Diário de um Químico Digital 3.0

Química, TICs e outras treconologias. :)

Fluxograma sobre as categorias de isômeros — 10/09/2018

Fluxograma sobre as categorias de isômeros

E aí, pessoal? Tudo joinha?

De vez em quando eu lembro que o blog TAMBÈM é sobre Química e posto algo legal.

Hoje de manhã, eu vi esse fluxograma simplificado sobre as diferentes categorias de isômeros na página do Facebook Chemistry Addiction.

Apresento-lhes a versão traduzida da figura:

isômeros

Aproveite que está por aqui e dê uma olhada em outras postagens sobre isômeros que eu já publiquei. AQUI e AQUI

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Vídeo-aula: Reações SN1 vs SN2 — 22/08/2017

Vídeo-aula: Reações SN1 vs SN2

gatinhos sn1 sn2

E aí, galera? Tudo bem?

Estou aqui hoje para usá-los como cobaias apresentar mais uma tentativa de criação de vídeo-aulas.

Como vocês já devem ter percebido, eu ando experimentando o Open Sankoré para a criação de vídeos instrucionais.

Se não viram, deem uma checada nessa postagem aqui.

Hoje vou falar sobre reações de substituição nucleofílica de primeira e segunda ordem (ou unimoleculares e bimoleculares).

Agradeço ao meu colega, Prof Nilo Zimmermann, pelo valoroso auxílio e consultoria para a criação do conteúdo dessa vídeo-aula (minha orgânica tá enferrujada, né?).

EDIT: Na última tela do vídeo eu escrevi que a SN2 gera enantiômeros. Isso está errado, eu me enganei na hora de escrever. O mecanismo de reação SN1 é que gera os enantiômeros. Até que eu possa corrigir o vídeo, vou deixar essa nota aqui.

EDIT 2: A terceira versão da vídeo-aula está correta, não tem mais nenhuma errata e não tem problemas de sincronia entre áudio e vídeo. Agora é a definitiva.

Por quê algumas moléculas possuem “gêmeas más”? — 21/04/2017

Por quê algumas moléculas possuem “gêmeas más”?

evil twins

E aí pessoal? Tudo bem?

Vocês já ouviram falar dessa dualidade existente na Química?

Algumas moléculas possuem isômeros com atividades químicas e biológicas completamente diferentes.

No caso do GIF animado que ilustra a postagem, a molécula da esquerda é usada em Sprays Nasais (L-metanfetamina) e a da direita é usada como narcótico (D-metanfetamina).

dl-metanfetamina

Assista ao vídeo abaixo (ele possui legendas automáticas em inglês, mas é possivel ativar a tradução automática para o português).

Logo depois do vídeo, comento alguns aspectos químicos importantes…

Para saber mais sobre a questão da isomeria e sua influência nas propriedades biológicas, continue lendo o post.

Continue lendo

Por que as folhas mudam de cor? — 13/10/2016
Molécula do dia – Acrilamida — 30/09/2016

Molécula do dia – Acrilamida

acrylamide-mw-2000-3d-balls

E a molécula de hoje é a acrilamida, também conhecida pelo nome IUPAC prop-2-enamida.

É um sólido cristalino branco e inodoro, solúvel em água, etanol, éter e clorofórmio.

Sofre decomposição na paresença de ácidos, bases, ferro e seus sais e de agentes oxidantes.

Também se decompõe não-termicamente formando amônia, e termicamente produz dióxido e monóxido de carbono e óxidos de nitrogênio (esses últimos danosos ao ser humano).[1]

A acrilamida é classificada como uma substância extremamente perigosa nos USA (Section 302 of the U.S. Emergency Planning and Community Right-to-Know Act(42 U.S.C. 11002)).[1]

Em 2002, a presença de acrilamida em alimentos tostados/torrados baseados em amido foi detectada.

Durante o processo de tostagem (caramelização, cozimento, gratinagem, queima, etc) , uma série de reações químicas conhecidas coletivamente por Reações de Maillard (falarei delas no futuro) produz, dentre várias outras substâncias, a acrilamida.[2]

Outra importante fonte de acrilamida é encontrada nos cigarros (portanto, evitem fumar).

A acrilamida é comumente ligada a vários tipos de câncer, embora os níveis dessa substância em alimentos seja alarmante, não é possível ainda determinar se o consumo dos mesmos esteja diretamente ligado ao surgimento dessa doença em seres humanos.

Isso é muito importante, pois é comum lermos em sites sensacionalistas que ingerir alimentos tostados causa câncer e, por conseguinte, um sentimento quimiofóbico se instala nas pessoas (o que é um desserviço à ciência).

Do ponto de vista tecnológico, a acrilamida pode ser usada para sintetizar vários tipos de poli(acrilamida).

Essas são muito utilizadas como espessantes solúveis em água, também encontram uso no tratamento de água servida industrial, eletroforese em gel, fabricação de papel, processamento de minérios, recuperação de óleos, e manufatura de tecidos.

ch-watcrys_4

Algumas acrilamidas são usadas na fabricação de corantes e de outros monômeros de importância industrial.[1]

 

Quimicamente, a acrilamida possui a seguinte fórmula molecular C3H5NO, e tem por fórmula plana estrutural

1024px-acrylamide-2d-skeletal

Bom, não quero me estender mais nessa postagem.

Por enquanto era só isso.

Agradeço a atenção e até a nossa próxima postagem.

A química do humor — 03/09/2016
Molécula(s) do dia: poli(etileno glicol) e poli(óxido de etileno) — 05/07/2016

Molécula(s) do dia: poli(etileno glicol) e poli(óxido de etileno)

O poli(óxido de etileno) ou poli(oxietileno) (sigla: PEO) e o poli(etileno glico) (sigla:PEG) são polímeros sintéticos de grande importância comercial.

Antes de eu falar de detalhes técnicos desses materiais, sugiro que assistam o vídeo abaixo:

Se você quiser saber mais sobre o PEO/PEG, clique no link abaixo…

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A Química da Champagne — 31/12/2014

A Química da Champagne

Rose_champagne_infinite_bubbles Hoje é dia 31 de dezembro de 2014. Daqui a algumas poucas horas estaremos todos comemorando a passagem para o ano de 2015 aqui no Brasil. E como é tradicional em vários países, muitos de nós estourarão uma champagne (ou espumante) para comemorar a entrada do novo ano. Que tal aprender um pouco mais sobre a química dessa bebida tão popular?

química da champagne pt-br


FONTE

Coca-cola: a difícil escolha entre sacarose e adoçantes artificiais — 28/10/2014

Coca-cola: a difícil escolha entre sacarose e adoçantes artificiais

cola2

Pessoal, encontrei um post em um blog que mostra a brutal diferença de conteúdo entre a Coca-Cola normal (sacarose = açúcar) e a Coca-Cola Zero (adoçante artificial = ciclamato de sódio + acessulfame K + aspartame).

O autor do vídeo derrama em uma panela o conteúdo de uma garrafa de Coca-Cola, primeiro a normal e depois a Zero, depois ele aquece o refrigerante até a completa ebulição da água contida na mistura.

Ao final, a Coca-Cola normal deixa como resíduo uma quantidade enorme de açúcar e a Coca-Cola Zero apenas uma pequena quantidade de resíduo sólido que deve corresponder ao adoçante artificial ciclamato de sódio.

Não quero ficar fazendo aqueles posts de “ai meu Deus, não tomem mais Coca porque ela corrói os dentinhos”, até porque isso é muita quimiofobia (existe essa palavra?).

Bom, assistam ao vídeo e depois eu tecerei alguns comentários químicos sobre os diversos tipo de adoçantes que podem ser encontrados em refrigerantes.

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Molécula do dia – Solvente Azul 36 — 02/07/2014

Molécula do dia – Solvente Azul 36

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Nomezinho estranho, não?

Pois é, essa molécula também atende pelo simpático nome IUPAC 1,4-bis[(propan-2-il)amino]-9,10-dihidroantracen-9,10-diona.

Essa molécula tem uma forte relação com a data que se aproxima, a saber, a comemoração da independência dos Estados Unidos da América (lar dos bravos, terra da liberdade, blablabla).

Lá é costume soltar muitos fogos de artifício durante o dia, tudo em nome do civismo e do amor ao país. E convém que os fogos sejam das cores da bandeira americana: azul e vermelho.

As cores dos fogos de artifício são produzidas predominantemente por sais dos íons metálicos de estrôncio e lítio (vermelho), cobre (azul) e bário (verde). Mas eles podem ainda conter substâncias orgânicas que colorem a fumaça produzida na explosão.

Dentre os compostos orgânicos utilizados está o Solvente Azul 36, ou óleo azul A, azul AP, dentre outros nomes nada comuns. A molécula é um corante derivado da antraquinona quem também é usado em resinas de poli(estireno) e em resinas acrílias, bem como em líquidos (óleos e tintas).

Ele confere à fumaça dos fogos uma coloração azulácea-violácea. Outra molécula similar, o Solvente Azul 35 tem uma n-butila ao invés de uma propila e é também usada para colorir fumaça.

Segue a fórmula do Solvente Azul 36 e, em seguida, a do Solvente Azul 35.

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