E aí, quem nunca ficou curioso ao comprar um chiclete (ou pastilha elástica para os amigos portugueses) e ler que ele contém xilitol.

Eu também fiquei curioso algumas vezes, até que resolvi procurar algumas informações acerca dessa molécula.

Na sequência do post eu vou falar um pouco mais sobre ela.

Mascar chicletes adoçados com xilitol é a mais nova estratégia para o combate à cárie.

Ao contrário do sorbitol e do manitol, que são adoçantes não cariogênicos e não calóricos já utilizados nos chicletes em substituição à sacarose, o xilitol possui uma ação direta sobre os agentes da cárie, principalmente o mais perigoso deles, a bactéria Streptococcus mutans.

As bactérias precisam gastar uma grande quantidade de energia para absorver o xilitol, e mesmo assim, não conseguem metabolizá-lo. Assim, acabam intoxicadas.

Grande sacanagem não?

No mercado europeu, o xilitol já é utilizado há mais de 20 anos. No Brasil, apenas recentemente os fabricantes de chicletes começaram a investir em produtos com o novo adoçante, que apesar de mais caro, é tão doce quanto o açúcar.

Mas, para que ele apresente a sua ação bactericida, é necessário que a concentração de xilitol no chiclete seja de pelo menos 25%.

Na natureza, o xilitol é encontrado na alface, na cebola, na cenoura, na uva, no morango, na framboesa, na ameixa e até no milho.

Ele também é produzido em pequena quantidade pelo corpo humano.

Industrialmente, o xilitol é produzido a partir da casca de algumas árvores, como a bétula finlandesa.

Justamente aí está uma curiosidade, seu nome em grego ( ξύλον = xylon = madeira) quer dizer exatamente que ele provém da madeira. (-itol é um sufixo comum a vários açúcares)

Ele é obtido a partir da hidrogenação da xilose (abaixo, à esquerda), que converte a forma aldeído do açúcar em um alcool primário (abaixo, à direita)

    

Seu nome IUPAC é (2R, 3R, 4S)-pentano-pent-1,2,3,4,5-ol.

Como costuma acontecer com a maioria dos açúcares. o consumo inicial pode resultar em inchaço, diarreia e flatulências (eles costumam fermentar).

Ele é um açúcar aquiral, sendo que existem ainda 3 outras formas isoméricas com a mesma fórmula química.

Uma única colher de chá de xilitol contém 9,6 calorias alimentares, enquanto que a mesma medida de açúcar comum contém 15 calorias.

Além dos usos odontológicos, o xilitol é usado em tratamentos de diabetes.

Tem sido pesquisado como auxiliar em tratamentos de casos de osteoporose (aumenta a densidade óssea), otite e observou-se que aumenta a atividade dos neutrófilos sanguíneos.

 Mulheres grávidas podem consumi-lo sem receio, de acordo com a FDA. Inclusive, acredita-se que o uso regular reduza a probabilidade de transmitir a bactéria da cárie para o bebê.

Cães não podem consumi-la, visto que ela reduz a quantidade de açúcar no sangue, o que pode causar desorientação, depressão e tonturas. Em grandes doses, observou-se que os cães podem sofrer sérios danos no fígado. (Então já sabem, não deem chicletes com xilitol aos seus cães).

Então, essa foi a minha rápida pesquisa sobre o xilitol. Espero que tenham gostado.

Da próxima vez que forem mascar o seu chiclete, pensem nessa maravilhosa molécula que proporciona tão doces momentos sem estragar os belos dentinhos de vocês. hehehehe

A Fada dos Dentes agradece. 😉

FONTES: MedCenter, e Wikipedia

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