Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Doutores deixam suas torres de marfim — 03/04/2012

Doutores deixam suas torres de marfim

UK doctoral training centres prepare students to run a lab — or work outside academia.

02 April 2012

Not so long ago, doctoral students were viewed as the galley slaves of the scientific world, spending long hours in the lab for a meagre wage and the promise that three precious letters — PhD — would eventually burnish their name.

But that attitude has changed. Recognizing that few graduates spend their entire careers at the bench, research funders and education authorities are reshaping the PhD to train students in non-science skills such as networking as well as research. One of the most radical expositions of this philosophy is unfolding in the United Kingdom, where PhD students are increasingly coming out from under the wing — and the shadow — of a PhD supervisor. Instead of being trained individually in one academic’s research group, they are being taught in cohorts in a doctoral training centre (DTC) — a university-based hub focusing on highly specific areas, such as chemical synthesis or nuclear fission. DTC courses last four years rather than the three of a standard UK PhD, and include formal coursework as well as lab experience.

Britain’s main physical-sciences funding body, the Engineering and Physical Sciences Research Council (EPSRC), has opened more than 50 DTCs, most of them in 2009. This year, for the first time, it has funded more students through centres than through research grants (see ‘Training in transition’). Some academics worry that the centre-based approach will squeeze blue-sky research out of PhD programmes — and deprive senior scientists of eager assistants. But delegates gave positive reviews of the DTC model last month at a meeting in London organized by Vitae, a government-funded group based in Cambridge that pushes for improved researcher training.

UK PhD students will augment lab skills with business acumen.

 

“The world of research is changing, has changed and will continue to change. I see centres as being a way that we respond to that,” says Neil Viner, associate director of the EPSRC. Other British funding agencies are now following the EPSRC’s lead, and several funders abroad are either considering adopting similar systems, or already working on it.

Rudiger Woscholski, deputy director of Imperial College London’s Institute of Chemical Biology DTC, says that the centre’s students are far better equipped than traditional PhD students to collaborate with other labs and with industry. Arieh Iserles, co-director of the Cambridge Centre for Analysis at the University of Cambridge, adds that the four-year DTC programmes also leave graduates better prepared for postdoctoral work.

Similar schemes have been launched by other UK research councils, such as the Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), which sponsors doctoral training partnerships in which partner institutions receive grants to coach cohorts of students for four years. Although the partnerships do not create centres as such, they are designed to build a structured doctoral training environment. Celia Caulcott, director of innovation and skills at the BBSRC, points out that the councils are also keeping other funding routes open. Students can still pursue focused research-based degrees, she says, and universities that fail to become partners can still maintain PhD programmes funded by block grants based on their research income.

 

Training in transition

 

Other nations are closely watching Britain’s PhD reform. Lidia Borrell-Damian, senior programme manager for research and innovation at the European University Association in Brussels, says that there has been a Europe-wide move towards more formalized PhD training and stronger links with industry. Germany, for example, has begun to shift its PhD programmes to a model that increases institutional oversight and aims to prepare students for the wider world of work (see Nature472, 276–279; 2011). The United Kingdom, adds Borrell-Damian, is a leader in many other innovative aspects of PhD reform, such as co-supervision with an academic and an external supervisor.

“In the years to come almost all universities in Europe will have to some extent a graduate school or a doctoral school,” she says. “That is unstoppable.”

Nature 484, 20 (05 April 2012) 
doi:10.1038/484020a

 

Original encontra-se aqui via Canal Fala Química do facebook.

4,5 bilhões de anos de evolução da Lua em apenas 3 minutos — 26/03/2012

4,5 bilhões de anos de evolução da Lua em apenas 3 minutos

Vi essa animação produzida pela NASA AQUI.

Extraia seu DNA com material caseiro — 23/03/2012

Extraia seu DNA com material caseiro

Ingredientes:

  • Água mineral
  • Detergente líquido para louças
  • Corante alimentício
  • Sal de Cozinha
  • Álcool isopropílico 70% (pode ser adquirido em farmácias)
  • Cuspe (saliva, se é que você me entende)

Procedimento Experimental:

  1. Misture uma colher de sopa de sal de cozinha a 500 mL de água;
  2. Mexa a mistura até que o sal dissolva completamente;
  3. Transfira 3 colheres de sopa da solução salgada para um copo limpo
  4. Faça um bochecho com a solução por cerca de 1 minuto;
  5. Cuspa o resultado do seu bocheco de volta para o copo, suas células estarão nessa solução.
  6. Adicione uma gota de detergente líquido à solução salina (aquela cheia de baba) e misture gentilmente SEM FORMAR ESPUMA!
  7. Em um terceiro copo, misture 100 mL de álcool isopropílico com 3 gotas de corante alimentício;
  8. Vire o conteúdo do copo contendo o álcool isopropílico no copo contendo suas células de tal forma que o álcool (colorido) forme uma camada na parte superior.
  9. Aguarde por volta de 2 min e 30 s ou até que grumos e fios brancos se formem no fundo do copo.
  10. Insira o bastão usado para agitar e remova-o suavemente, o fio branco que sairá junto com ele é formado pelo seu DNA.

Se você quiser, dá para fazer com banana ou outras frutas, desde que estejam bem esmagadas e que possam ser misturadas com os ingredientes acima mencionados.

<Dr Chatoff mode on>

  1. O sal misturado à água serve para aumentar a pressão osmótica da solução e causar uma diferença de pressão entre os fluidos da sua saliva e os fluidos dentro das células da bocheca. Como a solução é mais concentrada, ela vai forçar o transporte de água do interior para o exterior das células (elas murcharão). Esse murchamento, aliado ao movimento mecânico promovido pelo bochecho vai fazer com que as células superficiais e desprendam e se misturem à solução salina.
  2. As células “murchas” encontram as moléculas de detergente e, nesse processo, as paredes celulares (lipofílicas) serão dissolvidas pela cadeia carbônica do detergente e ficarão próximas do rompimento (facilitado pela retirada de água da célula por efeito osmótico).
  3. O álcool isopropílico é um auxiliar importante no rompimento das células, pois também ajuda a dissolver as cadeias apolares das paredes celulares.
  4. Após terem suas paredes celulares rompidas, as células liberam o material genético na solução salina. O DNA sofrerá uma coagulação, o que confere a aparência grumosa e esbranquiçada exibida no vídeo.
  5. O corante só tem a função de servir de contraste entre a solução e o DNA. 

<Dr Chatoff mode off> 

Vi no SemFoco.com.

Aprenda qualquer assunto online com a Khan Academy — 19/03/2012

Aprenda qualquer assunto online com a Khan Academy

Em primeiro lugar, preciso apresentar a Khan Academy a quem ainda não a conhece.

Khan

Segundo o site da  Fundação Lemann, responsável pela vinda do projeto ao Brasil:

Khan Academy é uma organização não governamental que tem como objetivo contribuir para a melhoria da educação por meio de vídeo-aulas online disponibilizadas gratuitamente. Além dos vídeos, o site conta com um módulo de exercícios e um painel que permite ao usuário acompanhar seu desempenho. Todo conteúdo é aberto.

A Fundação Lemann, em parceria com o Instituto Natura e o Instituto Península, está trazendo a Khan Academy para o Brasil, traduzindo os vídeos de Aritmética, Biologia, Química e Física para o português e levando a ferramenta para escolas públicas.

A Fundação Lemann, em parceria com o Instituto Natura e o Instituto Península, está levando a ferramenta Khan Academy para as escolas públicas. Inicialmente, será um projeto piloto em 6 turmas de 5º ano (antiga 4ª série) de escolas municipais de São Paulo. O objetivo é contribuir para a melhoria do desempenho dos alunos em Aritmética e experimentar a metodologia em sala de aula, com a contribuição dos professores. No segundo semestre, a experiência deve ser levada a mais 15 escolas, totalizando 1000 alunos beneficiados.

No mês de Janeiro de 2012 saiu uma matéria na Veja falando sobre o trabalho do professor Salman Khan. Quem tiver interesse em ler, o artigo da Veja está aí abaixo:

A revista Exame publicou outra matéria sobre Salman Khan, a qual pode ser lida a seguir.

Feitas as devidas apresentações, trago a vocês o link do canal de vídeos da Khan Academy dublados em português. 

Acesse, assine e comece agora mesmo a estudar online tópicos de aritmética, química, física e biologia.

E o que é melhor, com a didática impecável do “melhor professor do mundo”!

Ah, e segundo o Cardoso no seu post para o Meio Bit, saiu um app para iPad que dá acesso a todo o material da Khan Academy, com direito a planos de estudo pré-determinados ou aprendizagem de assuntos de forma aleatória.

Explosão solar captada pelo SDO da NASA — 15/03/2012

Explosão solar captada pelo SDO da NASA

Pessoal, peço que visualizem essa obra de arte dinâmica que é o vídeo divulgado pela NASA.

Trata-se de uma explosão solar capturada no dia 6 de Março de 2012.

Mais precisamente, a explosão solar X5.4 foi capturada pelo Solar Dyanamics Observatory (SDO) nos comprimentos de onda de 171 e 131 angstrom.

Uma das facetas mais dramáticas é a forma como toda a superfície do sol parece ondular com a força da erupção.

Este movimento vem de algo chamado ondas EIT – esse nome é devido ao fato de elas terem sido descobertas com o telescópio Extreme Ultraviolet Imaging Telescope (EIT) no Observatório Solar Heliosférico (SDO).

Como o SDO captura imagens a cada 12 segundos, ele foi capaz de mapear a evolução completa dessas ondas e de confirmar que elas podem viajar de um lado ao outro do Sol.

As ondas se movem a um milhão de milhas por hora, propagando-se de um lado ao outro do Sol em mais ou menos uma hora.

O filme mostra duas ondas distintas. A primeira parece se espalhar em todas as direções, a segunda é mais estreita, movendo-se em direção sudeste.

Tais ondas são associadas com, e talves desencadeiem, rápidas ejeções coronais em massa, então é provável que cada uma esteja conectada a uma de duas emissões de massa coronais que aconteceram em 6 de Março. 

UNESCO divulga estudo sobre ensino médio brasileiro — 14/03/2012

UNESCO divulga estudo sobre ensino médio brasileiro

Vi a dica de post no facebook do Prof João Mattar e resolvi compartilhar com vocês aqui pelo blog.

Segue a notícia no original:

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil publicou na terça-feira (13/03) o estudo “Ensino Médio: Proposições para Inclusão e Diversidade”. O documento oferece subsídios aos gestores públicos da educação básica para a formulação de políticas e ações de expansão do ensino com qualidade.

A síntese é dividida em: legislação e normas nacionais para o ensino médio; estudos e informações oficiais e não oficiais sobre o ensino médio; questões relevantes e perspectivas para um ensino médio público de qualidade e recomendações aplicáveis às políticas e ações nacionais; considerações finais e recomendações.

Para ler a íntegra do estudo, clique aqui.

Na sequência do post eu disponibilizo o arquivo PDF da UNESCO.

EDIT: agora vai o arquivo pdf correto!

 

Artigos de Bioquímica da Wiley com acesso livre — 13/03/2012

Artigos de Bioquímica da Wiley com acesso livre

Bio

Corram, é por tempo limitado!

Basta acessar: http://dmmsclick.wiley.com/share.asp?m=hbmcw46yuo7e3q6nz8fd

Dica de site – chemicalize.org — 12/03/2012

Dica de site – chemicalize.org

Encontrei esse site bem interessante na minha caixa de e-mails hoje de manhã.

Resolvi conferir para ver se era tudo que a empresa que o criou dizia ser.

Olha, fiquei bem interessado pelas potencialidades do Chemicalize.

Vamos dar uma olhada no screenshot que eu tirei dele:

Chemicalize1

Só pelo layout básico já dá para ver que o serviço de procura por moléculas que ele oferece é bem completo.

Para quem trabalha com design de fármacos, ele oferece opções relativas a estrutura/atividade (regras de Lipinski), pKa (acidez), logP, cargas, polarizabilidade, ponto isoelétrico, etc.

Para os químicos sintéticos, ele oferece a possibilidade de consultar os isômeros e tautômeros da molécula em questão, geometria, área polar superficial, área acessível ao solvente, etc.

Sem contar que ele que ele fornece os nomes da molécula de acordo com a IUPAC e com a nomenclatura usual.

Chemicalize2

E, como se não bastasse tudo isso, ele oferece páginas da Web que citam a molécula pesquisada, algumas até apontando para artigos que a citam.

Ah, está interessando em descobrir moléculas similares à pesquisada?

Sem problemas, o Chemicalize auxilia nesse particular também.

Chemicalize3

Basta selecionar a aba “Similarity” (na figura acima a aba está sinalizada pela seta vermelha) e aguardar que o site faça a procura das estruturas relacionadas.

Ah, mas eu preciso desenhar uma estrutura química e não tenho nenhum software instalado no computador.

Bom, se você não quiser instalar um (tenho uma excelente opção para você nesse link aqui), então clique no mesmo local que a aba sinalizada com uma seta vermelha na figura abaixo indica.

Chemicalize4

Bom, não tem desculpa para não encontrar a molécula que o professor pediu para você pesquisar para aquela disciplina safadinha do mestrado/doutorado.

Resolva seus problemas com o chemicalize.

Obrigado pela leitura e até a próxima dica de site! 

Encontrado o erro que nos fez crer em neutrinos mais rápidos que a luz — 09/03/2012

Encontrado o erro que nos fez crer em neutrinos mais rápidos que a luz

Parece que os resultados do “neutrino mais rápido que a luz“, anunciados em setembro de 2011 pelo consórcio OPERA na Itália, são devidos a um engano no final das contas.

Uma conexão errada entre uma unidade de GPS e um computador pode ter sido a causa.

Experimento_neutrinos

Físicos detectaram neutrinos viajando do laboratório do CERN em Genebra ao laboratório Gran Sasso próximo a L’Aquila que pareciam ter feito a viagem em torno de 60 nanosegundos mais rápidos que a velocidade da luz. Muitos outros físicos suspeitaram que esses resultados eram devido a algum tipo de erro, dado que estava em desacordo com a teoria especial da relatividade de Einstein, que diz que nada pode viajar mais rápido que a velocidade da luz. A teoria tem sido vindicada por muitos experimentos ao longo das últimas décadas. 

De acordo com fontes familiares ao experimento, a discrepância de 60 nanossegundos parece ser causada por uma conexão ruim entre o cabo de fibra ótica que conecta o receptor de GPS usado para corrigir o “tempo de voo” dos neutrinos e uma placa eletrônica em um computador. Após apertar as conexões e então medir o tempo que leva para os dados viajarem por todo o comprimento do cabo de fibra ótica, pesquisadores detectaram que os dados chegam 60 nanossegundos antes do que o anteriormente assumido. desde que esse tempo é subtraido do tempo total de “voo”, isso parece explicar a chegada prematura dos neutrinos. Novos dados, entretanto, serão necessários para confirmar essa hipótese.  

FONTE

 

 

8 mitos sobre jovens e mídias sociais — 08/03/2012

8 mitos sobre jovens e mídias sociais

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  • Mito 1: O mundo digital é separado do mundo “real”.
  • Mito 2: As mídias sociais fazem as crianças se tornarem enganadoras.
  • Mito 3: Mídias sociais viciam.
  • Mito 4: Crianças não se importam com privacidade.
  • Mito 5: A Internet é um lugar perigoso, muito perigoso.
  • Mito 6: Não existe nada educacional nas mídias sociais.
  • Mito 7: Crianças são nativos digitais.
  • Mito 8: A Internet é o grande equalizador.
  • Condordo plenamente com o mito 7, não engulo até hoje essa balela de “nativo digital”!

    Via MindDump