Calma gente, não desaprendi Química (ainda).

A imagem acima é do produto comercializado em farmácias sob o nome “merthiolate” por razões, como podería dizer, “puramente comerciais” (dãããã).

O fato é que esse anti-séptico (maldito acordo ortográfico) foi vendido durante muitos anos com o princípio ativo mertiolato , cujo nome químico mais correto seria tiomersal ou timersal, um composto salino de mercúrio.

Thiomersal Structural Formulae.svg

Agora, vocês imaginam o porquê dele ter sido banido das farmácias? Ora bolotas, o treco é um tiossal de mercúrio, é tóxico “bagarai” e as mães passavam em qualquer machucado dos pimpolhinhos.

Devido a essa elevada toxicidade, o ministério da saúde (que deve ter imitado a FDA) baniu a bagaça das nossas vidas.

Em substituição a essa substância veio o digluconato de clorexidina (finalmente cheguei no assunto do post). A formuleta da criança tá aí abaixo:

Chlorhexidine.png

Ele é um anti-séptico com ação antifúngica (Super Mario sempre anda com um frasquinho no bolso) e bactericida, além de ser bacteriostático (além de matar as blacktérias, não deixa que elas se proliferem).

Sua DL50 (dose letal capaz de matar 50% de uma população) é de 1800 mg/kg de massa corporal/dia.

Ele não exala vapores, não irrita a pele e nem as mucosas e não polui (claro, não possui mercúrio na fórmula).

Sob concentrações elevadas ele pode causar danos severos à córnea e até causar surdez.

O nome químico da clorexidina é 1,1-bis-hexametileno-(5-p-Clorofenilbiguanida)-di-D-Gluconato. Sua fórmula química é C22H30Cl2N10.

Apenas a título de complementação, o antigo mertiolato tem nome químico Etil-(2-mercaptobenzoato-(2-)-O,S)mercuriato(1-) sódico.

Bom, era isso. Matei minha vontade de falar sobre essa molécula.

Fiquem ligados para mais um “molécula do dia” a qualquer momento.

P.S.:Químicos orgânicos de plantão, sintam-se livres para corrigir nomes químicos das minhas moléculas. 🙂

 

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