui estou eu cumprindo a promessa.

Aos demais leitores do blog, sintam-se à vontade para baixar e usar o material.

Abraços digitais!

 

Truques legais para fazer com água tônica — 03/07/2014

Truques legais para fazer com água tônica

Nesse post aqui, eu falei sobre como criar bolhas de sabão fantasmagóricas usando tinta de caneta marca-texto.

Também falei que era possível usar apenas água tônica. Pois bem, no post de hoje eu vou mostrar como se pode alguns truques legais usando a água tônica.

Mais sobre a quinina na sequência do post:

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Molécula do dia – Solvente Azul 36 — 02/07/2014

Molécula do dia – Solvente Azul 36

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Nomezinho estranho, não?

Pois é, essa molécula também atende pelo simpático nome IUPAC 1,4-bis[(propan-2-il)amino]-9,10-dihidroantracen-9,10-diona.

Essa molécula tem uma forte relação com a data que se aproxima, a saber, a comemoração da independência dos Estados Unidos da América (lar dos bravos, terra da liberdade, blablabla).

Lá é costume soltar muitos fogos de artifício durante o dia, tudo em nome do civismo e do amor ao país. E convém que os fogos sejam das cores da bandeira americana: azul e vermelho.

As cores dos fogos de artifício são produzidas predominantemente por sais dos íons metálicos de estrôncio e lítio (vermelho), cobre (azul) e bário (verde). Mas eles podem ainda conter substâncias orgânicas que colorem a fumaça produzida na explosão.

Dentre os compostos orgânicos utilizados está o Solvente Azul 36, ou óleo azul A, azul AP, dentre outros nomes nada comuns. A molécula é um corante derivado da antraquinona quem também é usado em resinas de poli(estireno) e em resinas acrílias, bem como em líquidos (óleos e tintas).

Ele confere à fumaça dos fogos uma coloração azulácea-violácea. Outra molécula similar, o Solvente Azul 35 tem uma n-butila ao invés de uma propila e é também usada para colorir fumaça.

Segue a fórmula do Solvente Azul 36 e, em seguida, a do Solvente Azul 35.

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Regata Termodinâmica – uma proposta de ensino de Físico-Química através de projetos — 17/06/2014

Regata Termodinâmica – uma proposta de ensino de Físico-Química através de projetos

Galera, estou escrevendo esse post para divulgar o trabalho de um colega, o Prof Dr Jones de Andrade da UFRN.

E do que se trata o trabalho proposto pelo Prof Jones?

Simples! Dentro de uma disciplina de Físico-Química tradicional para o curso de Licenciatura em Química (edit: a turma também tinha alunos de bacharelado e de química do petróleo), o professor sugeriu aos alunos que uma parte da nota fosse obtida através do planejamento, elaboração, construção e testagem de um barco movido a motor de explosão combustão.

O barco deveria ser capaz de atravessar um laguinho artificial, que existe na reitoria da universidade, apenas com a propulsão gerada pelo motor.

Os barcos deveriam ser construídos com material caseiro, não podiam ser comprados já prontos e o relatório contendo todos os cálculos termodinâmicos dos ciclos inerentes a cada tipo de motor deveria ser feito em vídeo.

Para isso, o Prof lançou mão das TIC (sigla para Tecnologias da Informação e Comunicação), criando um canal no YOUTUBE para hospedar os relatórios em vídeo e o teste dos barcos no lago da reitoria.

É esse canal que eu quero divulgar aqui, o REGATA TERMODINÂMICA.

Para deixar um gostinho do trabalho desenvolvido pelo professor e seus alunos, vou colocar aqui o vídeo de um barco movido a motor de combustão (ciclo de Stirling) cujo nome de batismo foi Fuleco. 🙂

Aqui o vídeo da travessia:

Aqui o vídeo do relatório, contendo todos os cálculos e detalhes técnicos:

Claro que esse não foi o único objetivo do projeto, resoluções de exercícios de Físico-Química SEM CALCULADORA e com tutoria do professor também fizeram parte das atividades da disciplina.

A ideia por trás dessa iniciativa era melhorar as habilidades matemáticas dos alunos, que normalmente chegam com dificuldades para realizar cálculos nas disciplinas de graduação. O estímulo para resolver os exercícios era, mais uma vez, uma parcela da nota total.

O legal, pelo que pude observar nos vídeos, é que os alunos lançaram mão de várias tecnologias para a elaboração dos mesmos. Como a disciplina não é de TIC, mas sim de Físico-Química, ela não se limitou a provocar a aprendizagem apenas de conteúdos teóricos, mas proporcionou também a oportunidade de explorar as TIC na elaboração de material didático digital (eu vi que usaram até screencasts ali).

E quem lê o blog ou acompanha a página no facebook sabe o quanto eu gosto de utilizar as TIC na elaboração de material didático e também para facilitar a aprendizagem.

Resta dar os parabéns ao Prof Jones e aos seus corajosos alunos que aceitaram embarcar nessa jornada.

Live long and prosper! \/

 

 

Adoçante artificial também funciona como inseticida — 13/06/2014

Adoçante artificial também funciona como inseticida

Em um recente artigo publicado no periódico PLOS One são informados os resultados de uma pesquisa realizada com moscas-da-fruta (Drosophila melanogaster) e seis adoçantes comuns no mercado norte-estadunidense.

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Dos seis adoçantes testados, um deles mostrou-se eficaz como inseticida.

Sabendo-se que o ciclo de vida da mosca vai de 45 a 60 dias de duração, os cientistas geraram (não sei o termo biológico mais adequado, então vai “geraram” mesmo) moscas em tubos contendo os tais adoçantes.

Em um tubo, contendo um dos adoçantes mais vendidos nos EUA e conhecido pelo nome comercial de Truvia, as moscas viveram por 5,8 dias (em média).

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Investigações posteriores determinaram que o responsável por essa mortandade de moscas foi causada por um dos ingredientes presente no adoçante Truvia (cuja base é a Stevia) e ausente nos demais, a molécula conhecida pelo nome de eritritol.

A presença dessa substância no meio faz com que as moscas tornem-se incapazes de locomover adequadamente, ou seja, produz efeitos no sistema motor dos insetos.

O eritritol é um aditivo alimentar autorizado pelo FDA e, portanto, não apresenta riscos aos humanos (até que se prove o contrário).

Do ponto de vista químico (já que este é um blog de química), pode-se dizer sobre o eritritol:

  • Nome IUPAC: (2R,3S)-1,2,3,4-Butanotetrol
  • Massa molar: 122,119797 g/mol
  • Fórmula estrutural plana:

eritritol

 

  • Aparência física: cristais brancos (não inalar)
  • Ponto de fusão: 118-120ºC
  • Solubilidade: 0,1 g/mL
  • Dados adicionais: CHEMSPIDER

Ah, só para constar, essa pesquisa nasceu de um projeto de feira de ciências. É legal estimular a curiosidade pelas ciências nas crianças, pois mesmo projetos simples podem produzir novos cientistas, tão necessários à nossa sociedade cada vez menos pensante.

Fontes: 1, 2

Alternativas digitais para o ensino de Química – Palestra na UFFS — 06/06/2014

Alternativas digitais para o ensino de Química – Palestra na UFFS

Bom, aí vai mais um material que produzi para uma palestra sobre Alternativas metodológicas para qualificar o ensino de Química.

Dessa vez foi na minha antiga instituição, a UFFS da cidade de Cerro Largo no RS.

Como prometido aos presentes, eis a apresentação para apreciação e download.

Peço desculpas pela formatação apressada da mesma. 😀

Bolhas de sabão fantasmagóricas — 04/06/2014

Bolhas de sabão fantasmagóricas

E aí, que tal aprender a fazer umas bolas de sabão assustadoramente divertidas?

É difícil? Claaaaro que não!

Primeiro, assista ao vídeo abaixo. Depois darei a receita e algumas explicações.

Você só vai precisar da tradicional mistura composta por sabão líquido, água e xarope de glicose (o famoso Karo aqui no Brasil).

O ingrediente que torna as bolhas em bolhas-fantasma é um líquido preparado a partir de canetas marca-texto (a cor amarela é a melhor) e álcool. Ah, após soprar sua bolha, de preferência no escuro, arranje uma lâmpada de luz negra ou um led que emita radiação ultravioleta e aponte para as bolhas, você vai observar um efeito similar ao do vídeo.

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Fiquem agora com a explicação (quase) científica na sequência do post.

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Hélio líquido, um fluido muito estranho — 21/05/2014

Hélio líquido, um fluido muito estranho

O gás Hélio é muito conhecido por sua utilização em balões festivos e por deixar com voz de pato quem o traga (graças à velocidade de propagação do som diferenciada nesse meio).

Mas ele também é usado na forma líquida como refrigerante de dispositivos médicos e de instrumentos científicos.

O que é menos sabido é que ele possui dois diferentes estados líquidos, um dos quais é beeeemmm estranho.

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O estado líquido I do Hélio ocorre entre 2,18 K e 4,22 K (entre -270,97ºC e -268,93ºC). Nesse estado ele é quase invisível, os cientistas precisam fazer objetos flutuarem sobre ele para saber onde se encontra a superfície do líquido.
Isso porque esse estado é ao mesmo tempo transparente e ligeiramente mais leve que o vácuo ou a atmosfera terrestre.
Entretanto, quando ele atinge temperaturas próximas a 2.18 K que as coisas começam a ficar realmente estranhas. Esse vídeo da BBC dá uma boa ideia:
Para compreender o que está acontecendo é necessário dar-se conta que todos os fluidos que nós conhecemos possuem viscosidade. As partículas no interior do fluido interagem (podemos usar a palavra “raspar”) com as outras enquanto fluem, criando fricção.
Algumas vezes a viscosidade é óbvia, tal como observado no mel. Com a água, nós mal conseguimos observá-la, o que não significa que a água não seja viscosa, só que muito menos que outros líquidos.
Entretanto, um “superfluido” não possui viscosidade alguma. Não se trata de apenas um pouco de viscosidade, mas sim de absolutamente nenhuma viscosidade.
O estado líquido II do Hélio contém uma mistura de material superfluido e não-superfluido.  Inteiramente livre de forças friccionais o Hélio II escala as paredes, passa através de orifícios que bloqueiam o avanço do Hélio I, e conduz calor um milhão de vezes melhor que o Hélio I e centenas de vezes mais facilmente que elementos químicos metálicos.
Ah, e eu já falei que ele produz uma fonte “sem fim”?
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Para saber mais sobre o Hélio, continue a ler o post.

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