Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Chocolate que não derrete e não engorda é inventado na Suíça — 15/02/2010

Chocolate que não derrete e não engorda é inventado na Suíça

Em uma conversa com uma amiga, fiquei sabendo de um tal de chocolate que não derrete à temperatura ambiente.

Daí, resolvi pesquisar sobre isso quando chegasse em casa.

Fuçando aqui e ali, encontrei algumas coisas bem interessantes sobre o tal chocolate.

Ele foi descoberto meio que por "acaso" quando os funcionários da empresa do chocolatier Barry Callebaut trabalhavam em outra invenção. Como resultado, eles desenvolveram um chocolate que só derrete a temperaturas acima de 55ºC ou quando entre em contato com as enzimas da saliva.

Com essas propriedades originais, o chocolate batizado de Vulcano, pode ser comido em dias quentes, não suja as mãos e ainda por cima é menos calórico que os seus similares.

O nome incomum dado ao chocolate deve-se ao fato de que ele resiste ao calor, é extremamente aerado e tem uma consistência de espuma. Além disso, o Vulcano é bem leve e crocante, sem perder o sabor tradicional de um bom chocolate.

O desenvolvimento de tal chocolate é algo que vem sendo tentado há anos por diversos fabricantes. A americana Hershey's já tentou fazer algo similar mas só conseguiu desenvolver uma barra de chocolate dura e altamente quebrável.

A empresa de Barry foi a primeira a desenvolver algo que nenhuma outra conseguiu antes. Eles são os maiores fabricantes de chocolate no mundo, sendo responsáveis por fornecer matéria-prima a empresas de grande porte, como a Nestlé, por exemplo. Daqui a dois anos o chocolate será lançado no mercado, o que deverá elevar o lucro da empresa em 66%, trazendo lucros por volta dos US$190 milhões.

Wunder bar: Barry Callebaut's "Vulcano" chocolate doesn't melt at body temperature

Para quem não sabe, o corpo humano é uma fábrica química fantástica. Diversos ciclos bioquímicos ocorrem nas células do corpo humano, regulando o seu funcionamento.
As enzimas são as responsáveis por catalisar as reações bioquímicas, ou seja, diminuir a energia de ativação de uma determinada reação química.

As enzimas são, em sua maioria, especializadas em um determinado tipo de reação. Elas só catalisam aquela reação específica ou aquela classe de reações.

Outras são mais abrangentes, catalisam a decomposição de amidos, de açúcares, de gorduras, etc.

É justamente aí que reside o truque do chocolate Vulcano. Na saliva humana temos uma enzima chamada ptialina, responsável por iniciar o processo de digestão humana. A ptialina inicia a quebra dos amidos da alimentação que ingerimos, o que vai terminar produzindo açúcares mais simples e ajudar a produzir energia para o bom funcionamento do corpo humano.

Claro que o truque de derretimento do chocolate não foi revelado e nem será revelado tão cedo, mas o caminho parece ser esse, alguma enzima presente na saliva inicia o processo de derretimento do chocolate.

Quem quiser saber mais sobre a ptialina, pode acessar o link a seguir: Alfa-amilase

FONTES:
Revista Veja
Time
Swiss Info
Guardian

Publicidade
Ciência nos filmes versus Ciência na vida real — 14/02/2010

Ciência nos filmes versus Ciência na vida real

Science_montage

Para quem é fã de CSI ou outras séries que retratam as ciências forenses de uma forma fantástica (para não dizer fantasiosa), a tirinha desse post é uma boa pedida.

Divirtam-se neste Carnaval.

FONTE: http://www.sushicomtruco.com.br/2010/02/ciencia-nos-filmes-vs-ciencia-na-real…

d-limoneno — 12/02/2010

d-limoneno

Eu estava assistindo TV e notei que estão apregoando as fantásticas propriedades dessa substância como repelente natural de mosquitos e, portanto, como aditivo natural de uma famosa marca de inseticida.

Daí eu pensei: Será que o povão fica curioso para saber o que é esse bendito d-limoneno?

Estejam vocês curiosos ou não, eu vou escrever um pouco sobre esse composto orgânico.

Em primeiro lugar, é preciso saber de onde ele é obtido.

Pesquisei nas internetes e encontrei uma empresa americana chamada "Florida Chemical" que dedica-se a extrair produtos da casca de cítricos desde 1942.

Juntei uns textos daqui, outros dali, e montei esse post.

1) Fórmula química do d-limoneno

Skeletal structure of the R-isomer

d-Limoneno é um hidrocarboneto, classificado como um terpeno cíclico. É uma molécula quiral, e sua ocorrência biológica natural se dá sempre sob uma das formas enantioméricas. As frutas cítricas fornecem o d-limoneno ((+)-limoneno), que também é conhecido quimicamente como o enantiômero-(R).

<Dr. Chatoff mode on>
Hidrocarboneto = molécula composta apenas por átomos de carbono e hidrogênio
Terpeno = categoria de compostos orgânicos cuja estrutura básica é o isopreno, derivado nas plantas do ácido mevalônico.

Molécula quiral = Toda molécula que apresenta arranjos diferentes de átomos em torno de um átomo central e que produz dois arranjos que comportam-se como reflexos um do outro é classificada como quiral. A palavra quiral vem do grego "chiron", que significa "mão". O termo se relaciona também com "enantiômero" (significado = opostos).

(+)-limoneno = o sinal + refere-se ao comportamento que esse enantiômero do limoneno apresenta quando exposto à luz plano-polarizada (explico isso em um outro post). Basicamente, o d-limoneno desvia a luz polarizada no sentido horário, por isso o símbolo (+).

d-limoneno = a letra "d" quer dizer a mesma coisa que o símbolo (+), vem da palavra "dextrógiro", que significa "desvia a luz polarizada para a direita".

1-metil-4-prop-1-en-2-il-cyclohexeno = nome IUPAC do d-limoneno.

<Dr. Chatoff mode off>

2) Como ele é obtido?

Ele é o componente majoritário do óleo extraído de cascas de frutas cítricas. Quando as frutas cítricas são espremidas para se obter suco, o óleo é pressionado para fora da casca. O óleo é separado, e é destilado para recuperar certos compostos aromáticos e saborizantes. O óleo bruto é coletado. Esse óleo é usado para fins de aditivação alimentícia.

Após o processo de produção de sucos, as cascas são levadas a um extrator por vapor. Esse aparelho extrai mais óleo da pele das frutas. Quando o vapor é condensado, uma camada de óleo flutua na superfície da água condensada. Esse é o d-limoneno usado para fins técnicos.


3) Aplicações do d-limoneno (além de repelente de mosquitos)

d-limoneno: um limpador por natureza

Na década passada, o uso dessa substância expandiu-se tremendamente. Tem sido extremamente usado na fabricação de tintas sólidas, conferindo um certo odor de laranja aos produtos, e usado como um fluido de resfriamento secundário.

O maior segmento em crescimento envolve o uso do d-limoneno em produtos de limpeza domésticos/industriais, como solvente ou mesmo como composto solúvel em água.

Como solvente, ele pode substituir uma ampla variedade de produtos, incluíndo óleos minerais, MEK (metil-etil-cetona), acetona (propanona), tolueno, éteres glicólicos, e naturalmente solventes orgânicos fluorados e clorados. Como muitos solventes orgânicos, d-limoneno não é solúvel em água, assim ele pode ser usado em unidades de separação de água. Com uma constante de equilíbrio básica (Kb) de 67, d-limoneno tem propriedades de solubilidade próxima às dos CFCs (clorofluorcarbonos), indicando que ele é um solvente muito melhor que um típico óleo mineral. O d-limoneno pode ser usado em sprays desengordurantes ou óleos para banho, ou como um substituto direto a muitos solventes orgânicos.

Combinando o d-limoneno com um surfactante, pode-se obter uma solução possível de ser diluída e misturada com água. Em muitos casos esses produtos são usados em produtos de limpeza em substituição a produtos cáusticos ou a outros produtos solúveis em água. Uma solução concentrada de d-limoneno/solução surfactante pode ser preparada a fim de ser diluída posteriormente. As concentrações de tais soluções giram em torno de 5-15%. Em geral, são usadas em sprays de limpeza. As soluções solúveis em água são usadas em plantas industriais onde a remoção de resíduos solúveis ou não em água é desejada.

How do we get d-Limonene | Citrus Oil Manufacturing Process

FONTES:
Wikipedia
Florida Chemical

Sites para aprendizagem de assuntos variados – parte 5 — 10/02/2010

Sites para aprendizagem de assuntos variados – parte 5

O site de hoje é o Inovação Tecnológica. Eu conheço-o há um bom tempo, embora não seja um leitor assíduo.

É um site bem interessante sobre tecnologia, dividido em várias seções, com atualidades do meio científico, acadêmico e industrial.

A maior vantagem (para aqueles com um pouco de preguiça de aprender outra língua) é que o site é totalmente em português.

Siiiiimm, a língua de Camões impera nesse site.

Não deixe para depois, visite-o sem demora no seguinte link e divirta-se.

Para estimulá-los, eu selecionei uma notícia sobre a relação entre nanotecnologia e arte.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ciencia-arte-veja-belezas-reveladas-pela-nanotecnologia&id=010865100129

The Element Song — 09/02/2010

The Element Song

Essa música já é bem manjada no youtube, mas eu acho muito legal para deixar passar sem postar aqui no blog.

Basicamente é uma musiquinha bem ritmada que cita TODOS os elementos da tabela periodica.

Eu selecionei algumas versões do vídeo, cada uma com uma característica diferente.

A primeira é meio parada mas é interessante por mostrar a posição do elemento na tabela periodica que está sendo cantado na música.

A segunda versão mostra uma animação bem bonitinha, legal para ser usada em sala de aula para despertar o interesse da gurizada pela Química.

E, para os mais curiosos, a terceira versão contém a letra da música.



There's antimony, arsenic, aluminum, selenium,
And hydrogen and oxygen and nitrogen and rhenium,
And nickel, neodymium, neptunium, germanium,
And iron, americium, ruthenium, uranium,
Europium, zirconium, lutetium, vanadium,
And lanthanum and osmium and astatine and radium,
And gold and protactinium and indium and gallium, (gasp)
And iodine and thorium and thulium and thallium.

There's yttrium, ytterbium, actinium, rubidium,
And boron, gadolinium, niobium, iridium,
And strontium and silicon and silver and samarium,
And bismuth, bromine, lithium, beryllium, and barium.

There's holmium and helium and hafnium and erbium,
And phosphorus and francium and fluorine and terbium,
And manganese and mercury, molybdenum, magnesium,
Dysprosium and scandium and cerium and cesium.
And lead, praseodymium and platinum, plutonium,
Palladium, promethium, potassium, polonium,
And tantalum, technetium, titanium, tellurium, (gasp)
And cadmium and calcium and chromium and curium.

There's sulfur, californium and fermium, berkelium,
And also mendelevium, einsteinium, nobelium,
And argon, krypton, neon, radon, xenon, zinc and rhodium,
And chlorine, carbon, cobalt, copper, tungsten, tin and sodium.

These are the only ones of which the news has come to Hahvard,
And there may be many others but they haven't been discahvered.

Sir Isaac Newton, o teimoso — 08/02/2010

Sir Isaac Newton, o teimoso

Nov18_copy

Vi essa lá no Learn Something Everyday e achei engraçado.

O maior físico do mundo, pai de diversas teorias e fundador da Física Moderna era uma pessoa sui generis. Isso não é nenhuma novidade.

O que vocês não sabiam era que ele se recusava a usar uma colher para comer.

Eu queria ver ele tomando sopa, será que ele virava a cumbuca e sorvia a sopa? Ou será que ele fazia uma conchinha com as mãos? hehehehe

Tá, são especulações puramente especulativas e inúteis.

Mas estou com pouco tempo de escrever e com menos tempo para escrever coisas profundas no dia de hoje.

Durmam com esse barulho! 😛

P.S.: Estou preparando um guia de uso do Symyx Draw que pretendo usar para ensinar os meus alunos. Ah, e em breve vou postar uns fatos interessantes sobre a vida do Sir Isaac Newton no tocante à Química.

Nigeriano cria uma geladeira que funciona sem eletricidade — 07/02/2010

Nigeriano cria uma geladeira que funciona sem eletricidade

Criado em 1976 para promover um espírito de empreendedorismo ao redor do mundo, o Rolex Awards reconhece projetos pioneiros que demonstrem pensamento inovador e contribuem para o aprimoramento da humanidade.

Desde que foi criado, o Rolex Awards já obteve mais de 25800 projetos inscritos e já concedeu 110 prêmios.

O laureado do ano 2000, o Sr. Mohammed Bah Abba (Nigéria), criou um inovador sistema de refrigeração que não utiliza eletricidade e é acessível às mais carentes localidades de seu país. 

 

Mohammed Bah Abba

 

Batizado de “pot-in-pot preservation cooling system“, esse sistema é também chamado de “refrigerador do deserto” e utiliza um princípio básico da físico-química para conservar frutas e vegetais sem usar nada de energia elétrica.

Consiste de dois potes de barro cozido de diferentes diâmetros, o de diâmetro menor é posicionado dentro do de diâmetro maior e o espaço entre eles é preenchido com areia.

A areia deve ser mantida umedecida permanentemente a fim de que a refrigeração possa ser mantida.

O pote menor é usado para armazenar as frutas e os vegetais e, por sua vez, é coberto com um pano umedecido.

 

 

A geladeira do deserto funciona por um processo muito simples, a água contida na areia absorve o calor dos alimentos e o calor do ambiente, ao fazer isso ela evapora. O calor retirado dos alimentos é usado para a mudança de estado físico da água (do líquido para o vapor) e, como consequência, a temperatura no interior da geladeira diminui vários graus.

Experimentos realizados pela University of Benin City com um sistema de refrigeração similar ao do Sr. Mohammed mostraram que é possível obter temperaturas de 14 a 20 graus abaixo da temperatura ambiente.

O interessante do trabalho do Sr. Mohammed não foi a invenção do aparato, mas a forma como ele estimulou a população a adotar seu invento. Inicialmente ele presenteava as pessoas com os potes, em seguida ele passou a cobrar um valor próximo ao custo dos potes de barro, a fim de custear novas unidades para diferentes famílias ainda não atendidas pelo invento. A partir do momento em que a invenção foi amplamente aceita pela população, ele assegurou-se que o processo de produção e distribuição fosse auto-sustentável.

As pessoas atendidas pelo invento puderam guardar seus alimentos não mais por TRÊS DIAS, mas por até TRÊS SEMANAS.

Ele merecidamente ganhou o prêmio de 100.000 doletas, aplicou todo o prêmio na produção de novos potes de barro, empregando população local e gerando renda.

Os potes menores são vendidos por US$ 2,00 e os maiores US$ 4,00; um preço bastante acessível para as populações pobres da Nigéria.

<Dr. Chatoff mode on>

Explicação segundo as leis da termodinâmica:

O calor SEMPRE flui do corpo mais quente para o corpo mais frio, é uma lei natural e é SEMPRE observada. Acontece que o corpo mais quente possui moléculas mais desordenadas e agitadas. As moléculas mais agitadas colidem com as paredes do recipiente com maior frequência, transferindo energia cinética. Essa energia cinética vai lentamente sendo transmitida para as moléculas menos agitadas do recipiente com menor temperatura. Ao longo do tempo, a tendência é que as moléculas dos dois recipientes (o quente e o frio) atinjam a mesma temperatura (mesmo grau de agitação térmica).

Como no caso da geladeira do deserto o sistema é aberto, quando as moléculas de água “roubam” calor das frutas e vegetais elas passam mais facilmente ao estado de vapor e escapam para o ambiente, levando o calor das frutas consigo. Por isso a necessidade de molhar continuamente a areia e o pano.

<Dr. chatoff mode off>

FONTE: MDiG

Como o óleo de soja vira margarina? — 06/02/2010

Como o óleo de soja vira margarina?

Pois é, aproveitando o post anterior que falava dos sabões e sua relação com as gorduras e óleos vou continuar a desenvolver esse raciocinio.

O que faz um óleo ser líquido e o que faz com que esse líquido vire uma pasta?

<Dr. Chatoff mode on>
————————————————–
O óleo de soja é composto pelos seguintes triglicerídeos oleosos insaturados:

Oleic-acid-skeletal.svg

Além disso, contém os seguintes ácidos graxos saturados:

Notem que as cadeias carbônicas são longas e sempre apresentam números pares de carbonos.
—————————————————————————————–
<Dr. Chatoff mode off>
 
Viram aquelas ligações duplas? Elas são chamadas de insaturações e são responsáveis por, entre outras coisas, impedir que as cadeias se acomodem de forma eficiente umas sobre as outras.

Isso faz com que, à temperatura ambiente, a substância que chamamos de óleo de soja seja líquida. Em palavras mais amigáveis, as cadeias não sofrem empacotamento e, por isso, elas ficam mais afastadas umas das outras.

Daí, vem um engenheiro e manda o óleo de soja para um reator químico. Esse reator é quente e recebe uma carga de um pó muito fino de níquel e hidrogênio.

O níquel é um metal capaz de adsorver muito, mas muito mesmo, hidrogênio gasoso.

O hidrogênio adsorvido pelo níquel está doidinho para reagir com as insaturações dos ácidos linolênicos e oléico.

Só que o engenheiro foi esperto e adicionou apenas a quantidade certa de gás hidrogênio ativado, usando cálculos estequiométricos industriais (na escala de toneladas), para fazer sumir apenas algumas das ligações duplas.

O resultado disso é que as cadeias carbônicas ficam mais fáceis de empacotar, pois com o sumiço da ligação dupla as cadeias ficam mais lineares e mais próximas umas das outras.

Se as cadeias do óleo de soja ficam mais próximas, a aparência e a consistência da coisa toda fica mais próxima de um sólido.

<Dr Chatoff mode off>
————————————————–

O que era um liquido é agora uma pasta incolor, inodora e insípida.

Adicionam-se conservantes, antioxidantes, aromatizantes, corantes e outras substâncias para deixar a coisa com cara e cheiro de manteiga.

A coisa toda é cuspida dentro de potinhos e acaba chegando na sua mesa.

E aí, gostaram? A coisa parece difícil mas não é.

Mais adiante eu escrevo um post falando sobre os ácidos ômega e sobre como essas forças intermoleculares que permitem transformar um líquido em um sólido se relacionam com as doenças cardíacas.

Ah, e eu vou fazer um passo-a-passo de como é possível desenhar essas moláculas no Symyx Draw.

Software – Water Molecular Dynamics — 04/02/2010

Software – Water Molecular Dynamics

Acho que todo mundo sabe, ou pelo menos deveria saber, que os líquidos constituem um estado físico intermediário entre o sólido e gasoso.

Em palavras bem cruas: sólidos cristalinos são altamente organizados e, portanto, rígidos e difíceis de fundir. Gases são altamente caóticos e com moléculas muitos afastadas umas das outras, sendo muito fácil aumentar sua temperatura.

Os líquidos são mais organizados que um gás,as partículas estão mais próximas umas das outras e "sentem" a presença das moléculas da vizinhança.

No entanto, a organização é menor quando comparamos a um sólido, sem falar nas distâncias entre moléculas, que são ligeiramente maiores.

Embora tenhamos boas teorias para descrever o estado sólido e o estado gasoso, não temos teorias tão abrangentes para descrever o estado líquido.

Para um professor é meio difícil explicar o que é estado líquido sem exibir algumas ilustrações ou até mesmo animações que caracterizem o estado líquido.

Para ajudar nessa tarefa, recomendo um software bem simples, desenvolvido pelo “Center of Polymer Studies” da Boston University.

Trata-se de um pequeno programinha que simula a água, que permite alterar parâmetros de temperatura e densidade e, principalmente, auxilia na visualização de moléculas de água em movimento.

A base física do programa reside na Dinâmica Molecular, que trata as moléculas como esferas macias unidas entre si por potenciais harmônicos (sabem aquelas molas que se estudava em Física, pois é, esses são os potenciais harmônicos).

As moléculas são postas em movimento usando-se equações de movimento de Newton, e qualquer computador caseiro consegue rodar uma simulação pequena como a do software em questão.

Clique nesse link, baixe o programinha Water Molecular Dynamics v1.1 , instale e comece a divertir-se com a água. O legal é que o seu computador não vai ficar molhado, a água é virtual. 🙂

Revista Química Nova na Escola — 03/02/2010

Revista Química Nova na Escola

O post de hoje vai ser curtinho, estou sem tempo para escrever.

Vocês que são estudantes de química, curiosos, professores ou simplesmente precisam de uma fonte confiável de textos atuais sobre esse assunto, podem contar com a revista Química Nova na Escola.

A revista é editada pela Sociedade Brasileira de Química, que para os Químicos do Brasil dispensa apresentações. A SBQ é a responsável por promover discussões acerca do exercídio da profissão no meio acadêmico em suas mais diferentes vertentes.

Graças à SBQ, a Química no país tem se desenvolvido cada vez mais, seja no âmbito acadêmico ou no âmbito industrial.

A revista Química Nova na escola é uma publicação semestral, dedicada principalmente aos professores de Química do Ensino Médio, mas pode ser usada tranquilamente em cursos de Licenciatura.

Para acessar os artigos já publicados, entre em http://qnesc.sbq.org.br/.

Por hoje era isso, abraços digitais.

%d blogueiros gostam disto: