Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

E as TICs ajudaram a descobrir um novo planeta — 17/10/2012

E as TICs ajudaram a descobrir um novo planeta

Eu estava me enrolando para escrever esse post, mas finalmente tomei coragem para fazê-lo.,

Estava eu hoje a tarde lendo algumas notícias e me deparei com essa aqui no site do yahoo

29e

 Reprodução da notícia na íntegra –>

Uma equipe internacional de astrônomos anunciou nesta segunda-feira a descoberta de um planeta que tem o céu iluminado por quatro sóis, o primeiro sistema estelar deste tipo identificado até hoje.

O planeta, batizado PH1, situado a cerca de 5.000 anos-luz da Terra (um ano-luz corresponde a 9,461 trilhões de quilômetros), está em órbita de dois sóis, e duas estrelas giram em torno destes.

Segundo os astrônomos, apenas seis planetas são conhecidos até hoje por ficarem em órbita em torno de dois sóis sem outra estrela distante orbitando seu sistema solar.

Esse sistema planetário circumbinário duplo foi inicialmente descoberto por dois astrônomos amadores americanos, Kian Jek e Robert Gagliano, que utilizaram o site Planethunters.org.

Astrônomos profissionais americanos e britânicos realizaram em seguida observações e medições com os telescópios Keck, situados no monte Mauna Kea, no Havaí.

“Os planetas circumbinários representam o que há de mais extremo na formação planetária”, afirma Meg Schwamb, uma pesquisadora da Universidade de Yale (Connecticut, nordeste), principal autor desta pesquisa apresentada na conferência anual da divisão de Planetologia da American Astronomical Society reunida em Reno, Nevada (oeste dos Estados Unidos).

“A descoberta de tais sistemas estelares nos obriga a repensar como esses planetas podem se formar e evoluir em um ambiente como este”, acrescenta ela em um comunicado.

Esta descoberta foi publicada online no site arXiv.org e foi submetida a publicação no Astrophysical Journal.

O PH1, um planeta gasoso gigante do mesmo tamanho de Netuno e com cerca de seis vezes o da Terra, orbita em torno das duas primeiras estrelas, de uma massa respectivamente de 1,5 e 0,41 vez o do nosso sol, em 138 dias.

As duas outras estrelas fazem parte desse sistema planetário a uma distância de cerca de mil vezes a que separa a Terra do Sol.

O site Planethunters.org foi criado em 2010 para estimular os astrônomos amadores a identificarem exoplanetas –planetas situados fora do nosso sistema solar– com os dados coletados pelo telescópio espacial americano Kepler.

Lançado em março de 2009, o Kepler tem como objetivo pesquisar exoplanetas semelhantes à Terra em órbita em torno de outras estrelas.

Fim da reprodução da notícia…

Maaaaaaaassssss, o que tewm de legal na notícia?

Vamos analisar detidamente as partes do texto que eu propositalmente colori.

1) … dois astrônomos amadores americanos, Kian Jek e Robert Gagliano, que utilizaram o site Planethunters.org.

Os caras usaram um SITE para descobrir um planeta que tem como vizinhos QUATRO sóis. (Isaac Asimov dá um IpI, IPI HURRA na tumba.)

Planethunters1

O http://planethunters.org coleta exibe aleatoriamente dados enviados pelo telescópio Kepler em um gráfico relativamente simples de ser analisado.

Briefing-browse

O site estimula os usuários a analisar a luminosidade de uma estrela ao longo do tempo. Se a luminosidade decair bruscamente em um intervalo regular de tempo, é porque algum corpo celeste grande (um planeta, por exemplo) pode estar passando na frente dele.

Vamos continuar a análise…

2) Astrônomos profissionais americanos e britânicos realizaram em seguida observações e medições com os telescópios Keck, situados no monte Mauna Kea, no Havaí.

Não só os caras se valeram de um site para descobrir o planeta, mas a comunidade científica deu crédito ao trabalho dos dois.

Que confiança na análise de dois amadores que usaram um site para fazer essa descoberta, né?

Se fosse aqui no Brasil, ainda acusariam os dois amadores de tentarem obter publicidade gratuita e acusariam os cientistas de desperdiçar o dinheiro público com bobagens. Sem contar que o povão liga que nem doido em véspera de eliminação no BBB…

3) Esta descoberta foi publicada online no site http://arXiv.org e foi submetida a publicação no Astrophysical Journal.

Tá, eles publicaram os resultados em um repositório aberto de versões eletrônicas de livros, artigos e brochuras com algo em torno de 791.922 documentos nas áreas de física, Matemática, Ciências da Computação, Biologia Quantitativa, Finanças e Estatística.

(Não sei se jpa convenci vocês que o caminho percorrido pelos astrônomos amadores tem tudo a ver com o uso das tecnologias, mas eu fiquei super-empolgado com essa história e vou continuar minha verborragia.)

O http://arxiv.org é mantido pela Cornell University, só para constar.

 

Após tudo isso, o artigo foi submetido a um periódico de grande impacto na área de astronomia, só isso. 😉

E já que eu estou viajando na maionese nesse post longo, vou aproveitar para dizer o porquê de ter citado Isaac Asimov antes:

Ele escreveu um livro chamado “O Cair da Noite“, eu co-autoria com Robert Silverberg, que falava de um planeta hipotético que orbitava SEIS sóis e que nunca experimentava a escuridão. No entanto, um grupo de astrônomos prevê que os seis sóis se alinhariam e uma até então desconhecida lua bloquearia a luz dos sóis, fazendo com que a escuridão se instalasse por algumas horas nesse mundo hipotético.
Uma suposta ordem secreta dizia poder prever o dia e hora desse grande eclipse total dos sóis, e aí começa o embate entre ciência e religião, fazendo com que a história prenda o leitor facilmente. o/ 

O romance em si é muito bom, eu recomendo a leitura a quem gosta do gênero de ficção científica, principalmente porque o pano de fundo científico ajuda os autores a contar uma história que tem tudo a ver com o momento pelo qual passamos atualmente: o cada vez mais acirrado embate entre ciência e religião.

Como sóis possuem grande massa, grande também é a atração gravitacional que eles exercem sobre um mísero planetinha.

Agora, imaginem um mundo como o PH1, que orbita quatro sóis!.

Coitado, deve viver sendo constatemente puxado e empurrado, deformado e coisas e tal devido à grande influências gravitacional desses sóis.

Eu acho bem improvável que mundos como esses sustentem vida similar à terráquea, o que é muito triste para um fã de Asimov como eu, que nunca vai poder ver o mundo de “O cair da noite” ser descoberto de fato.

Ademais, parabéns aos dois descobridores do novo planeta e aos ideaçizadores do planethunters, ambos prestaram um grande serviço à ciência (e aos amantes da TICs, como eu o/).

 

 

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100 ferramentas para uma aprendizagem digital – versão 2012 — 13/10/2012

100 ferramentas para uma aprendizagem digital – versão 2012

Direto do facebook do fantástico João Mattar:

Centre for Learning and Performance Technologies lançou a mais nova versão da lista das melhores ferramentas para uma educação online de qualidade e, acima de tudo, gratuita.

Divirtam-se com o material abaixo:

 

Abaixo, a lista do pessoal do C4LPT com cada recurso comentado e classificado segundo sua categoria (como já fiz antes nesse post e nesse outro).

A lista completa (mal) traduzida do pessoal do C4LPT está na sequência do post.

Continue lendo

Projetos científicos ambientais na escola — 11/10/2012
Animação Interativa do Ciclo da Água — 10/10/2012

Animação Interativa do Ciclo da Água

O pessoal da EPA (Environmental Preotection Agency) bolou essa animação interativa que explica bem direitinho como a água circula na natureza.

A narração está em inglês, mas é um inglês for kids, dá pra entender legal.

Digite "R" para chuva (rain), "W" para armazenamento da água (water storage), "V" para vapor e "C" para nuvens (clouds).

Vale a pena a visita.

Bolhas de sabão eletrizadas — 05/10/2012

Bolhas de sabão eletrizadas

Uma bolha de sabão é soprada sobre uma folha de acetato (a famosa "transparência", usada nos antigos retroprojetores).

Então, um balão que foi carregado eletricamente por atrito é aproximado da bolha.

É bem interessante ver a bolha se deformar na direção do balão.

A segunda parte do experimento é muito mais interessante.

Uma segunda bolha é soprada por dentro da primeira.

O balão eletricamente carregado é novamente aproximado das bolhas.

A bolha externa (maior) deforma-se da mesma maneira. A bolha interna (menor) sequer se move.

Qual a razão disso?

Ora, a superfície da bolha é uma excelente aproximação de uma casca esférica com cargas elétricas simetricamente distribuídas. 

Graças à Física (Lei de Gauss), sabemos que essa distribuição esfericamente simétrica de cargas gera um campo elétrico nulo no interior da casca.

E é o que podemos comprovar ao observar que a bolha interna não sofre nenhuma atração pelas cargas elétricas do balão atritado.

Eu nunca tinha pensado nisso, mas é um excelente experimento para explicar a gaiola de Faraday, a não ser que eu esteja muito enganado.

Rock Star e a Origem do Metaaaaaaallll ,,,/ — 04/10/2012

Rock Star e a Origem do Metaaaaaaallll ,,,/

Esse vídeo procura facilitar ensino de Astronomia e Química, deixa de lado os personagens clássicos da física como Aristarco, Galileu Galilei e Isaac Newton para dar lugar a um jovem guitarrista que quer entender como surgiu o ferro que existe no seu sangue e também nas cordas da sua guitarra. Desenvolvido dentro das comemorações do Ano Internacional da Química, o trabalho é uma colaboração entre o IAG e a Universidade Federal do ABC. É Ilustrado por Marlon Tenório.

Encontrei no excelente Dia a Dia Educação.

A escala do Universo 2 – Animação Flash Interativa —

A escala do Universo 2 – Animação Flash Interativa

Eu já postei um objeto virtual desse tipo antes (link), só que o anterior eu não consegui baixar.

Esse aqui vai ficar hospedado no meu blog, então vocês podem boltar aqui quantas vezes quiserem para usá-lo.

FONTE, (vi no facebook do meu ex-aluno e amigo Hilton Kunzler)

P.S.: Veja a animação anterior clicando neste link aqui.

 

Divulgação de evento — 03/10/2012

Divulgação de evento

A pedido da leitora do blog Adriana Nascimento, vou fazer a divulgação do II Simpósio de Química da UESB/Itapetinga.

O evento tem por tema principal “A Química como Instrumento do Desenvolvimento Sustável”.

Simposio_quimicaii

“A Química como instrumento do Desenvolvimento Sustentável”, esse é o tema do II Simpósio de Química que será realizado no campus da de Itapetinga, no período de 12 a 14 de novembro. Esta é a segunda edição do evento que começou a fazer parte do calendário da instituição em 2011, em homenagem ao Ano Internacional da Química.

O Simpósio trará palestras com temas que tratam sobre “A história do cravo da Índia”, com a professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Nidia Franca Roque; “Nanotecnologia e suas aplicações”, com a professora e pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da Uesb, Alexilda Oliveira Souza; e “Elementos-traço tóxicos em fertilizantes”, com o professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Raildo Mota de Jesus. Oficinas temáticas, mesas-redondas e momento cultural também farão parte da programação do evento.

O evento tem por objetivo contribuir para o diálogo entre as pesquisas e os relatos de experiências que são desenvolvidas nas Universidades e na Educação Básica, seja na formação inicial de professores ou no campo de atuação profissional. Os interessados podem efetivar sua inscrição entre os dias 1° e 30 de outubro, no blog do evento, mediante o pagamento da taxa de inscrição.

Mais informações podem ser obtidas na Secretaria do Evento, pelo telefone (77) 3261-8637, no Colegiado do Curso de Química, no (77) 3261-8615 ou através do e-mail simp.quimica@yahoo.com.br.

A Química das cores de Outono – “A Química das Coisas” — 01/10/2012
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