Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Artigos de Bioquímica da Wiley com acesso livre — 13/03/2012

Artigos de Bioquímica da Wiley com acesso livre

Bio

Corram, é por tempo limitado!

Basta acessar: http://dmmsclick.wiley.com/share.asp?m=hbmcw46yuo7e3q6nz8fd

Dica de site – chemicalize.org — 12/03/2012

Dica de site – chemicalize.org

Encontrei esse site bem interessante na minha caixa de e-mails hoje de manhã.

Resolvi conferir para ver se era tudo que a empresa que o criou dizia ser.

Olha, fiquei bem interessado pelas potencialidades do Chemicalize.

Vamos dar uma olhada no screenshot que eu tirei dele:

Chemicalize1

Só pelo layout básico já dá para ver que o serviço de procura por moléculas que ele oferece é bem completo.

Para quem trabalha com design de fármacos, ele oferece opções relativas a estrutura/atividade (regras de Lipinski), pKa (acidez), logP, cargas, polarizabilidade, ponto isoelétrico, etc.

Para os químicos sintéticos, ele oferece a possibilidade de consultar os isômeros e tautômeros da molécula em questão, geometria, área polar superficial, área acessível ao solvente, etc.

Sem contar que ele que ele fornece os nomes da molécula de acordo com a IUPAC e com a nomenclatura usual.

Chemicalize2

E, como se não bastasse tudo isso, ele oferece páginas da Web que citam a molécula pesquisada, algumas até apontando para artigos que a citam.

Ah, está interessando em descobrir moléculas similares à pesquisada?

Sem problemas, o Chemicalize auxilia nesse particular também.

Chemicalize3

Basta selecionar a aba “Similarity” (na figura acima a aba está sinalizada pela seta vermelha) e aguardar que o site faça a procura das estruturas relacionadas.

Ah, mas eu preciso desenhar uma estrutura química e não tenho nenhum software instalado no computador.

Bom, se você não quiser instalar um (tenho uma excelente opção para você nesse link aqui), então clique no mesmo local que a aba sinalizada com uma seta vermelha na figura abaixo indica.

Chemicalize4

Bom, não tem desculpa para não encontrar a molécula que o professor pediu para você pesquisar para aquela disciplina safadinha do mestrado/doutorado.

Resolva seus problemas com o chemicalize.

Obrigado pela leitura e até a próxima dica de site! 

Encontrado o erro que nos fez crer em neutrinos mais rápidos que a luz — 09/03/2012

Encontrado o erro que nos fez crer em neutrinos mais rápidos que a luz

Parece que os resultados do “neutrino mais rápido que a luz“, anunciados em setembro de 2011 pelo consórcio OPERA na Itália, são devidos a um engano no final das contas.

Uma conexão errada entre uma unidade de GPS e um computador pode ter sido a causa.

Experimento_neutrinos

Físicos detectaram neutrinos viajando do laboratório do CERN em Genebra ao laboratório Gran Sasso próximo a L’Aquila que pareciam ter feito a viagem em torno de 60 nanosegundos mais rápidos que a velocidade da luz. Muitos outros físicos suspeitaram que esses resultados eram devido a algum tipo de erro, dado que estava em desacordo com a teoria especial da relatividade de Einstein, que diz que nada pode viajar mais rápido que a velocidade da luz. A teoria tem sido vindicada por muitos experimentos ao longo das últimas décadas. 

De acordo com fontes familiares ao experimento, a discrepância de 60 nanossegundos parece ser causada por uma conexão ruim entre o cabo de fibra ótica que conecta o receptor de GPS usado para corrigir o “tempo de voo” dos neutrinos e uma placa eletrônica em um computador. Após apertar as conexões e então medir o tempo que leva para os dados viajarem por todo o comprimento do cabo de fibra ótica, pesquisadores detectaram que os dados chegam 60 nanossegundos antes do que o anteriormente assumido. desde que esse tempo é subtraido do tempo total de “voo”, isso parece explicar a chegada prematura dos neutrinos. Novos dados, entretanto, serão necessários para confirmar essa hipótese.  

FONTE

 

 

8 mitos sobre jovens e mídias sociais — 08/03/2012

8 mitos sobre jovens e mídias sociais

Mitoseverdade_seguranca_f_002

  • Mito 1: O mundo digital é separado do mundo “real”.
  • Mito 2: As mídias sociais fazem as crianças se tornarem enganadoras.
  • Mito 3: Mídias sociais viciam.
  • Mito 4: Crianças não se importam com privacidade.
  • Mito 5: A Internet é um lugar perigoso, muito perigoso.
  • Mito 6: Não existe nada educacional nas mídias sociais.
  • Mito 7: Crianças são nativos digitais.
  • Mito 8: A Internet é o grande equalizador.
  • Condordo plenamente com o mito 7, não engulo até hoje essa balela de “nativo digital”!

    Via MindDump

     

    CNPq cria novos critérios para avaliar a produção científica — 06/03/2012

    CNPq cria novos critérios para avaliar a produção científica

    Matéria publicada pelo pessoal do blog do AIQ2011 e logo em seguida divulgada no facebook do Luis Brudna  (rápido no gatilho esse rapaz).

    Cnpq3

    O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai acrescentar novos itens para divulgação pública na plataforma eletrônica Lattes, que apresenta currículos e atividades de 1,8 milhão de pesquisadores de todo o país. Os cientistas brasileiros deverão informar sobre a inovação de seus projetos e pesquisas, além de descrever iniciativas de divulgação e de educação científica. Eles também terão de mostrar na plataforma informações sobre a organização de feira de ciências, promoção de palestras em escolas, artigos e entrevistas concedidas à imprensa, além das informações básicas como dados pessoais, formação acadêmica, atuação profissional, etc. A ideia é fazer com que a sociedade conheça melhor as atividades científicas desenvolvidas no país. Com a nova mudança, a expectativa do presidente do CNPQ, o Prof. Dr. Glaucius Oliva, é despertar o interesse de “jovens talentos” para a ciência e criar uma nova cultura acadêmica em quatro anos, aproveitando o cenário atual de novos mestres e doutores formados no país.

    É, acho que agora meu blog e meus sites vão valer alguma coisa aos olhos do governo. o/ 

    Eu achei uma iniciativa bem simpática do CNPq, tem que tirar mesmo a ciência de dentro das academias e mostrar pro povão, de modo contrário vamos continuar amargando falta de profissionais nas áreas técnicas, como já acontece hoje.

    Lucy in the Sky with (nano)diamonds —

    Lucy in the Sky with (nano)diamonds

    Vi a matéria no Canal Fala Química, no facebook.

    Daí fui pesquisar o link original e compartilho a tradução agora com vocês:

    Notícia publicada no dia 24 de Fevereiro de 2012

    ———————————

    Pesquisadores australianos desenvolveram um modelo para resolver a origem dos nanodiamantes meteóricos, um quebra-cabeças cosmológico antigo. Seu trabalho pode também ter um impacto sobre um processo importante no planeta Terra: sintetizar diamantes artificiais.

    Até recentemente, investigar a vida do universo em seus estágio iniciais era possível apenas através de espectroscopia. Pela observação da radiações antigas provenientes do espaço, os astrônomos podem efetivamente olhar para trás na história. Isso mudou no final dos anos 1980 quando nanodiamantes (minúsculas partículas de diamente de menos de 2 nm de tamanho obtidas a partir de meteoritos) mostraram conter isótopos nãp usuais de gases nobres que indicavam suas origens fora do nosso sistema solar.

    ‘Essas amostras foram realmente importantes porque foi a primeira vez que nós pudemos dizer “Isso realmente veio de fora do nosso sistema solar,”‘ disse Rhonda Stroud, que estuda nanodiamantes meteóricos no US Naval Research Laboratory em Washington.

    Entretanto, desde a sua descoberta, os nanodiamentes têm confundido mais do que esclarecido, com a aparentemente conflitante evidência a respeito da sua idade e origem frustrar todas as tentativas de desenvolver um modelo realista para a formação dos nanodiamantes que se encaixe em todos os dados. Agora, Nigel Marks da Universidade Curtin em Perth, Australia, e seus colegas propuseram um novo modelo para a formação dos nanodiamantes, os quais eles acreditam oferecer a solução mais simples e óbvia. 

    Formation of nanodiamonds

     

    Na figura, à medida que as “cebolas” colidem com a superfície, elas se transformarm em diamantes.
    © Phys. Rev Lett.

    O modelo de Marks é baseado na colisão de “cebolas” de carbono – camadas concêntricas de moléculas de fulereno que podem ocorrer naturalmente no espaço. “Cebolas de carbono estão absolutamente em todos os lugares,” diz Marks, “em qualquer lugar que exista vapor de carbono, ele se resfria espontaneamente para formar essas estruturas concêntricas de cebola. O telescópio Spitzer tem mostrado que o espaço está cheio de fulerenos e eu ficaria tremendamente surpreso se ele não estivesse cheio dessas cebolas também. De fato, cebolas são mais fáceis de formar.” E à medida que elas se formam, as cebolas encapsulam outras espécies, fornecendo uma “explicação elegante para como os isótopos terminam capturados dentro dessas estruturas”. Quando essas cebolas colidem umas com as outras, ou com outros materiais, na velocidade adequada, a força do impacto faz com que ocorra uma transição de fase para a forma diamante.

    Mark tropeçou na sua descoberta enquanto conduzia simulações computacionais para investigar anomalias estruturais em uma cobertura fina de carbono. “Nós rodamos muitas, muitas simulações,” disse Marks” e em boa parte dos casos nós observamos que se formou diamante. Nós descobrimos que esse grande enigma existia na astrofísica e quando nós procuramos as condições em nossas simulações, elas eram exatamente as encontradas no espaço.” Marks sugere que as condições ordinárias poderiam permitir a formação de nanodiamantes antes e durante a formação do nosso sistema solar, resolvendo a confusão relativa à evidência de idade dos nanodiamantes.

    Rhonda Stroud diz que o modelo de Marks é bastante convincente mas pode não ser a única explicação. “Eu suspeito que existirão múltiplas origens, múltiplas populações de nanodiamantes e uma vez que nós possamos medi-las individualmente, nós estaremos aptos a distinguir os diamantes de diferentes origens”.

    Stroud também nota que a identificação inequívoca da idade e origem de nanodiamantes específicos requerirá técnicas analíticas potentes que estão apenas começando a se tornar dispo níveis. 

    “O processo de transformação das cebolas de carbono por choque é bastante realista,” confirma Sasha Verchovsky da Open University, Reino Unido, que também trabalha nos cálculos do fenômeno dos nanodiamantes. “Será interessante fazer esse experimento para produzir nanodiamentes a partir de cebolas de carbono.”

    Para Marks, a verificação experimental desse modelo e suas implicações para a ciência dos materiais são o aspecto mais interessante do seu trabalho. “Nós queremos agora criar aparatos que contenham apenas cebolas de carbono e então controlas suas colisões com superfícies,” diz ele. “O que será a peça fundamental de evidência … nós estamos aptos a fazer coisas que nós normalmente não fazemos com carbono … e se funcionar, nós teremos uma nova forma de produzir diamante.”

    Referências

    N Marks, M Lattemann and D McKenzie, Phys. Rev. Lett., 2012, 108, DOI:10.1103/PhysRevLett.108.075503

    Bônus: vídeo com uma animação da simulação computacional

    Dodecaedro construído com 3300 magnetos — 28/02/2012

    Dodecaedro construído com 3300 magnetos

    Respeitei…

    Images

    Sete mitos sobre a aprendizagem —

    Sete mitos sobre a aprendizagem

    Fatos básicos vêm antes do aprendizado profundo

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    Este mito se traduz grosseiramente como: “Estudantes precisam fazer coisas entendiantes antes das coisas interessantes.” Ou. “Estudantes devem memorizar antes que se permita a eles pensar.” Na verdade, estudantes são mais propícios a dominar fatos básicos a longo termo no contexto de atividades de aprendizagem envolventes direcionadas pelo estudante.

    Educação rigorosa siginifica ter um professor falando

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    Professores têm conhecimento para transmitir, mas aprendizagem duradoura fica mais fácil quando os estudantes falam, criam, e integram conhecimento em projetos significativos. A arte de ensinar é construir formas que permitam aos estudantes descobrir.

    Vencer um conteúdo siginifica tê-lo ensinado

     

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    Professores são comumento seduzidos pela ideia de que se eles falarem sobre um conceito em sala de aula, eles conseguiram ensiná-lo. Na melhor das hipóteses, estudantes têm ideias tentadoras que irão rapidamente esquecer se não as reforçarem por uma atividade centrada neles.

    Ensinar voltado aos interesses do estudante significa baixar o nível

     

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    Se nós pudéssemos de alguma forma olhar no cérebro de um estudante, seus circuitos corresponderiam ao seu conhecimento. Desde que novos aprendizados sempre são construídos sobre o que já existe no cérebro, professores precisam relacionar atividades de ensino em sala de aula com o que os estudantes já sabem. Professores que falham em fazê-lo, seja devido à ignorância ou obedecendo a uma falsa ideia de rigor, estão fugindo de uma realidade biológica.

    Aceleração significa rigor

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    Algumas escolas aceleram estudantes capazes de tal forma que eles possam estudar mais conteúdos. Escolas deveriam permitir aos estudantes mergulhar mais profundamente nos tópicos importantes. Conhecimento profundo estabelece uma fundação mais forte para aprendizagens posteriores.

    Uma sala de aula silenciosa significa boa aprendizagem

     

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    Estudantes sentados quietos podem simplesmente estar fora de sintonia, se não imediatamente, dentro de 15 minutos. Uma sala de aula barulhenta, se propriamente controlada, indluirá as vozes de muitos estudantes e estes estarão ativamente envolvidos.

    A escola tradicional prepara os estudantes para a vida

     

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    Ouvir os professores e estudar para testes tem pouco a ver com a vida no mundo do trabalho. Pessoas no mundo do trabalho criam, gerenciam, avaliam, comunica, e colaboram, como os estudantes nas escolas modernas.

    via http://www.independentcurriculum.org/index.php/icg/index/myths

    FONTE

    P.S.:Peço desculpas aos leitores, pois programei mal este post e ele foi publicado antes da hora ainda no original em inglês. Agora vai a versão recém-traduzida, espero que bem traduzida.

     

    Nova área da psicologia tenta entender comportamento científico — 24/02/2012

    Nova área da psicologia tenta entender comportamento científico

    Notícia ctrl-c+ctrl-v, mas tá valendo:

    —————————————————————————————-

    Quando questionada sobre por que é cientista, a geneticista Luiza Bossolani Martins, doutoranda da Unesp (Universidade Estadual Paulista), foi taxativa: “Desde pequena queria descobrir a cura de doenças. Não dá para explicar.”

    Agora, a psicologia quer entender aquilo que Martins não consegue explicar: o que leva algumas pessoas a terem comportamento científico?

    A atitude questionadora de quem quer entender o que está ao seu redor, independentemente de a pessoa ser mesmo cientista, é alvo de uma disciplina recém-criada, a “psicologia da ciência”.

    Idealizada pelo psicólogo norte-americano Gregory Feist, da Universidade San Jose, na Califórnia, a área reúne pesquisas sobre os aspectos que envolvem o interesse pela ciência –tudo isso sob o guarda-chuva da psicologia.

    Esses trabalhos já têm até periódico próprio: o jornal do ISPST (sigla de Sociedade Internacional de Psicologia da Ciência da Tecnologia).

    “Entendendo os aspectos da personalidade, da cognição e do desenvolvimento do talento científico, teremos mais condições para incentivar jovens com essas qualidades para uma carreira em ciência”, disse Feist à Folha.

    De fato, conversas com cientistas deixam claro que o incentivo, especialmente na escola, contam muito na escolha pela carreira científica.

    “Sou cientista por uma razão muito simples: tive um professor de ciências na escola cujas aulas eram fascinantes”, conta o fisioterapeuta Nivaldo Parizotto.

    Ele é professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e está nos EUA hoje para estudar a ação do laser no envelhecimento.

    Outro relato comum entre os cientistas é uma vontade de “explicar o mundo”.

    “Por que abriria mão de escrever um pouco mais sobre como as coisas funcionam?”, questiona o físico Pierre Louis de Assis, que faz pós-doutorado na Universidade Joseph Fourrier, na França.

    12042335

     

    FONTE

    Via facebook do meu amigo Kendi.

    Dica de site – If This Than That — 23/02/2012

    Dica de site – If This Than That

    Vi essa dica no site do Castrezana e repasso-a a vocês. 

    Ifttt  (If This Than That) é uma ferramenta interessante, simples e funcional:
    Se você costuma fazes Isto então ela faz Aquilo. Como assim?

    Ifttt

    Você configura as ações da ferramenta de acordo com o que você quer que ela faça.

    Dá para colocar uma música que você acabou de adicionar noLast.fm imediatamente na timeline do Facebook, ou pode salvar qualquer foto que você mandar para o Instagram direto para o Dropbox, simplesmente montando o ordem das tarefas pelos ícones dos serviços.

    Existem outras ferramentas que fazem basicamente a mesma coisa, a diferença é que o Ifttt  é simples e tem um monte de opções à mão, deixando tudo mais ligeiro

    Aqui tá o link do serviço http://ifttt.com/.

    O post original tá aqui.