Sou Bacharel em Química (UFRGS), Licenciado em Química (ULBRA) e Doutor em Química Teórica (UFRGS). Atuei na UFPel, UNIFRA, UFFS e atualmente na UNIPAMPA Campus Bagé. Sou professor de Físico-Química, TIC e otras cositas más! Atuei no Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (UNIFRA - Santa Maria). Atuei em programas de Pós-Graduação Stricto Sensu. Atualmente faço parte do Programa de Pós-Graduaçãao em Ensino de Ciências (Mestrado Profissiional) e no Programa de Mestrado Acadêmico em Ensino, ambos da UNIPAMPA Campus Bagé. Sou blogueiro amador, embora esteja brincando disso desde 2008. Curto muito tecnologias digitais, principalmente se elas puderem ser aplicadas ao ensino.
Matéria publicada pelo pessoal do blog do AIQ2011 e logo em seguida divulgada no facebook do Luis Brudna (rápido no gatilho esse rapaz).
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai acrescentar novos itens para divulgação pública na plataforma eletrônica Lattes, que apresenta currículos e atividades de 1,8 milhão de pesquisadores de todo o país. Os cientistas brasileiros deverão informar sobre a inovação de seus projetos e pesquisas, além de descrever iniciativas de divulgação e de educação científica. Eles também terão de mostrar na plataforma informações sobre a organização de feira de ciências, promoção de palestras em escolas, artigos e entrevistas concedidas à imprensa, além das informações básicas como dados pessoais, formação acadêmica, atuação profissional, etc. A ideia é fazer com que a sociedade conheça melhor as atividades científicas desenvolvidas no país. Com a nova mudança, a expectativa do presidente do CNPQ, o Prof. Dr. Glaucius Oliva, é despertar o interesse de “jovens talentos” para a ciência e criar uma nova cultura acadêmica em quatro anos, aproveitando o cenário atual de novos mestres e doutores formados no país.
É, acho que agora meu blog e meus sites vão valer alguma coisa aos olhos do governo. o/
Eu achei uma iniciativa bem simpática do CNPq, tem que tirar mesmo a ciência de dentro das academias e mostrar pro povão, de modo contrário vamos continuar amargando falta de profissionais nas áreas técnicas, como já acontece hoje.
Daí fui pesquisar o link original e compartilho a tradução agora com vocês:
Notícia publicada no dia 24 de Fevereiro de 2012
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Pesquisadores australianos desenvolveram um modelo para resolver a origem dos nanodiamantes meteóricos, um quebra-cabeças cosmológico antigo. Seu trabalho pode também ter um impacto sobre um processo importante no planeta Terra: sintetizar diamantes artificiais.
Até recentemente, investigar a vida do universo em seus estágio iniciais era possível apenas através de espectroscopia. Pela observação da radiações antigas provenientes do espaço, os astrônomos podem efetivamente olhar para trás na história. Isso mudou no final dos anos 1980 quando nanodiamantes (minúsculas partículas de diamente de menos de 2 nm de tamanho obtidas a partir de meteoritos) mostraram conter isótopos nãp usuais de gases nobres que indicavam suas origens fora do nosso sistema solar.
‘Essas amostras foram realmente importantes porque foi a primeira vez que nós pudemos dizer “Isso realmente veio de fora do nosso sistema solar,”‘ disse Rhonda Stroud, que estuda nanodiamantes meteóricos no US Naval Research Laboratory em Washington.
Entretanto, desde a sua descoberta, os nanodiamentes têm confundido mais do que esclarecido, com a aparentemente conflitante evidência a respeito da sua idade e origem frustrar todas as tentativas de desenvolver um modelo realista para a formação dos nanodiamantes que se encaixe em todos os dados. Agora, Nigel Marks da Universidade Curtin em Perth, Australia, e seus colegas propuseram um novo modelo para a formação dos nanodiamantes, os quais eles acreditam oferecer a solução mais simples e óbvia.
Na figura, à medida que as “cebolas” colidem com a superfície, elas se transformarm em diamantes.
O modelo de Marks é baseado na colisão de “cebolas” de carbono – camadas concêntricas de moléculas de fulereno que podem ocorrer naturalmente no espaço. “Cebolas de carbono estão absolutamente em todos os lugares,” diz Marks, “em qualquer lugar que exista vapor de carbono, ele se resfria espontaneamente para formar essas estruturas concêntricas de cebola. O telescópio Spitzer tem mostrado que o espaço está cheio de fulerenos e eu ficaria tremendamente surpreso se ele não estivesse cheio dessas cebolas também. De fato, cebolas são mais fáceis de formar.” E à medida que elas se formam, as cebolas encapsulam outras espécies, fornecendo uma “explicação elegante para como os isótopos terminam capturados dentro dessas estruturas”. Quando essas cebolas colidem umas com as outras, ou com outros materiais, na velocidade adequada, a força do impacto faz com que ocorra uma transição de fase para a forma diamante.
Mark tropeçou na sua descoberta enquanto conduzia simulações computacionais para investigar anomalias estruturais em uma cobertura fina de carbono. “Nós rodamos muitas, muitas simulações,” disse Marks” e em boa parte dos casos nós observamos que se formou diamante. Nós descobrimos que esse grande enigma existia na astrofísica e quando nós procuramos as condições em nossas simulações, elas eram exatamente as encontradas no espaço.” Marks sugere que as condições ordinárias poderiam permitir a formação de nanodiamantes antes e durante a formação do nosso sistema solar, resolvendo a confusão relativa à evidência de idade dos nanodiamantes.
Rhonda Stroud diz que o modelo de Marks é bastante convincente mas pode não ser a única explicação. “Eu suspeito que existirão múltiplas origens, múltiplas populações de nanodiamantes e uma vez que nós possamos medi-las individualmente, nós estaremos aptos a distinguir os diamantes de diferentes origens”.
Stroud também nota que a identificação inequívoca da idade e origem de nanodiamantes específicos requerirá técnicas analíticas potentes que estão apenas começando a se tornar dispo níveis.
“O processo de transformação das cebolas de carbono por choque é bastante realista,” confirma Sasha Verchovsky da Open University, Reino Unido, que também trabalha nos cálculos do fenômeno dos nanodiamantes. “Será interessante fazer esse experimento para produzir nanodiamentes a partir de cebolas de carbono.”
Para Marks, a verificação experimental desse modelo e suas implicações para a ciência dos materiais são o aspecto mais interessante do seu trabalho. “Nós queremos agora criar aparatos que contenham apenas cebolas de carbono e então controlas suas colisões com superfícies,” diz ele. “O que será a peça fundamental de evidência … nós estamos aptos a fazer coisas que nós normalmente não fazemos com carbono … e se funcionar, nós teremos uma nova forma de produzir diamante.”
Referências
N Marks, M Lattemann and D McKenzie, Phys. Rev. Lett., 2012, 108, DOI:10.1103/PhysRevLett.108.075503
Bônus: vídeo com uma animação da simulação computacional
Este mito se traduz grosseiramente como: “Estudantes precisam fazer coisas entendiantes antes das coisas interessantes.” Ou. “Estudantes devem memorizar antes que se permita a eles pensar.” Na verdade, estudantes são mais propícios a dominar fatos básicos a longo termo no contexto de atividades de aprendizagem envolventes direcionadas pelo estudante.
Educação rigorosa siginifica ter um professor falando
Professores têm conhecimento para transmitir, mas aprendizagem duradoura fica mais fácil quando os estudantes falam, criam, e integram conhecimento em projetos significativos. A arte de ensinar é construir formas que permitam aos estudantes descobrir.
Vencer um conteúdo siginifica tê-lo ensinado
Professores são comumento seduzidos pela ideia de que se eles falarem sobre um conceito em sala de aula, eles conseguiram ensiná-lo. Na melhor das hipóteses, estudantes têm ideias tentadoras que irão rapidamente esquecer se não as reforçarem por uma atividade centrada neles.
Ensinar voltado aos interesses do estudante significa baixar o nível
Se nós pudéssemos de alguma forma olhar no cérebro de um estudante, seus circuitos corresponderiam ao seu conhecimento. Desde que novos aprendizados sempre são construídos sobre o que já existe no cérebro, professores precisam relacionar atividades de ensino em sala de aula com o que os estudantes já sabem. Professores que falham em fazê-lo, seja devido à ignorância ou obedecendo a uma falsa ideia de rigor, estão fugindo de uma realidade biológica.
Aceleração significa rigor
Algumas escolas aceleram estudantes capazes de tal forma que eles possam estudar mais conteúdos. Escolas deveriam permitir aos estudantes mergulhar mais profundamente nos tópicos importantes. Conhecimento profundo estabelece uma fundação mais forte para aprendizagens posteriores.
Uma sala de aula silenciosa significa boa aprendizagem
Estudantes sentados quietos podem simplesmente estar fora de sintonia, se não imediatamente, dentro de 15 minutos. Uma sala de aula barulhenta, se propriamente controlada, indluirá as vozes de muitos estudantes e estes estarão ativamente envolvidos.
A escola tradicional prepara os estudantes para a vida
Ouvir os professores e estudar para testes tem pouco a ver com a vida no mundo do trabalho. Pessoas no mundo do trabalho criam, gerenciam, avaliam, comunica, e colaboram, como os estudantes nas escolas modernas.
P.S.:Peço desculpas aos leitores, pois programei mal este post e ele foi publicado antes da hora ainda no original em inglês. Agora vai a versão recém-traduzida, espero que bem traduzida.
Quando questionada sobre por que é cientista, a geneticista Luiza Bossolani Martins, doutoranda da Unesp (Universidade Estadual Paulista), foi taxativa: “Desde pequena queria descobrir a cura de doenças. Não dá para explicar.”
Agora, a psicologia quer entender aquilo que Martins não consegue explicar: o que leva algumas pessoas a terem comportamento científico?
A atitude questionadora de quem quer entender o que está ao seu redor, independentemente de a pessoa ser mesmo cientista, é alvo de uma disciplina recém-criada, a “psicologia da ciência”.
Idealizada pelo psicólogo norte-americano Gregory Feist, da Universidade San Jose, na Califórnia, a área reúne pesquisas sobre os aspectos que envolvem o interesse pela ciência –tudo isso sob o guarda-chuva da psicologia.
Esses trabalhos já têm até periódico próprio: o jornal do ISPST (sigla de Sociedade Internacional de Psicologia da Ciência da Tecnologia).
“Entendendo os aspectos da personalidade, da cognição e do desenvolvimento do talento científico, teremos mais condições para incentivar jovens com essas qualidades para uma carreira em ciência”, disse Feist à Folha.
De fato, conversas com cientistas deixam claro que o incentivo, especialmente na escola, contam muito na escolha pela carreira científica.
“Sou cientista por uma razão muito simples: tive um professor de ciências na escola cujas aulas eram fascinantes”, conta o fisioterapeuta Nivaldo Parizotto.
Ele é professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e está nos EUA hoje para estudar a ação do laser no envelhecimento.
Outro relato comum entre os cientistas é uma vontade de “explicar o mundo”.
“Por que abriria mão de escrever um pouco mais sobre como as coisas funcionam?”, questiona o físico Pierre Louis de Assis, que faz pós-doutorado na Universidade Joseph Fourrier, na França.
Vi essa dica no site do Castrezana e repasso-a a vocês.
O Ifttt (If This Than That) é uma ferramenta interessante, simples e funcional:
Se você costuma fazes Isto então ela faz Aquilo. Como assim?
Você configura as ações da ferramenta de acordo com o que você quer que ela faça.
Dá para colocar uma música que você acabou de adicionar noLast.fm imediatamente na timeline do Facebook, ou pode salvar qualquer foto que você mandar para o Instagram direto para o Dropbox, simplesmente montando o ordem das tarefas pelos ícones dos serviços.
Existem outras ferramentas que fazem basicamente a mesma coisa, a diferença é que o Ifttt é simples e tem um monte de opções à mão, deixando tudo mais ligeiro
Achei uma lista com 10 blogs sobre EaD aqui nesse link, compartilho com vocês na sequência do post.
http://www.articulate.com/rapid-elearning Este blog traz dicas práticas para ajudar você a se tornar um profissional em cursos de EaD. Apresenta uma lista de ferramentas fáceis de usar na construção de seus cursos, sem a necessidade de conhecer processos de programação. http://elearnqueen.blogspot.com Este blog concentra-se na formação a distância, dando atenção especial aos fatores psicológicos, sociais e culturais relacionados a essa nova modalidade de ensino. Através dele os leitores podem fazer download de coleção de artigos, ensaios, estratégias de ensino, planos de aula, e muito mais. http://www.dontwasteyourtime.co.uk David Hopkins é o idealizador deste blog. Ele trabalha na Escola de Negócios como tecnólogo de aprendizagem, na Universidade de Bournemouth, no Reino Unido. Começou este blog para publicar seus pensamentos, e se envolver com educadores, facilitadores, técnicos, designers que estão interessados nos mesmos tipos de coisas, a saber,eLearning, mlearning, Blackbaord / AVA / simulação/ tecnologia na sala de aula, Web 2.0 etc. http://www.educacaoadistancia.blog.br Blog mantido pelo Instituto EADVIRTUAL – Ensino e Pesquisa Ltda. Foifundado em 2002 e o Instituto vem desenvolvendo projetos de capacitação profissional nas mais diversas áreas de conhecimento – presencial e a distância. Com seus projetos voltados para a formação profissional o ensino ligado à pratica, vem se destacando nos últimos quatro anos em seus cursos a distância oferecidos para todo o Brasil através do portal de cursos EADVIRTUAL.com. http://blog.joaomattar.com Este blog, de caráter mais acadêmico, possui várias categorias que aparecem do lado direito da tela, nas quais você pode pesquisar os últimosposts e os respectivos comentários. É um blog muito completo, com informações curiosas e úteis para quem tem interesse em saber mais sobre EaD, educação digital, twitter em Educação, formação de professores, webpara educadores, propagandas e comentários sobre eventos na área das TIC´s, dicas de portais de pesquisa, games na educação, entre outros assuntos. http://nteassistivas.blogspot.com Este blog concentra-se em tecnologia assistiva, eLearning, mapas mentais, ferramentas colaborativas e tecnologia educacional. Tecnologia assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida independente e inclusão. Dessa forma, o blog dá dicas sobre programas desenvolvidos para estas pessoas em contextos educativos de adaptação, de acesso ao computador. http://professordigital.wordpress.com José Carlos Antônio, autor de material didático para formação de professores (EAD), idealizou este blog para professores que precisam de opiniões sobre os recursos de tecnologia livre e como podem usá-los. Além disso, José Carlos Antônio mantém uma série de atividades ligadas à Educação em geral e ao uso pedagógico das TIC´s. Este blog é o local onde ele também compartilha algumas reflexões sobre o uso pedagógico dos computadores e da Internet. http://steve-wheeler.blogspot.com Steve Wheeler é professor de tecnologia de aprendizagem na Faculdade de Educação, Saúde e Sociedade da Universidade de Plymouth no Reino Unido. Seus interesses de pesquisa incluem e-learning, educação a distância, Web2.0 e software social. http://pesquisaletramentodigital.blogspot.com Este é outro blog de natureza mais acadêmica. Não apresenta postsrecentes, no entanto traz informações e conceitos interessantes sobre Letramento Digital, Autoria e Colaboração em Rede. Foi idealizado por Ana Beatriz, professora da Universidade Federal de Pernambuco, que se propôs a investigar a formação de professores a distância e a inclusão digital. http://deboracunhampel05.blogspot.com Blog, também de caráter acadêmico, foi criado no âmbito do Mestrado em Pedagogia do e-learning e será utilizado para publicar conteúdos das unidades curriculares durante todo curso em 2012. Vale a pena conferir.
Então, ja que estou curtindo umas merecidas férias, vou fazer um post copy+paste para não deixar o meu querido blog às moscas.
Ressucitei a seção molécula do dia com uma macromolécula que tem um valor especial para mim, o poli(butadieno).
Vou fazer uma mescla de dois artigos sobre esse elastômero que eu garimpei na rede.
Segue a cópia descarada dos artigos:
As bolinhas que ‘pulam longe’ fazem a diversão de crianças em todo o mundo; conheça um pouco mais sobre elas.
Chamadas em alguns países de superballs, estas estruturas esféricas são produzidas com um material chamado polibutadieno vulcanizado. Este composto foi sintetizado pela primeira vez em 1965, pelo pesquisador Norman Stingley. O que fez dessa bolinha um sucesso no mundo são suas propriedades excepcionais.
As moléculas de polibutadieno são longas cadeias de átomos de carbono, basicamente falando. Essas cadeias funcionam como verdadeiros elásticos, conseguindo recuperar sua forma original quando esticadas ou colocadas sob pressão mecânica. Quando o polibutadieno é aquecido em altas pressões com enxofre, ocorre um processo chamado vulcanização. Este tipo de acontecimento introduz átomos de enxofre entre as ligações de carbono, formando redes extremamente longas.
Neste momento, é como se o enxofre torna-se uma ponte, ligando uma “parede” de carbono a outra. Quando você joga uma dessas bolinhas no chão, sua forma original é distorcida. As pontes de enxofre limitam e dizem quanto uma bola conseguirá pular. Estudos mostraram que 92% da energia que você aplica ao arremessar uma bolinha no chão, continua armazenada na própria bolinha, mesmo após ter atingido o chão. Isso explica o motivo pelo qual pulam tão alto.
Após a descoberta deste material inacreditavelmente elástico, Norman Stingley começou a fabricar em tamanhos pequenos e esféricos, em uma empresa chamada Manufacturing Company Wham-O, incentivando as crianças ao redor do mundo a pegarem a bolinha e atirá-la com toda a força possível contra o chão para entenderem que não se tratava de mais uma bolinha qualquer.
No vídeo abaixo você tem uma noção de como essas bolinhas são divertidas, especialmente para as crianças. Que tal jogar milhares delas, todas de uma vez, do alto de uma escada?
A parte técnica sobre o poli(butadieno) está na sequência do post. Siga lendo.
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