Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Molécula do dia – Ibuprofeno — 20/03/2010

Molécula do dia – Ibuprofeno

Ibuprofeno, seu nome vem da nomenclatura química ácido iso-butil-propanoico-fenólico.

É um composto não-esteroide anti-inflamatório originalmente comercializado no mercado como Nurofeno e desde então sob várias outras marcas comerciais.

É usado para o alívio de sintomas de artrite, dismenorreia primária, febre, e como um analgésico, especialmente onde existe um componente nflamatório. 

O ibuprofeno é conhecido por apresentar um efeito de espessamento do sangue, embora seja relativamente leve e de curta duração quando comparado a outras drogas com efeito similar.

História

O ibuprofeno foi desenvolvido pela divisão de pesquisa da Boots Group na década de 1960. Seu descobridos foi Stewart Adams, juntamento com os colegas John NIcholson e Colin Burrows. Sua patente foi registrada no ano de 1961. A droga foi lançada como adequada para o tratamento de artrite reumatoide no Reino Unido em 1969, e nos EUA em 1974.

Dr. Adams testou sua droga durante uma ressaca (deve ter bebido pouco, né?). Recebeu um prêmio em 1987 por sua descoberta, e a empresa para a qual ele trabalhava recebeu o Queen’s Award For Technical Achievement no mesmo ano.

Acredita-se que a droga iniba a ciclooxigenase (COX), inibindo assim a síntese da prostaglandina. 

O nome IUPAC da molécula é: ácido (RS)-2-(4-(2-metilpropil)fenil)propanoico.

Estereoquímica

Ibuprofeno, assim como outros derivados 2-arilpropionatos (incluindo cetoprofeno, flurbiprofeno, naproxeno, etc), contém um carbono quiral na posição Î±, com o potencial para diferentes efeitos biológicos na molécula de propionato. Existem dois possíveis enantiômeros para o ibuprofeno, cada enantiômero tem diferentes atividades biológicas e metabólicas. De fato, verificou-se que o (S)-(+)-ibuprofeno (d-ibuprofeno) é a forma ativa do medicamento. Assim, houve uma melhora no processo produtivo do fármaco a fim de produzir um medicamento que contivesse apenas o enantiômero ativo, culminando com o lançamento do naproxeno. No entanto, devido ao alto custo de produção de um enantiômero único, descobriu-se que existe uma enzima do tipo isomerase (2-arilpropionil-CoA epimerase) que converte o (R)-ibuprofeno à forma ativa (S)-ibuprofeno. Assim, muitas formulações de ibuprofeno são vendidas como misturas racêmicas.

Nomes comerciais

Advil, Brufen, Dorival, Espidifen (Espanha), Herron Blue, Panafen, Motrin, Nuprin, Burana, IbuHEXAL, Ibusal e Ibumax (Finlândia), Dolormin ou Nurofen (Alemanha), Ipren ou Ibumetin (Dinamarca e Suécia), Ibuprom (Polônia), Fenpaed ou Nurofen (Irlanda) e (Reino Unido), Moment (Itália), Ibux (Noruega), Ibalgin (República Tcheca), Bupuren (Coreia do Sul), Alivium, AdvilDalsy (Brasil), Neofen (Croácia), Nurofen (Turquia), Algofren (Grécia) e Eve (Japão))


Fonte: World of Molecules (Ibuprofen)

Proton Don – Jogo de Tabela Periodica —

Proton Don – Jogo de Tabela Periodica

Encontrei esse joguinho e gostei, é simples e auxilia no aprendizado da tabela periodica.

Chama-se “Proton Don”, e tem um simpático ratinho como apresentador das atividades.

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É possível jogar de duas maneiras:

1. O nome do elemento é fornecido e você tem que clicar na posição que ele ocupa na tabela periodica;

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2. Um símbolo químico é fornecido e você tem que escrever o nome correto dele (em inglês, é facim, facim).

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Cada uma dessas duas atividades conta com três níveis de dificuldade:

Most Common Elements (fácil), Common Elements (médio) e All Elements (difícil).

Visite o site do jogo e divirta-se por alguns minutos, tenho certeza que você aprenderá finalmente onde fica cada elemento, e ainda pode aproveitar para memorizar os nomes deles em inglês. 😛

Tabela Periodica dos Games — 18/03/2010

Tabela Periodica dos Games

Achei no Sedentário & Hiperativo uma tabela periodica com vááááários personagens de video-game no lugar dos elementos químicos.

Eu tinha postado isso em um outro blog que tentei manter antes desse, mas resolvi me auto-plagiar novamente a fim de trazer essa pérola para vocês.

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Pena que, em dia de prova, eu não posso aceitar uma tabela periodica dessas, hehehehe.
NASA encontra vida a 200 m de profundidade na Antártida — 17/03/2010

NASA encontra vida a 200 m de profundidade na Antártida

É isso mesmo, há vida no gelo, mesmo em um local tão ermo quanto o gelo polar.

A vida realmente desafia a compreensão humana.

Essa descoberta é para quem pensa que a vida é um simples amontoado de reações químicas casuais, e isso não é discurso religioso.

O que levaria um ser a escolher um local tão inóspito para viver? 

O crustáceo  Lyssianasid amphipod  é semelhante a um camarão e mede cerca de 8 cm Foto: EFE

Divirtam-se com o vídeo da descoberta do pequeno crustáceo de 8 cm, batizado de Lyssianasid amphipod.

Encontre livros de graça na net —

Encontre livros de graça na net

Está precisando de um livro que não existe na sua biblioteca?

O livro é muito caro e você não tem dinheiro para comprar um na amazon.com?

Que tal dar uma passadinha no http://www.ebdb.net/?

O site permite encontrar livros escaneados em diversas línguas, mas a maioria dos livros está no bom e velho idioma bretão (tá, não é lá muito dentro da lei brasileira, mas é perfeitamente legal pela lei russa). 😛

Então, antes de pensar em gastar uma grana preta em um livro que você não conhece, dê uma passadinha no site e avalie o livro antes da compra. (cof, cof)
Science Museum — 16/03/2010

Science Museum

Quer conhecer um museu de Ciências e não sabe como? Não tem um museu na sua cidade?

Que tal visitar um sem precisar viajar para longe? Como? Usando a internet!

Acessando o site http://www.sciencemuseum.org.uk/onlinestuff.aspx é possível conhecer o Museu de Ciências Virtual de Londres.

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Tem uma porção de seções bacanas para acessar e aprender ciências no conforto do lar.

Selecionei uma seção bem legal para sugerir para vocês: Trata-se de uma parte do site que conta a história da Ciência e Tecnologia.

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Ali dá para aprender um pouco mais, por exemplo, sobre as ampolas de Crookes, sobre as quais eu falei em um post anterior aqui no blog.

Gaste um par de horas do seu tempo visitando o site, garanto que não vai ser tempo perdido.
Tabela periódica em video —

Tabela periódica em video

Quer aprender um pouco mais sobre os elementos químicos, de uma forma divertida e moderna,  e ainda aproveitar para aprender um pouquinho de inglês?

Que tal experimentar a Tabela Periodica em vídeo?

Acessando esse link você poderá matar sua curiosidade sobre os elementos químicos.

Alguns vídeos contam com uma legenda em italiano, português ou espanhol, o que ajuda um pouco na compreensão do que os gringos falam (para quem não domina o idioma bretão).

O que você está esperando? Dê um pulo lá e divirta-se com as impagáveis figuras que apresentam os elementos químicos.

Corantes artificiais, esses desconhecidos — 15/03/2010

Corantes artificiais, esses desconhecidos

Quem aí nunca ficou curioso para saber o que são aqueles códigos estranhos ao ler o rótulo de um produto alimentício?

O que é um C.I? E o que é um C.II? Sem falar nos C.III, C.IV e C.V!

Eu fiz uma pesquisa rápida e descobri uns links interessantes para vocês, vou resumir o resultado das minhas buscas a seguir.

Os códigos C.X representam a classe do corante.

  • C.I = corantes naturais
  • C.II = corantes artificiais
  • C.III = corantes sintéticos idênticos aos naturais
  • C.IV = corantes inorgânicos
  • C.V = corantes caramelo
Vou me restringir apenas aos corantes artificiais, por ora.

No Brasil, apenas alguns corantes artificiais são permitidos por lei.

São eles:

  • Tartrazina
  • Amarelo Crespúsculo (nada a ver com os vampiros que brilham no escuro)
  • Amaranto
  • Ponceau 4R
  • Vermelho 40
  • Eritrosina
  • Azul Indigotina
  • Azul Brilhante 
  • ——————————————-
  • Verde Rápido
  • Azul Patente V
  • Azorrubina

Vou mostrar para vocês a estrutura, o código do internacional e a cor que os corantes acima produzem

A Tartrazina é conhecida pelo código E102 ou C.I. 19140, sua estrutura é a seguinte:

Seu nome IUPAC é (4E)-5-oxo-1-(4-fenilssulfonato)-4-[(4-fenilssulfonato)hidrazono]-3-pirazolcarboxilato trissódico 

A cor? Amarela!

Amarelo Crepúsculo, também conhecido como E110, Amarelo 6 ou C.I. 15985. Possui a estrutura abaixo:

Seu nome IUPAC é  6-hidroxi-5-[(4-sulfofenil)azo]-2-naftalenossulfonato dissódico
Sua cor é o amarelo-alaranjado.

Amaranto, conhecido como E123, Vermelho 2, Vermelho Ácido 27 ou C.I. 16185. Nos EUA, ele foi banido em 1976, por suspeitas de ser carcinogênico. Possui a seguinte estrutura:

Seu nome IUPAC é (4E)-3-oxo-4-[(4-sulfonato-1-naftil)hidrazono]naftaleno-2,7-dissulfonato.

A cor produzida por ele é um vermelho-escuro tendendo ao púrpura.

Ponceau 4R, também conhecido como C.I. 16255 ou Vermelho Cochineal A, C.I. Vermelho Ácido 18, Escarlate Brilhante 4R ou E124. 

É um corante do tipo azo, cuja estrutura é exibida abaixo:

Seu nome IUPAC é (8Z)-7-oxo-8[(4-sulfonaftalen-1-il)hidrazinilideno]naftaleno-1,3-dissulfonato trissódico.

A cor produzida por ele é vermelha.

Vermelho 40, conhecido também como Vermelho Allura, Vermelho Alimentício 17, C.I. 16035 ou E129.

Nome IUPAC 6-hidroxi-5-((2-metóxi-5-metil-4-sulfofenil)azo)-2-naftaleno-sulfonato dissódico.

A cor produzida por ele é um vermelho parecido com o do morango.

A Eritrosina, conhecida também pelo nome de Vermelho número 3, é um corante de cor vermelho-cereja.

Sua estrutura é a seguinte:

 

A eritrosina é um sal dissódico da 2,4,5,7,-tetraiodofluoresceína. Nome IUPAC 2-(6-hidroxi-2,4,5,7,-tetraiodo-3-oxo-xanten-9-il) ácido benzoico.

O azul indignotina (indigotine), é o mesmo corante conhecido por Indigo Blue (o mesmo do Sr. Baeyer, aquela das calças jeans).

Também conhecido por Azul número 2 ou E132.

O nome IUPAC do corante Indigotina é 2,2′-Bis(2,3-dihidro-3-oxoindolilideno).

E, por último, temos o Azul Brilhante FCF. Também conhecido pelo nome de Azul número 1, Azul Ácido 9 ou E133. Ele pode ser combinado com a tartrazina a fim de produzir uma gama variada de verdes, já que a maioria dos corantes verdes artificiais é tóxica para consumo humano.

Nome IUPAC: N-etil-N-[4-[[4-etil[(3-sulfofenil)metil]amino]fenil](2-sulfofenil)metileno]-2,5-ciclohexadien-1-ilideno]-3-sulfo-dissódio (esse nome precisa ser confirmado, não tenho certeza da tradução).

Os três últimos corantes (verde rápido, azorrubina e azul patente V eu vou deixar para um próximo post, esse ficou muito extenso).

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Para saber mais sobre corantes e pigmentos de todos os tipos, vá ao link http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/dye/corantes.html

Acesse esse artigo da Química Nova para saber mais sobre os corantes permitidos no Brasil. 

Tem umas informações adicionais nesse outro link aqui: http://www.colourlovers.com/blog/2007/09/19/the-7-wonders-of-the-food-coloring-world

Por hoje era isso, desculpem pela diminuição na frequência dos posts, começaram as aulas e eu estou meio atrapalhado para postar.
O que fazer com as fitas VHS velhas? Simples, ferrofluido! — 12/03/2010

O que fazer com as fitas VHS velhas? Simples, ferrofluido!

E que diabos é um ferrofluido?

É um material inovador, com propriedades incomuns, formado por um líquido contendo microscópicas partículas ferromagnéticas dispersas nele.

As partículas usadas são, normalmente, de magnetita ou óxido de ferro. Elas estão presentes nas fitas usadas antigamente nos videocassetes. (lembram? parece que foi no milênio passado que eles existiam)

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Como as partículas estão dispersas, são facilmente afetadas por campos magnéticos. E como o líquido usado normalmente é bastante viscoso, é difícil romper a tensão superficial dele.

Quando um campo magnético é aplicado sobre o ferrofluído, o líquido viscoso e as partículas ferromagnéticas comportam-se como uma substância única, cuja forma é determinada pelo campo magnético aplicado.

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Nesta imagem o ferrofluido foi apoiado em uma base de vidro colocada sobre um ímã de terras raras (fonte: Wikimedia)

Os ferrofluidos se originaram na década de 1960, em tentativas da agência americana NASA – National Aeronautics and Space Administration de criar combustíveis que pudessem ser controlados na ausência de gravidade. A solução encontrada foi moer partículas magnéticas e dispersá-las no combustível, de modo que ele pudesse ser direcionado por meio da aplicação de um campo magnético. Desde então, as técnicas de síntese se aperfeiçoaram, e hoje se produz fluidos magnéticos das mais diferentes características, usados em diversas aplicações tecnológicas e biomédicas. (FONTE: Wikipedia)

Se você quiser fazer o seu em casa, pegue umas quatro fitas de videocassete (ou umas dez K7), retire toda a aquela parte marrom e flexível e dissolva em meio litro de acetona pura (essa vai ser difícil de conseguir, pois é uma substância controlada). Não esqueça de fechar o recipiente para a acetona não evaporar.

Filtre a mistura com o auxílio de um papel-filtro e um ímã, a fim de que o sólido seja atraído pelo ímã. Deixe a acetona residual evaporar do pó de óxido férrico, misture o sólido a uns 5 mL de óleo de cozinha e voilá. (FONTE: http://hypescience.com/21749-faca-em-casa-o-curioso-ferrofluido/)

E aí, alguém se arrisca a preparar o seu? Eu já estou me desfazendo das minhas antigas fitas para tentar fazer um.

Ah, eu descobri mais umas formas de preparar um ferrofluido e vou postar amanhã.

Um raio pode queimar a minha torrada? — 09/03/2010

Um raio pode queimar a minha torrada?

Vamos apelar ao Learn Something Everyday mais uma vez para não deixar o blog sem posts. 😛

LEGENDA: Um raio contém energia suficiente para tostar 160.000 fatias de pão.

hehehehe, acho que dá para fazer um mega café da manhã com um simples raio, né não?

Brincadeiras à parte, fui pesquisar o quanto de energia isso representa.

Encontrei a seguinte informação na Wikipedia (pai dos burros moderno):

Um raio negativo médio carrega um corrente elétrica de 30 kA (quiloampère), e transfere uma carga de 5C (Coulomb) e 500 MJ (mega Joule). Relâmpagos maiores podem carregar consigo até 120 kA e 350 C. 

A voltagem é proporcional ao comprimento do raio. Um raio médio de carga positiva carrega uma corrente de 300 kA ou 10 vezes mais energia que um raio de carga  negativa.